Empresários da região de Itaipava vão auxiliar em estudos que complementem outros projetos desenvolvidos para o local

O prefeito reuniu um grupo de 12 empresários nesta sexta-feira (20.12) para debater alternativas para a mobilidade urbana na região de Itaipava. Um dos focos do encontro foi o Trevo de Bonsucesso. O empresariado se comprometeu a fazer trabalho técnico para elaboração desse e de outros projetos para a localidade.

Durante o encontro, o prefeito lembrou que outros dois projetos estão avançando para proporcionar melhor fluidez ao trânsito de Itaipava. Um deles, a criação de um acesso ao lado do Supermercado Bramil e o outro, uma parceria público-privada para melhorias na estrada que fica nos fundos do Parque Municipal.

Já na próxima semana, acontecerá a primeira reunião técnica para debater alternativas para o trecho, envolvendo engenheiros e arquitetos das empresas Engeprat e Carlos Marcolino Arquitetura. O prefeito informou que pretende usar parte dos recursos que o município terá através do programa de Financiamento para Infraestrutura e Saneamento (Finisa) para projetos de mobilidade urbana, como esse do Trevo de Bonsucesso.

No encontro desta quinta, outra sugestão levantada foi a de intervenções em uma ponte que liga a Estrada União e Indústria (próximo ao Terminal Itaipava) e a BR-040. O empresariado se comprometeu em fazer os estudos necessários para elaboração do projeto e encaminhar para análise da prefeitura. Após as autorizações exigidas legalmente, o grupo vai buscar viabilizar o projeto economicamente.

Órgão nacional está atualizando portarias que tratam das regras de tombamento com apoio de diversas secretarias

Os estudos da prefeitura dentro do processo de rerratificação das portarias de tombamento do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estão avançando. Nesta segunda-feira (26.08), o corpo técnico de diversas secretarias se reuniu para apresentar sugestões e continuar as discussões sobre o tema. A intenção desse grupo de trabalho é apresentar as sugestões do município com relação à legislação que trata das áreas preservadas em Petrópolis.

A linha principal das propostas do município é reforçar os valores culturais e paisagísticos previstos no Plano Koeler, o primeiro desenho urbanístico da história do município. Para isso, o grupo de trabalho propõe que as áreas de entorno de bens tombados possam convergir e criem parâmetros em concordância entre município, Estado e União.

A portaria 213, editada pelo Iphan em 1996, estabelece 12 conjuntos arquitetônicos protegidos por tombamento em Petrópolis. Ela foi atualizada pela portaria 455 há dois anos. Em junho desse ano, as secretarias de Obras e de Meio Ambiente fizeram uma instrução normativa para reforçar esses dispositivos, ao estabelecer que alvarás para qualquer construção, reforma ou demolição só serão expedidos após autorização dos órgãos de proteção de patrimônio histórico (Iphan e Inepac).

Com esse processo de rerratificação das portarias do Iphan, um dos objetivos é ressaltar a importância cultural de cada bem e áreas tombadas. A intenção é entregar as contribuições da prefeitura para análise do Iphan no fim de setembro. Em seguida, o órgão vai abrir diálogo com a sociedade civil, até dezembro, para debater problemas a serem enfrentados e alternativas de soluções. A última etapa é a formulação do plano de ação, com diretrizes, critérios e parâmetros para ações necessárias para a preservação de áreas protegidas. Esse trabalho deve ser concluído até março do ano que vem.

“É importante a contribuição de cada secretaria municipal. Se a gente está tendo a oportunidade de ter um diálogo com Iphan e de expor tudo aquilo que município pensa, essa é a hora trazer todas as informações que cada pasta tem. Vamos fazer um documento com recomendações em cima das portarias 213/1996 e 455/2017, que é a nossa base de estudos”, afirma a subsecretária de Obras, Raquel Motta.

O Manual de Calçadas Acessíveis já pode ser consultado pela população pela internet. O “Todos na Calçada” está no site da prefeitura (www.petropolis.rj.gov.br) e permite o download das orientações técnicas sobre como deve ser feita a construção, uso e conservação do espaço público de forma que ela possa ser usada também por quem tem mobilidade reduzida, como pessoas com deficiência, idosos, grávidas, quem conduz carrinho de bebê, entre outros casos. A leitura do documento de forma on-line é mais uma maneira de levar o manual para que a população possa conhecer as especificações. Na última segunda-feira (05.08), ele foi apresentado à sociedade civil por meio dos conselhos municipais.

