Subsecretário de Estado de Obras esteve em Benfica (Itaipava), Vale do Cuiabá e Mosela e pediu mais informações dos locais onde serão construídas mais de 300 casas

A prefeitura está fornecendo informações sobre três terrenos em Petrópolis que serão repassados para construção de mais de 300 moradias dentro do programa Minha Casa Minha Vida, faixa1. São dados sobre planta e topografia, que vão ajudar dar a sequência ao procedimento de doação dos espaços. Na segunda-feira (22.05), o subsecretário de Estado de Obras, Carlos Ramos, esteve nos locais para uma vistoria ao lado do secretário de Obras e Habitação do município.

Durante a vistoria em Benfica (Itaipava), Vale do Cuiabá e Mosela, Ramos comemorou a proximidade da prefeitura com pasta estadual para dar andamento ao processo de doação, que é tratado como prioridade pelo Estado.

Esses terrenos vão abrigar moradias pelo MCMV faixa 1, aquela que é destinada as famílias que tem renda mais baixa (até R$ 1,8 mil/mês). Na cidade, há outros locais que receberão moradias nessa faixa, beneficiando mais de 1,8 mil famílias. O do Vicenzo Rivetti está em construção e já ultrapassou 42% de conclusão das 776 unidades habitacionais erguidas no local. A Secretaria de Obras e Habitação ainda analisa o projeto de dois condomínios no Vale dos Esquilos, que ganhará mais 772 apartamentos.

Terreno que pertence ao governo federal é habitado por 30 famílias há pelo menos 15 anos

A prefeitura vai fazer a regularização fundiária de 30 famílias que moram em uma área que pertence ao Exército em Itaipava. O trabalho será possível a partir da doação de uma área do Centro General Ernani Ayrosa (CGEA), onde essas famílias vivem há pelo menos 15 anos. O ato de doação será formalizado pela Superintendência de Patrimônio da União (SPU).

A doação do terreno ficou acordada em uma reunião realizada na Secretaria de Obras, Habitação e Regularização Fundiária na última quarta-feira (10.07) com representantes da SPU, da Advocacia Geral da União (AGU), do CGEA. O ato de doação da área em Itaipava será informado na próxima semana ao Ministério Público Federal (MPF), que também busca a regularização fundiária dessas famílias.

Segundo a prefeitura, são 1,5 mil famílias em processo de regularização fundiária em Petrópolis - famílias que em geral moram no mesmo local há décadas. A doação do terreno em Itaipava já virá acompanhada do levantamento topográfico da região, feita pelo Exército.

Após a formalização da doação, a prefeitura vai iniciar todo processo de cadastro socioeconômico das famílias, com apoio da Secretaria de Assistência Social. O último passo é fase de registro e cartório e acerto da documentação.

Toda a regularização será realizada com base na lei municipal 7.198/2014, que traz os parâmetros para a delimitação de área de especial interesse social, como o local ter condições para fornecimento de energia e abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta de lixo e rede de drenagem de águas pluviais.

Pode receber a documentação definitiva da casa a família que tem renda de até cinco salários mínimos e não possui condições de adquirir um outro imóvel. O beneficiado não pode vender ou alugar a unidade habitacional recebida para terceiros.

Quarenta dias depois de enviar o primeiro ofício ao Ministério das Cidades solicitando audiência com o ministro Gilberto Magalhães Occhi para tratar dos entraves burocráticos que estão emperrando o início das obras para construção de 720 unidades habitacionais no Caetitu, o prefeito Rubens Bomtempo está enviando novo documento reiterando o pedido. Bomtempo quer mostrar ao ministro que as recentes exigências, inéditas, feitas à Prefeitura ameaçam o projeto, idealizado de forma a atender famílias que perderam suas casas em conseqüência das chuvas em 2011.