O primeiro que recebeu a apresentação foi o Conselho Municipal da Cidade (Comcidade). Na oportunidade, os presentes à reunião puderam entender melhor e tirar dúvidas sobre como devem ser as calçadas. O coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica, Dalmir Caetano, e a arquiteta da CPGE e uma das coordenadoras da elaboração do manual, Gabriela Cavalheire, mostraram o resultado final de um trabalho de um ano e meio de estudo para entender como a calçada precisa ser para que todos possam usá-la.

Esse foi um trabalho muito grande que reuniu a área técnica de várias secretarias municipais e que agora entra em um momento muito importante que é o de envolver a população nessa ideia. O manual é bem simples para que todos possam entender os conceitos de como fazer a inclusão todas as pessoas, mas também traz detalhes técnicos que serão explorados por arquitetos e engenheiros na hora de projetar a construção de calçadas.

O manual traz especificações sobre largura adequada, segurança, continuidade, inclinação adequada, iluminação, pavimentação adequada, drenagem, mobiliário urbano, rampas e segregação (demarcação das faixas e as funções de cada uma delas). Ele foi criado por técnicos da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica, Secretaria de Obras, de Educação, de Saúde, de Defesa Civil, de Assistência Social, CPTrans, Controladoria e Gabinete da Cidadania. A Firjan e Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) deram apoio e consultoria técnica.

O presidente do Comcidade, Lédio Ferreira, destacou que um dos pontos principais é o fato do manual já reunir dispositivos de outras leis e normas técnicas que já falam sobre o modo correto de construir e cuidar das calçadas, o que será um facilitador para todas as pessoas.

“Gostei muito, desde o nome que deram ao manual, ‘Todos na Calçada’. Acho que quando se busca uma facilidade para pessoas como idosos, quem tem deficiência e tantos outros, isso é muito bom, é muito importante nos voltarmos para essas pessoas. A construção do manual mostra que o governo está sensível a essa questão e à própria organização da cidade. Quando a gente fala de ‘cidade inteligente’, a gente não pode olhar só para a questão da tecnologia, mas ao próprio acesso da cidade como um todo”, disse.

Agora, o manual será levado para o Conselho de Revisão do Plano Diretor de Petrópolis, (CRPD), nesta quarta-feira (07.08), às 17h, na Casa dos Conselhos Augusto Ângelo Zanatta. As apresentações vão acontecer também nos conselhos de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência; Defesa da Pessoa Idosa; Esporte e Lazer; Saúde; Segurança Pública; Cultura; Turismo; Educação; Trabalho e Renda; e Trânsito.

O “Todos na Calçada” também será enviado para a Câmara de Vereadores para ser implantado na cidade em forma de lei.

Formatar um diagnóstico de Petrópolis para integrar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Com este objetivo representantes da Câmara Metropolitana do Rio Janeiro, responsáveis pelo estudo, realizaram uma oficina em Petrópolis nesta terça-feira (06.08). A atividade teve a participação de técnicos de diferentes secretarias municipais e representantes do legislativo municipal e de entidades como Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural (Inepac) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além de representantes da sociedade civil organizada. Petrópolis foi incluída no fim do ano passado no rol de 22 municípios que fazem parte do Plano Metropolitano do Estado do Rio para o desenvolvimento de projetos.

É um passo importante pois a cidade passará a contar com auxilio técnico para estudar os desafios e compreender as necessidades específicas do município. Estar na região metropolitana também pode significar uma facilidade para se conseguir recursos, como por exemplo, para financiamento de projetos habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida. Os levantamentos são concentrados na Coordenadoria de Planejamento, mas todos os demais secretários do município estão envolvidos no processo.  

O trabalho desenvolvido nos 21 outros municípios que fazem parte do Plano Metropolitano, foi apresentado pelos representantes da Câmara Metropolitana Maurício Knoploch, Nelson Teixeira, Paulo Costa e Luís Firmino. As oficinas forma realizadas durante todo o dia na Casa dos Conselhos Ângelo Zanata.