Bomtempo lembrou que o município já cumpriu as etapas para execução dos projetos de arquitetura, urbanização e engenharia, além dos serviços preliminares de topografia e sondagem, todos aprovados pela Caixa Econômica Federal, mas foi surpreendido pela exigência da apresentação da demanda social detalhada das famílias que serão beneficiadas com o empreendimento. Portaria do próprio ministério define que o documento deve ser apresentado apenas quando 40% das obras estão concluídas. “Por quê, no caso de Petrópolis, este documento está sendo solicitado mesmo antes do contrato com a empreiteira? Desta forma vamos inviabilizar a contratação da empresa vencedora da licitação e perder todo o trabalho já realizado. Por mais quanto tempo as famílias que precisam das casas terão que esperar?”, lamentou o prefeito.

A intenção é que o projeto seja executado num terreno comprado e já pago pela Prefeitura, que também já está licenciado e devidamente aprovado pelos órgãos ambientais. Temos tudo pronto para iniciar as obras, mas estamos impedidos por esta exigência. Estamos trabalhando para apresentar o documento, mas isso leva tempo. Em todos os demais projetos a obra era iniciada e, depois, apresentávamos o documento. É o que sempre valeu e é o que está previsto na portaria do próprio ministério”, ressaltou.

O prefeito lembrou que é preciso ser sensível ao sofrimento das famílias. “Estamos falando do maior acidente climático da história do país. Não vamos medir esforços para atender o Ministério, mas este é um processo que vai atrasar muito nosso cronograma”, completou.

A situação também preocupa os técnicos envolvidos e as pastas de Habitação e de Trabalho, Assistência Social e Cidadania. “Temos uma grande demanda na área habitacional. O documento de Avaliação de Danos – AVADAN 2011 – elaborado pela Defesa Civil, aponta a necessidade de mais de 1,5 mil unidades para atender famílias petropolitanas”, explicou o secretário de Habitação, Jorge Maia Bolão. Já a secretária de Trabalho, Assistência Social e Cidadania, Fernanda Ferreira lembrou que esta é uma operação detalhada que prejudicará as famílias. “Elas não estão desassistidas, pois participam do programa de Aluguel Social da Prefeitura ou do Estado, mas esta nova exigência burocratiza um sistema que já é demorado e penoso para quem já sofreu tanto”, afirmou.

As 776 famílias que receberão as casas do conjunto habitacional do Vicenzo Rivetti vão assinar os contratos na próxima segunda-feira (16.03). Por causa das medidas determinadas pela prefeitura com o intuito de evitar aglomerações (em função da pandemia da Covid-19, a infecção pelo novo coronavírus), a prefeitura organizou uma programação para que cada beneficiário compareça para realizar o procedimento.

As equipes que vão colher as assinaturas estarão no condomínio 3. No local, serão instaladas três tendas, cada uma correspondente à um dos três condomínios. A partir das 10h, serão recebidas todas famílias que vão morar nos andares térreos (de todos os blocos). Às 11h, será vez dos moradores dos subsolos. E ao meio-dia, quem vai ficar no primeiro andar. As equipes de atendimento farão um intervalo às 13h e retornam às 14h para recepcionar aqueles que vão ocupar o segundo andar. A programação tem sequência às 15h, para quem vai viver no terceiro andar e finaliza às 16h, com os beneficiários que foram sorteados para o quarto andar. Veja o cronograma completo abaixo.

Vale lembrar que, após a assinatura dos contratos, estão programadas outras etapas até a mudança de todos os moradores, um processo que pode demorar até um mês e meio.

Já na terça-feira (17.03), serão eleitos os síndicos dos três condomínios. Essa eleição será organizada pela empresa que realiza o trabalho de gestão condominial, a AJR. Com os nomes definidos, a empresa vai auxiliar na formalização legal do condomínio, como criação de CNPJ e abertura de conta bancária. Os síndicos serão os primeiros beneficiários a se mudar para o conjunto habitacional e, em seguida, eles vão organizar o cronograma de mudança de cada família.

Esse procedimento é necessário porque o Código Civil prevê que não pode haver um condomínio sem representação legal. É o síndico que responde legalmente e pela administração dos condomínios.

Neste período, os ajustes que foram apontados pelos moradores durante as vistorias prévias aos apartamentos serão providenciados pela AB Construtora.