 Para o trabalho de diagnóstico, os participantes foram distribuídos em grupos que trataram dos temas pertinentes a cidade: Economia, Mobilidade, Saneamento e resiliência, Patrimônio Natural e Cultural, Habitação e equipamentos sociais, e Reconfiguração especial e centralidade/ordenamento territorial e urbano. Em uma segunda etapa participantes elaboraram um prognostico relacionado aos eixos que orientam os Programas de Ações.  

 A aproximação com o governo do Estado mostra a importância de Petrópolis para o desenvolvimento da região metropolitana do Estado. Petrópolis tem uma mão de obra especializada que trabalha no Rio de Janeiro justamente por causa da proximidade da cidade com o Centro produtivo do Estado. Isso mostra o quanto o município pode crescer por estar próxima do Rio de Janeiro. Ao acrescentar os dados de Petrópolis nesse estudo, a prefeitura mostra o potencial produtivo da cidade e incentiva o fortalecimento de políticas públicas eficientes.

O Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Câmara Metropolitana. O objetivo é o de elaborar um conjunto de cenários, estratégias e instrumentos que orientem decisões governamentais nos anos futuros e sejam referências para a sociedade fluminense. O estudo prevê ações a serem realizadas a curto, médio e longo prazos, nos próximos 25 anos.

Um novo encontro participativo será realizado em Petrópolis com o objetivo de apresentar os resultados das discussões nas oficinas que, após estudos técnicos aprofundados, serão utilizados para dar origem ao Encarte de Petrópolis - livro que complementará o PEDUI.

Durante o mês de agosto, técnicos responsáveis pela elaboração do “Todos na Calçada” vão explicar detalhes das diretrizes definidas pelo município

A calçada é um dos lugares mais democráticos que existem. São livres para utilização de qualquer pessoa, independente de classe social, cor da pele, sexo, faixa etária, denominação religiosa. Mas para efetivar a presença de todos, é necessário dar condições de uso desse espaço – inclusive para quem tem mobilidade reduzida, seja a pessoa com deficiência, o idoso, a grávida ou quem conduz carrinho de bebê. Foi pensando neles que a prefeitura construiu o Manual de Calçadas Acessíveis, um documento elaborado por diversas secretarias municipais com apoio da Firjan e da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), que traz orientações técnicas sobre como devem ser feitos e conservados os passeios públicos. A partir desse mês de agosto, o Manual – que ganhou o nome de “Todos na Calçada” – começará a ser apresentado diretamente para a sociedade através dos diversos conselhos municipais. Será a oportunidade para a população começar a entender como será possível agir para garantir a inclusão de todos os cidadãos.

A primeira chance de conhecer e ouvir as explicações dos técnicos que elaboraram o Manual será no Conselho Municipal da Cidade (Comcidade), nesta segunda-feira (05.08). A reunião acontece na Casa dos Conselhos Augusto Ângelo Zanatta, às 18h. A apresentação para a sociedade faz parte do cronograma do grupo de trabalho que a prefeitura montou para criar as diretrizes.

“Depois do Comcidade, também serão feitas apresentações aos membros de outros 11 conselhos municipais. Dessa forma, vamos começar a espalhar essa ideia e fazer com que a população abrace o Manual, o que vai nos dar ainda mais condições para buscar meios para executar a proposta, poder fiscalizar e, assim, colocar em prática a ideia fundamental desse projeto: dar acessibilidade a todos os cidadãos”, afirma o coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica, Dalmir Caetano.

Calçada ideal

O “Todos na Calçada” é fruto de um trabalho de mais de um ano e meio que reuniu técnicos da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica, Secretaria de Obras, de Educação, de Saúde, de Defesa Civil, de Assistência Social, CPTrans, Controladoria e Gabinete da Cidadania com o objetivo de estabelecer uma calçada ideal – ou seja, um lugar que vai garantir “o deslocamento de qualquer pessoa, independentemente de suas condições ou limitações físicas, a qualquer lugar com autonomia e segurança”, como descrito no manual.

Para isso, além das reuniões, os técnicos também participaram de atividades externas com objetivo de “sentir na pele” os desafios que as pessoas com mobilidade reduzida passam nas calçadas de Petrópolis. Eles experimentaram duas condições específicas: a deficiência visual e o uso de cadeira de rodas. Essa experiência ajudou os técnicos da prefeitura a entenderem, na prática, a utilidade do piso tátil e o cuidado necessário com inclinação das calçadas.

Esses são só apenas dois exemplos de temas abordados no manual. No primeiro caso, é indicado que a instalação da faixa que serve como guia para cegos seja item obrigatório para quem fizer obras em calçadas. Até mesmo a cor também foi definida – amarela, que vai ajudar na orientação de pessoas que possuem baixa visão. Já a questão da inclinação segue o orientado por normas técnicas da ABNT: um máximo de 3%, suficiente para permitir a drenagem de águas pluviais sem “empurrar” um cadeirante em direção à rua. Além disso, a superfície deve ser regular, firme, contínua e antiderrapante.

“Aquela questão de que ‘a gente passa todo dia pelo mesmo lugar e não observa os problemas’, quando a gente é sensibilizado e se põe no lugar de um cadeirante, acaba vendo o que se torna um obstáculo para ele. A questão da drenagem possui uma norma, tem regra, tem jeito certo de fazer”, ressalta o especialista em Desenvolvimento Setorial da Firjan, Luiz Gustavo Tavares Guimarães, que fez a orientação técnica durante toda a fase de elaboração do manual. Ele ainda reforça a importância desse momento de dialogar com a sociedade e mostrar para a população que é necessário ter um olhar atento para essas questões: “Quando a gente fala de mobilidade à pé e acessibilidade, os detalhes fazem a diferente. Não é o tamanho de uma obra que faz ela ficar boa, mas o nível detalhe que ela está sendo tratada. Aí você consegue incluir as outras pessoas no mesmo espaço, dando a mesma oportunidade para todo mundo”, diz.

O manual ainda trata de pontos como largura adequada, segurança, continuidade, iluminação, pavimentação adequada, drenagem, mobiliário urbano, rampas e segregação das calçadas.

Este último conceito fala sobre a demarcação das faixas e as funções de cada uma delas, como detalha a chefe do Departamento de Planejamento Urbano (Depur) da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica, Layla Talin.

“Um aspecto que a gente trata no manual inteiro é a divisão da calçada em faixas. Então estabelecemos uma faixa de circulação, por onde as pessoas passam, que deve ser plenamente desobstruída, sem nenhum tipo de obstáculo, com piso que não seja escorregadio, que tenha piso próprio para pessoas com deficiência visual. E outras duas faixas importantes, que são a faixa de acesso à testada do terreno, então acesso às lojas, onde as pessoas vão parar para olhar a vitrine, ou vão fechar o guarda-chuva antes de entrar no prédio; e a faixa de serviço, que é a mais próxima da rua, onde são colocadas vegetação, mesas e cadeiras, onde as pessoas podem permanecer sem prejuízo à circulação do pedestre”, explica.

Ao mesmo tempo em que o “Todos na Calçada” começa a ser apresentado à sociedade, a prefeitura enviará à Câmara de Vereadores um projeto de lei para instituir o manual como política pública permanente no município. Após a aprovação, todo material será disponibilizado para os profissionais e empresas que atuam no ramo da construção civil e para a toda a população tanto em versão impressa quanto em formato digital no site da prefeitura.

Secretaria de Obras, Coordenadoria de Planejamento e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional iniciaram levantamento sobre a Praça e o Centro Cultural que ficam na região

A prefeitura e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional iniciaram um levantamento sobre a Praça e o Centro Cultural de Cascatinha, para obter informações que ajudem o município a elaborar projeto de revitalização desses equipamentos do bairro. A Secretaria de Obras e a Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica estiveram nos dois locais na terça-feira (30.07) para fazer um mapeamento da área ao lado de técnicos do Iphan.

A Praça de Cascatinha recebe manutenção constante, por parte da Comdep, que cuida do chafariz, da jardinagem, dos equipamentos, mas ela não recebe intervenções de grande porte há muito tempo, pelo menos 15 anos. Então a prefeitura está iniciando o processo de estudos e o começo de tudo é ver a realidade dessa área no próprio local, para ter as informações precisas para elaborar um projeto completo.

A área do Conjunto Fabril de Cascatinha é tombada pelo Iphan e, por isso, o órgão é parceiro nesse processo, que está no início. A intenção é que as informações levantadas nessa primeira vistoria realizada no local ajudem o município a elaborar um projeto para valorizar ainda mais a região.