Assinatura de contratos – conjunto habitacional do Vicenzo Rivetti

10h – Todos os moradores do Térreo

11h – Todos os moradores do Subsolo

12h – Todos os moradores do 1° andar

13h – Intervalo

14h – Todos os moradores do 2° andar

15h – Todos os moradores do 3° andar

16h – Todos os moradores do 4° andar

Futuros moradores estão tendo o primeiro contato e vistoriando as unidades que serão entregues em dezembro 

As irmãs Maria Helena da Silva e Maria Elza da Silva moravam na Rua Nossa Senhora de Fátima (Morro do Querosene), na Posse, quando uma chuva em 2007 obrigou que elas saíssem da casa própria onde cada uma morava. Juraci Maria Ribeiro vivia no Bambuzal, que fica às margens da BR-040, mas também teve que sair com a chuva de 2011. Desde então, elas passaram a depender de aluguel social e passaram por diferentes casas sem ter a tranquilidade que um imóvel próprio proporciona. Agora, essa realidade vai mudar, porque as três fazem parte do grupo de 120 famílias que vão receber as casas entre dezembro e janeiro. Dessas, 72 poderão se mudar já no mês que vem – é o caso das três. Por isso, elas já puderam conhecer as casas que vão chamar de suas. E não poderiam estar mais felizes.

Maria Helena, aposentada por causa de um problema na perna que atrapalha a mobilidade, continuou morando na Posse, mas teve que passar por outras duas casas porque um dos proprietários pediu a saída do imóvel. Neste segundo, foi necessário morar com a irmã, Maria Elza, por falta de opção de moradias para as duas.

“Quando nós perdemos a nossa casa, não foi nada bom. Foi muito difícil para acostumar sair do nosso cantinho, onde a gente morava e era da gente. Foi muito difícil”, diz.

Maria Elza também morou sempre na Posse – na Rua da Confusão, próximo do PSF do distrito e voltou para o Morro do Querosene – nesses 11 anos em que depende da ajuda do aluguel social.

“Em 2007, minha casa caiu no Morro do Querosene e fomos morar na Rua da Confusão por sete anos. Depois, fomos morar na Estrada União e Indústria junto com a minha irmã. E há três anos, voltei para o Morro do Querosene”, afirma. 

Dificuldades de quem perdeu a casa

Juraci foi quem mais teve dificuldades. Quando precisou sair de casa, há sete anos, tinha sete crianças para abrigar. Hoje, eles cresceram e já não moram mais com ela, antes disso, ela teve que ir para o Bela Vista e para Itaipava para ter onde morar, mas nunca com a certeza de quanto tempo ficaria nesses locais.

“Foi muito triste para mim aquela época. Meus filhos eram todos pequenos para eu criar e as vezes não tinha lugar certo para ficar. Morava de favor na casa dos outros e não dava certo, aí tinha que sair. Só depois algum tempo que eu consegui ter o aluguel social e estou vivendo assim”, conta.

Agora, todas as três vão morar no conjunto habitacional da Posse. Para Maria Helena, a unidade significa a oportunidade de mostrar para o filho de 24 anos a casa que vão chamar de “sua” depois tanto tempo.

“Dou glória a Deus. Que felicidade que eu estou. Vou ter meu cantinho, minha casa. Vou ter a certeza de que é meu. Estou muito feliz. É maravilhoso poder dizer para ele que temos a nossa casa e podemos fazer o que quisermos”, fala.

“Estou feliz da vida porque pude conhecer o meu apartamento, onde eu vou morar. Está tudo maravilhoso, muito bom. Estou muito contente de estar na minha casa novamente. É maravilhoso poder dizer de novo “minha casa””, declara Maria Elza.

Juraci classifica como um presente de Deus e torce para que um dos filhos que ajudou ela a procurar a assistência e entrar na lista de espera pela casa também possa conseguir uma moradia.

“Meu filho que me ajudou a conseguir essa casa, porque eu não sei ler. Quando tiver com a minha chave na mão, vou abraçar e dizer para o meu filho que a vitória é nossa e agradecer a Deus”, diz ela. 