Esse é o primeiro passo. A equipe da prefeitura esteve no local para ver detalhes da infraestrutura da Praça e também fez uma vistoria externa do Centro Cultural, para ver o que é possível fazer para revitalizar, valorizar e proteger ainda mais esses espaços. Por isso que esse contato mais próximo do Iphan é muito importante, a prefeitura tem procurado aumentar a interação com eles e isso é muito importante para o município poder avançar.

Um dos pontos observados na Praça de Cascatinha é a questão do piso, que é todo pavimentado com asfalto. A Secretaria de Obras vai levantar a quantidade de material que será necessário utilizar no projeto de revitalização da área. O projeto também irá englobar melhorias de drenagem, soluções de acessibilidade (como por exemplo, a instalação de piso tátil para orientar pessoas com deficiência visual), além de outros cuidados com o mobiliário que compõe o cenário do local. Já o coreto será reformado à parte – apenas o projeto será elaborado pelo município.

No Centro Cultural de Cascatinha, que abriga exposições, a vistoria constatou a necessidade de pequenas intervenções para solucionar umidade em paredes externas e pintura.

Esse projeto não vai se preocupar apenas com intervenções físicas, mas também em envolver a população local com a questão da conservação do bairro como patrimônio histórico da cidade. Município e Iphan vão criar uma cartilha com orientações para os moradores sobre o que significa o tombamento da área e como cuidar dos imóveis que ficam no entorno da área preservada.

Depois de mais de um ano e meio de estudos e discussão das áreas técnicas de várias secretarias municipais, a prefeitura finalizou o Manual de Calçadas Acessíveis. Trata-se de um documento que vai orientar intervenções em calçadas que proporcionem condições de uso para todas as pessoas, incluindo as pessoas que possuem alguma redução de mobilidade, como pessoas com deficiência, idosos, grávidas, carrinho de bebê, entre outros casos. O resultado desse trabalho, construído com orientação da Firjan e da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), foi apresentado nesta quarta-feira (24.07) ao prefeito, que agora enviará para a Câmara de Vereadores um projeto de lei para instituir o Manual em Petrópolis.

O manual feito por Petrópolis ganhou o nome de “Todos na Calçada”. Nesse documento, foi colocada o conceito de calçada ideal, que inclui as noções de como devem ser usados cada espaço nela (área para livre circulação, para uso de mesas ou canteiros de jardinagem, entre outros), travessia de pedestres e rampas. Também estão descritos os tipos de materiais a serem usados para intervenção necessária – concreto, ladrilhos, pedra portuguesa ou outros tipos. O documento ainda fala de mobiliários, vegetação e itens como patrimônio histórico, topografia, fiscalização. 

Para o presidente da Firjan na Região Serrana, Júlio César Talon, o Manual de Calçadas Acessíveis impacta diretamente a vida dos mais de 300 mil habitantes e também dos visitantes de Petrópolis, que tenham ou não tenham dificuldades de mobilidade.

“À medida que eu fui entendendo um pouco mais do objetivo desse projeto e dos benefícios que ele pode trazer para a nossa cidade e a nossa região, eu fiquei extremamente encantado. O grau de engajamento e comprometimento que essa equipe teve só me leva a pensar que o sucesso desse projeto é incontestável. E eu não tenho dúvidas que esse programa vai dar a Petrópolis mais um diferencial em relação às demais cidades do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou.

Durante a fase de elaboração, foram realizadas diversas reuniões com técnicos da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica, Secretaria de Obras, de Educação, de Saúde, de Defesa Civil, CPTrans, Controladoria e Gabinete da Cidadania. Além desses encontros, esses técnicos foram levados para atividades externas em que eles viveram na pele algumas das dificuldades que as pessoas com mobilidade reduzida enfrentam todos os dias.

Acompanhadas pelo especialista em Desenvolvimento Setorial da Firjan, Luiz Gustavo Tavares Guimarães, os técnicos da prefeitura encararam a cidade em cadeiras de rodas e com os olhos vendados – para simular as situações vividas por cegos – com o objetivo de entenderem quais os desafios que eles vivem ao se locomover nas calçadas e, assim, poder montar o manual para atender de forma mais adequada a essas e outras pessoas.