120 famílias vão se mudar para o conjunto habitacional da Posse

As três fazem parte do grupo de 72 famílias que vão receber as chaves no dia oito de dezembro e vão ocupar as unidades construídas pelo governo do Estado – cada uma no seu apartamento e em blocos diferentes. Depois, em janeiro, será a vez de mais 48 famílias receberem as suas casas. Na quinta-feira (22.11), um sorteio definiu em qual bloco, andar e apartamento cada uma das 120 famílias beneficiadas vão morar. Depois disso, aquelas que vão poder se mudar já no mês que vem puderam vistoriar as casas para verificar como ficou e se tudo estava funcionando. 

“Os apartamentos têm cerca de 40 m², com dois quartos, sala, banheiro e cozinha/área de serviço. Na visita aos apartamentos, Maria Helena, Maria Elza e Juraci contaram o que mais gostaram mais de como ficou dois desses cômodos: a cozinha e o banheiro.

“O apartamento é bom, gostei do banheiro e da cozinha. Eu esperava uma cozinha menor, mas é melhor do que pensei. Estou adorando tudo. Dá para a gente viver muito bem aqui. O nosso apartamento é tudo para nós”, afirmou.

“É maravilhoso. O banheiro é bonito, a cozinha também. Vou dizer uma coisa: não vi nada de errado na casa, eu gostei de tudo. Na época em que eu vivia sem nada, encostava em qualquer lugar e dormia no chão. Agora tenho o meu apartamento”, falou Juraci.

“Achei ótimo, gostei mais da cozinha, porque não é tão pequeninha como a da atual casa da minha irmã. Achei que era menor, mas é muito boa. Achei a casa boa demais porque vou poder colocar minhas coisas nas paredes, coisa que a gente não pode fazer numa dos outros. Vou poder colocar as coisas do meu jeito, do jeito que eu gosto”, contou.

Essas casas vão beneficiar pessoas que estão esperando ainda mais tempo que elas, desde 2004. Os apartamentos do Estado já estão prontos e dos da prefeitura tem dois blocos concluídos e mais dois em 75%. Outros dois blocos foram entregues ainda em 2016, com vazamentos e infiltrações e também passam por reformas para que todos possam ter totais condições de morar com dignidade no conjunto habitacional da Posse. 

Alavancar o trabalho de regularização fundiária realizado pelo município, para ampliar a quantidade de locais atendidos e dar celeridade aos processos em andamento – este é o objetivo do Fórum de Habitação, que acontece neste sábado (28.09), a partir de 9h, na Casa dos Conselhos Augusto Ângelo Zanatta. O evento é organizado pelo Conselho Gestor do Fundo Municipal de Habitação e Interesse Social, que reúne sociedade civil e o poder público para debater políticas públicas para a área. Durante os debates, também serão eleitas nove entidades que terão cadeiras no conselho nos próximos dois anos.

Hoje, o município está em processo de regularização fundiária de cerca de 1,5 mil famílias em nove comunidades. O mais avançado é do condomínio Sérgio Fadel, no Samambaia, onde serão entregues os títulos de posse definitiva de 60 moradias para cerca de 250 pessoas. Além dessa comunidade, o trabalho por parte do município também é feito em Cantinho da Esperança (Atílio Marotti), Vicenzo Rivetti, Vila São José, Pedras Brancas, Olho da Águia (Siméria), Alto da Derrubada (Fazenda Inglesa), Castelo São Manoel e Vale do Carangola

O arquiteto e urbanista, Vicente Loureiro, e o subsecretário de Habitação da Secretaria de Estado das Cidades, Fábio Quintino, serão os palestrantes do encontro.

Durante o Fórum de Habitação, será feito a eleição dos novos membros por parte da sociedade civil do Conselho Gestor do Fundo Municipal de Habitação e Interesse Social. São nove vagas que poderão ser preenchidas por entidades que atuam há, pelo menos, dois anos na área de políticas públicas de habitação e regularização fundiária.