“Esse é o resultado de um grande trabalho, de um grande esforço de vários técnicos. Tivemos um grupo de trabalho muito representativo, o que é muito difícil de ver em outras cidades. Aqui em Petrópolis, pelo empenho e pelo entendimento do que é esse projeto, a gente teve uma resposta muito boa de toda a prefeitura. Daqui para frente, vamos apresentar todo trabalho para a sociedade civil organizada, criamos a lei e disponibilizamos o Manual na internet”, explicou Luiz Gustavo.

Casos mais recentes aconteceram em Nogueira e no Bairro Castrioto

A Fiscalização de Posturas fez sete notificações para remoção imediata de entulho nos últimos 20 dias. Na semana passada, dois casos foram flagrados durante ações dos fiscal designado para o serviço, em Nogueira e no Castrioto. No primeiro, o proprietário de uma casa jogou lixo verde removido da residência na Rua José Muniz Pavão. Na outra, sacos com restos de obras foram colocados de forma que bloqueou totalmente a calçada na Rua Venceslau Dias. Em ambos, os materiais foram retirados em 24 horas.

O Código de Posturas proíbe o despejo em ruas e calçadas de restos de obras, lixo verde, móveis e eletrodomésticos. O descarte desses resíduos deve ser feito no aterro de Pedro do Rio. A Fiscalização de Posturas mantém um fiscal que atua diretamente com as equipes operacionais da Comdep para tentar identificar os responsáveis pela irregularidade. Os canais para denúncia são tanto a Fiscalização de Posturas (2246-9042) quanto a Comdep (2292-9500).

Além de Nogueira e Castrioto, também foram feitas intimações em Independência, Bingen, Duarte da Silveira e Quarteirão Ingelheim.

Somando o trabalho de Comdep – que realiza o serviço com funcionários e maquinário próprios – e a SSOP – que coordena o que é feito pela empresa Força Ambiental –, são sete turmas de serviços para remoção de entulho na cidade.

Os agendamentos podem ser feitos pelo telefone 2243-7822. O programa tem rotas fixas, mas também atende outros locais de acordo com a disponibilidade.

Prestes a receber um investimento de R$ 97 milhões na área de saneamento básico, Petrópolis foi conhecer em Niterói um pouco do bom trabalho realizado na área por lá. De acordo com o Ranking do Saneamento de 2018, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, Niterói é a melhor cidade do estado na área, com Petrópolis aparecendo logo em seguida.

Uma visita foi feita na sede da empresa Águas de Niterói nesta sexta-feira (14.06), que pertence ao mesmo grupo da Águas do Imperador, onde o poder público pôde verificar mais do investimento que está sendo feito no município, para universalizar o tratamento de esgoto, e conversar com o diretor-presidente do Grupo Águas do Brasil, Cláudio Abduche.

Obras públicas e privadas em habitação, saúde e urbanização

Os investimentos públicos e privados nos próximos 10 anos em Petrópolis já superam a casa do R$ 1 bilhão. Entre pavimentação, recuperação de rodovia, habitação e estrutura física na Saúde são R$ 183 milhões que serão empregados pelo poder público, aportes do município e do governo federal. Pela iniciativa privada, só a construção civil, com 18 empreendimentos, terá aplicado R$ 900 milhões.

O número de investimento já chega a R$ 1,1 bilhão, mas ele ainda vai ser maior considerando 10 anos porque até 2029 mais projetos serão executados. Petrópolis passa por uma fase de retomada do desenvolvimento a partir da melhora do cenário nacional e também pela gestão responsável municipal que está saneando as contas públicas.

Os R$ 57 milhões em investimentos previstos para Petrópolis em nota técnica da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) divulgados no início do mês não perfazem o total de recursos que serão empregados na cidade.  A previsão é engrossada ainda por investimentos já confirmados e que já iniciam execução. Em todo o Estado a Firjan levantou 111 projetos que alcançam R$ 162 bilhões.

A recuperação da Estrada União e Indústria, rodovia importante terá aporte de R$ 50 milhões do governo federal. Já novos projetos do Minha Casa Minha Vida, faixa 1, giram em torno de R$ 93 milhões, construções que já foram apresentadas à União e aguardam liberação.