Definição de cada uma das 120 unidades habitacionais foi feita por sorteio nesta quinta-feira (22.11)

Entrega de 72 moradias será em dezembro e as demais, no início do ano que vem

Já estão definidos os apartamentos que cada uma das 120 famílias irá ocupar no Conjunto Habitacional da Posse. A definição foi feita por sorteio nesta quinta-feira (22.11). São 72 unidades que serão entregues pelo governo do Estado em dezembro e as demais pela prefeitura no início do ano que vem. Mais de 150 pessoas acompanharam o sorteio, realizado pelas secretarias de Obras, Habitação e Regularização Fundiária e de Assistência Social, ao lado da Cehab (Companhia Estadual de Habitação) e da Defensoria Pública.

São 144 moradias na Posse, mais 776 no Vicenzo Rivetti, que também está fase final de construção, e mais de 1 mil unidades que serão feitas no Caetitu, na Mosela, em Benfica, no Vale do Cuiabá e na Estrada da Saudade.

Durante o sorteio, não faltou emoção de quem finalmente vai poder receber as chaves da casa. É o caso do aposentado Antônio Duarte Teixeira. Ele recebe aluguel social há 14 anos, depois da casa dele ser interditada por uma queda de barreira em 2004. Com 76 anos, ele vai levar a esposa e o enteado para morar no que considera “o maior presente da minha vida”.

“Eu não tenho palavras para agradecer isso. Vou completar 77 anos em maio e essa casa é o maior presente da minha vida. Moro aqui na Posse há cinco anos. Agora, é só felicidade poder ter uma casa de novo”, disse.

Os futuros moradores agora vão visitar as unidades. Essas vistorias servem para, além das famílias conhecerem os apartamentos onde vão viver, realizarem os testes para verificar se o chuveiro está funcionando, se está saindo água da torneira, se as portas estão abrindo normalmente, entre outros pontos.

O sorteio serviu para definir em blocos, andares e apartamentos cada família vai ficar. Pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida, por exemplo, foram priorizadas nos andares térreos e foram sorteados primeiro. O apartamento 102 de cada bloco possui soluções de acessibilidade. Depois, foram sorteados os demais. O operador de produção Ioderlan dos Santos Silva, ficou feliz porque vai morar no terceiro andar.

“Para mim, que trabalho de noite e preciso dormir de dia, ficou ótimo. Não posso ficar mais feliz, estou ansioso para poder entrar logo para minha casa. Agora é só agradecer, porque desde 2011 estamos nessa batalha”, afirmou.

Conclusão das obras

O conjunto é feito em parceria pelo governo do Estado e pela prefeitura, cada um responsável pela construção de 72 unidades. Da parte da prefeitura, 24 foram entregues em 2016, porém, com vazamentos e infiltrações. Esses já estão sendo reformados. As outras 48 estão com 75% conclusão. Dois blocos já estão finalizados e nos outros dois, estão sendo concluída pintura, parte hidráulica, instalação de louças e outros acabamentos.

Por parte do Estado, os trabalhos chegaram a ocorrer em até três turnos e agora já está na fase de revisão para conferir se já está tudo no lugar: portas, torneiras, pia, tanque, chuveiro, tomadas, entre outros detalhes. Os apartamentos têm cerca de 40 m², com dois quartos, sala, banheiro e cozinha/área de serviço.

“A Defensoria Pública acompanhou sempre de perto todo esse processo para dar total transparência e não poderia deixar de estar aqui comemorando essa conquista de vocês”, disse o defensor público, Cléber Francisco Alves.

As famílias que vão morar no condomínio 3 do conjunto habitacional do Vicenzo Rivetti tem um compromisso nesta sexta (17.01): os responsáveis dos 300 apartamentos que serão entregues em 1º de fevereiro poderão se cadastrar para já terem luz e água regularizadas assim que se mudarem.

Enel e Águas do Imperador vão receber os futuros moradores na Casa dos Conselhos Augusto Ângelo Zanatta, que fica na sede da prefeitura (Av. Koeler, 260 – Centro), da 9h às 16h. Todos os beneficiados com apartamentos no condomínio 3 devem comparecer com documentos de identidade e CPF.

Quem tiver débitos com a distribuidora de energia ou com a concessionária de abastecimento poderão parcelar as dívidas e regularizar a situação junto às empresas.

Até a próxima terça, beneficiários poderão fazer vistorias nas unidades habitacionais

Cada vez mais próximo da entrega das 776 unidades, os futuros moradores do conjunto habitacional do Vicenzo Rivetti terão uma etapa importante a partir desta quinta-feira (05.03): as vistorias das unidades. Além da chance de conhecer as casas onde vão viver, eles poderão verificar cada detalhe dos apartamentos e constatar se está tudo pronto para receber as chaves. O calendário de vistorias vai até a próxima terça-feira (10.03).

A inauguração do conjunto habitacional está prevista para o próximo dia 16 de março e os últimos ajustes estão sendo realizados nesta reta final. São intervenções nas áreas comuns dos três blocos, além do trabalho feito pela prefeitura em ruas laterais.

O conjunto habitacional tem 776 unidades divididas em 18 blocos em três condomínios. As vistorias vão se dividir em dois horários. Nesta quinta, por exemplo, os beneficiários dos blocos 1, 2 e 5 do condomínio 3 poderão vistoriar os apartamentos pela manhã, de 7h30 às 12h. Já na parte da tarde (13h às 16h), será a vez de quem vai morar nos blocos 3, 4 e 7 também no condomínio 3. O calendário vai até a próxima segunda-feira (09.03). Quem perder o dia correto da vistoria por algum motivo terá uma segunda oportunidade na terça (10.03), de 7h30 às 12h – confira as datas no quadro.

É importante ressaltar que essa vistoria deve ser feita de forma cuidadosa e técnica e, por isso, apenas o próprio beneficiário do apartamento deve comparecer para que ele possa verificar os apartamentos com calma e passar todas as informações necessárias para a equipe da empresa responsável pela obra, a AB Construtora, e da prefeitura que estará no conjunto habitacional até o dia 10.

Os apartamentos possuem 49 m² e contam com dois quartos, sala, cozinha/área de serviço e banheiro. Os condomínios ainda vão contar com áreas de lazer infantil e salão de festas.

O município trabalha na infraestrutura de entorno como o arruamento e construção da rede de esgoto; na implantação equipamentos comunitários – creche e UBS; e ainda com o trabalho na área social de capacitação profissional dos futuros moradores e orientação para gestão dos condomínios.

 

Calendário de vistorias do conjunto habitacional do Vicenzo Rivetti

Data

Horário

Bloco

Condomínio

05.03 (quinta)

07h30 às 12h

1, 2 e 5

Vicenzo Rivetti 3

05.03 (quinta)

13h às 16h

7, 3 e 4

Vicenzo Rivetti 3

06.03 (sexta)

07h30 às 12h

6

Vicenzo Rivetti 3

06.03 (sexta)

07h30 às 12h

1 e 2

Vicenzo Rivetti 2

06.03 (sexta)

13h às 16h

3, 4 e 6

Vicenzo Rivetti 2

07.03 (sábado)

08h às 12h

5 e 7

Vicenzo Rivetti 2

09.03 (segunda)

07h30 às 12h

1 e 2

Vicenzo Rivetti 1

09.03 (segunda)

13h às 16h

3 e 4

Vicenzo Rivetti 1

10.03 (terça)

07h30 às 12h

Data para quem não puder comparecer no dia correto

 

“O aluguel social para 500 famílias desabrigadas das chuvas está mais do que assegurado. É um compromisso do governo do Estado", garantiu nesta segunda-feira (21.10) o governador Sérgio Cabral.  O anúncio, ao lado do deputado estadual Bernardo Rossi (PMDB), foi feito logo pela manhã ao prefeito Rubens Bomtempo (PSB). "É importante esse encontro em que o governo reafirma seu compromisso com os petropolitanos para que essas famílias já tão penalizadas tenham segurança", destaca Bernardo Rossi.  O prefeito Rubens Bomtempo está satisfeito com a medida. “Agora está sendo restabelecido o que foi pactuado em março quando conversamos com o governo do Estado. Estou muito feliz pelas famílias e em poder continuar a pactuar com o governador Sergio Cabral. Ele está cumprindo seu compromisso”, disse Bomtempo, que enumerou ainda cerca de R$20 milhões em obras também pactuados com o governo do Estado, pelo programa Somando Forças.