Na saúde temos ainda ampliação do Alcides Carneiro, em R$ 13 milhões, a UPA dos distritos e a UBS do Bingen, que somam R$ 3 milhões e ainda a reforma de todos os PSFs e UBSs já existentes, que serão mais R$ 6 milhões, além de compra de equipamentos. O total, na saúde, é de R$ 25 milhões, um dos maiores investimentos em mais de 10 anos.

O estudo da Firjan listou obras importantes como reforma de espaços histórico-culturais como Theatro Dom Pedro, Palácio de Cristal e Museu Casa de Santos Dumont, que somam R$ 4,2 milhões e ainda pavimentação e contenção de encostas (1º de Maio) que somam mais 4 milhões.

Obras elencadas no estudo como a recuperação da Posse e do Caxambu, devido às chuvas de 2018, elencadas no estudo da Firjan como investimentos para os próximos anos já foram concluídas. Nestes dois locais fizemos 17 obras, todas já concluídas.

Entre empreendimentos em análise, licenciados ou em construção, são 18 Minha Casa Minha Vida faixa 2 na cidade. A soma é de R$ 900 milhões e mais 5 mil unidades. “Pela primeira vez Petrópolis tem o MCMV faixa 1, que é o Vicenzo Rivetti, para desabrigados das chuvas, projeto do poder público, mas ter o faixa 2 nesta quantidade é fundamental para a política habitacional, para tirar pessoas das áreas de risco”, considera o prefeito Bernardo Rossi.

Obras abandonadas recuperadas somam R$ 68 milhões

Só em obras abandonadas e já recuperadas pela atual gestão, Petrópolis tem em investimentos R$ 68 milhões. Este número não entra na soma de novos investimentos, mas é importante porque foram resgatadas obras estruturais como unidades de saúde. São obras fundamentais para a população. Elas não entram nesta soma de projetos futuros, mas a recuperação é significativa. A cidade não poderia ter canteiros de obras abandonados com a população necessitando de postos de saúde.

Desde o início do governo, a prefeitura trabalha para a retomada de obras paralisadas e projetos que não foram à frente até 2016. A lista inclui a construção com conjunto habitacional do Vicenzo Rivetti, com 776 unidades, que estava com 5% em janeiro de 2017 e agora está próximo da conclusão, investimento de R$ 59 milhões.

A construção da UBS de Araras, investimento de R$ 1 milhão, foi finalizada e entregue pelo prefeito Bernardo Rossi para atender oito mil moradores. O mesmo está acontecendo com a UBS da Posse, investimento de R$ 1,2 milhão, que vai prestar assistência básica para 12 mil pessoas e está na fase de arremates para conclusão da obra. Também está sendo reiniciada a obra da UBS do Caxambu.

O PAC Estrada da Saudade também foi retomado, com a construção do CEI na comunidade Boa Vista. Outra obra retomada é a reforma da Escola Municipal Jandira Bordignon, no Quitandinha, onde serão revitalizadas 12 salas de aula, acessibilidade nos três andares e quadra poliesportiva.

O Centro de Iniciação ao Esporte (CIE) no Caxambu foi outra obra retomada pela prefeitura e foi entregue em março do ano passado. Outros dois equipamentos esportivos entram na lista: as quadras de Pedras Brancas e do Morin, que foram reformadas e ganharam cobertura e foram entregues em dezembro e janeiro, respectivamente.

Novos projetos somam R$ 1 bilhão

Recuperação da União e Indústria – R$ 50 milhões

Saúde – reforma de todos os PSFs e UBSs, aquisição de equipamentos e novas unidades (UPA Itaipava e UBS do Bingen) – R$ 12 milhões

Ampliação do HAC – R$ 13 milhões

Contenção de encosta (1º de Maio e Vital Brasil) – R$ 1,9 milhão

Reforma de quadras esportivas – R$ 2,8 milhões

Pavimentação – R$ 13 milhões

Lago de Nogueira e Jardim Botânico – R$ 930 mil

Theatro Dom Pedro – R$ 2,2 milhões

Casa de Santos Dumont – R$ 466 mil

Palácio de Cristal – R$ 1,43 milhão

Polo de capacitação rural – R$ 390 mil

MCMV  faixa 1 – R$ 93 milhões

MCMV faixa 2 – R$ 900 milhões

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