Como parte do acordo, o município poderá arcar com o próximo mês de aluguel em novembro, caso o Estado não tenha tempo hábil para se movimentar. “Iremos garantir a não interrupção do benefício neste primeiro mês”, disse o prefeito. Ele considera importante o aluguel social ser mantido até que os programas habitacionais sejam concluídos e as pessoas possam se mudar, em definitivo, para áreas seguras. Mais de duas mil unidades habitacionais estão previstas em cinco terrenos comprados pelo município. Outras duas áreas desapropriadas pelo governo do Estado no Vale do Cuiabá (120 unidades) e na Mosela (160) serão cedidas para o município. O acordo também foi selado neste encontro.

Dois projetos habitacionais do município estão em fase adiantada: no Caetitu e Vicenzo Rivetti. Ao governo do Estado Bomtempo pediu celeridade para dar andamento às unidades da Estrada da Saudade e Vila Hípica. Outras 144 unidades na Posse, dois conjuntos de apartamentos - obras dos governos estadual e municipal - estão em fase final. Elas se somam a outras 50 casas modulares já prontas, no Vale do Cuiabá.  “Somando todos os programas habitacionais, Petrópolis tem a chance de fechar o ano com o compromisso de ao longo de 2014 serem entregues mais de duas mil unidades", contabiliza Bernardo Rossi.

Além do programa habitacional foi discutido no encontro a preparação dos municípios frente às chuvas de Verão.  Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, por sugestão de Bomtempo, vão apresentar, em parceria com o governo do Estado, seus planos de contingência para o período de fortes chuvas. "É preciso estarmos em consonância na Região Serrana e tornar público os preparativos em tecnologia, recursos humanos e equipamentos com que vamos enfrentar este verão", afirma o prefeito.


Aluguel social e compra assistida

Hoje, o Estado mantém 700 famílias em aluguel social em Petrópolis, um investimento anual de R$ 4,2 milhões. Cada família, cadastrada pelo município, recebe R$ 500 mensais. Desde as chuvas de março deste ano, mais 500 famílias foram atendidas com recursos do governo federal. No final do prazo de seis meses acordado pelas administrações esse pagamento passa a ser do governo do Estado. São mais R$ 3 milhões anuais em investimentos para manter as pessoas fora das áreas de risco. Outras 300 famílias recebem o aluguel social diretamente da prefeitura.

- Temos todos de nos esforçar para que essas pessoas não deixem o aluguel social e retornem às áreas de risco. Esse é o apelo que o governo faz ao município. Manter essas pessoas no cadastro e não deixar que as casas interditadas sejam ocupadas", afirma o governador.

O vice-governador e secretário estadual e Obras, Luiz Fernando Pezão, elencou no encontro as ações desenvolvidas pelo Estado em Petrópolis. Os investimentos na cidade englobam também as indenizações e compras assistidas. "Foram negociadas indenizações e compras assistidas com 334 famílias e outras 807 casas, em áreas de risco, em margens de rios também foram mapeadas e estamos em fase de negociação. Em toda a Região Serrana são 2.400 famílias que serão retiradas de casas condenadas, um investimento de R$ 209 milhões".

A escassez de áreas disponíveis para grandes complexos de casas populares em Petrópolis, fez com que o Estado, de forma inédita, investisse em outras iniciativas mais pontuais e mais eficazes.

- A vida das pessoas, independente de questões partidárias e políticas, está acima de tudo", afirma Bomtempo.  Para Bernardo Rossi o papel do governo do Estado é fundamental. "Hoje, o Estado trabalha para uma retirada das pessoas de áreas de risco de forma responsável e definitiva. O aluguel social é fundamental para que as pessoas não retornem às antigas casas e voltem a correr riscos".

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