Os impactos viários em torno de empreendimentos de Minha Casa Minha Vida e construções em encostas são os temas em debate.

O avanço rápido da construção do conjunto habitacional do Vicenzo Rivetti e as ações sociais e de estrutura para receber no bairro os novos moradores também serão discutidos neste sábado (07.10), Secretaria de Obras, Habitação e Regularização junto com a sociedade na 3ª Conferência Municipal de Habitação. O evento vai acontecer na Casa dos Conselhos Augusto Ângelo Zanatta, a partir de 9h, e vai tratar também sobre a construção de casas em encostas.

O Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), apresentado aos petropolitanos em maio, mostra a importância dos temas. A cidade tem um déficit habitacional de 12 mil casas. Para reduzir esse número, a cidade vem tirando do papel projetos de Minha Casa Minha Vida e articulando com os governos estadual e federal para que outras obras possam ser iniciadas em Petrópolis. Mas a construção de novos empreendimentos gera diversas demandas de infraestrutura e prestação de serviços.

Está ficando pronto o maior projeto habitacional do nosso município, com 776 casas no Vicenzo Rivetti. E, quando os novos moradores chegarem, é preciso que o bairro esteja preparado para absorver as demandas que vão crescer. A Conferência serve exatamente para a Secretaria de Obras, Habitação e Regularização Fundiária debater com a população sobre como atender essas demandas.

Para isso, uma das palestras será do presidente do Sinduscon Petrópolis, Ricardo Francisco, que vem contribuindo com a análise sobre o impacto que a chegada de mais de três mil novos moradores vai trazer ao Vicenzo Rivetti.

A infraestrutura da região, com a pavimentação e sistema de drenagem, vai começar a ser atendida neste mês outubro – a empresa Gravisa ficará responsável pela obra. As demais contrapartidas exigidas ao município também já estão sendo preparadas pelo grupo de trabalho responsável pelos estudos relativos ao empreendimento (o colegiado é formado por secretarias de Assistência Social e Obras, Habitação e Regularização Fundiária, além da Caixa).

Encostas

O PMRR também traz outro dado importante: 47 mil pessoas moram atualmente nas 234 áreas de risco alto ou muito alto da cidade. Um dos caminhos buscados para solucionar essa questão são as obras de contenção, feitas com ajuda, por exemplo, de emendas parlamentares ao orçamento federal e do PAC das Encostas.

As obras de contenção tem sido tratada como uma das prioridades da cidade, porque salvam vidas de petropolitanos. Ao colocar a questão em debate, o objetivo é ouvir a população sobre que outras medidas devem ser tomadas para complementar esse trabalho.

Atualmente, há obras de contenção em andamento no Quitandinha, no Morin, em Itaipava e no Dr. Thouzet. A Secretaria de Obras trabalha para que outras intervenções tenham início e segue captando recursos junto à União para isso – no fim do mês passado, por exemplo, a Caixa repassou quase R$ 1 milhão de uma emenda para obras na Rua 1º de Maio, na Castelanea.

O assunto será abordado pelo gerente de projetos do Ministério das Cidades, Wolnei Wolff Barreiros. Ele tem feito visitas constantes a Petrópolis para acompanhar e fiscalizar o andamento de obras do PAC Encostas no município. A cidade possui 14 obras em três lotes do programa, que preveem investimento de R$ 60,2 milhões.

Eleição de Conselho Gestor do Fundo de Habitação

A Conferência ainda inclui na programação uma terceira palestra, sobre regularização fundiária. O diretor executivo da Câmara Metropolitana de Integração Governamental do Rio de Janeiro, Vicente Loureiro, vai tratar do assunto. Ele trabalha na área há vários anos e já atuou para Prefeitura de Petrópolis, no Rio de Janeiro e na baixada fluminense, além do governo do Estado.

Os palestrantes vão levantar pontos pertinentes para a discussão do relatório que será produzido pelos participantes e apresentado ao final da Conferência.

Também durante a Conferência, serão eleitos os membros do Conselho Gestor do Fundo Municipal de Habitação e Interesse Social (CGFMHIS). Desta vez, a participação da sociedade será ampliada. Além das cinco cadeiras de entidades e movimentos populares – são 10 associações de moradores concorrendo às vagas –, será criado um assento para ONGs (dois candidatos). Eles vão participar do conselho ao lado de representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ), do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Petrópolis (Sinducon), do escritório regional da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e da Caixa.

Do lado do poder público, participam representantes do gabinete da prefeitura, das secretarias Obras, Habitação e Regularização Fundiária, de Desenvolvimento Econômico, de Meio Ambiente, de Assistência Social, da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica, da Comdep, da Câmara, além da inclusão das pastas de Defesa Civil e Ações Voluntárias e de Serviços, Segurança e Ordem Pública.

 

A empresa responsável, AB Construtora, pela construção do conjunto habitacional do Vicenzo Rivetti se comprometeu a finalizar todas as 776 unidades até março. As obras do condomínio 3, que seriam as primeiras a serem entregues, ainda não foram concluídas. Por isso, visando entregar as moradias em totais condições para os moradores e, sobretudo, para garantir a segurança de todos, a entrega foi remarcada. Para isso, o município fez um aporte de R$ 1,5 milhão para que as obras sejam finalizadas.

A informação foi dada nesta segunda-feira (27.01) pelo prefeito para um grupo de futuros moradores do conjunto habitacional, para a líder do Movimento do Aluguel Social e Moradia de Petrópolis, Cláudia Renata Ramos, e para o líder do Movimento Popular Permanente por Moradia, Marcos Borges Sagati.

Segundo a AB Construtora, restam finalizar pontos como esquadrias, troca de vidros, instalação de quadros elétricos, interfones, abrigo para os medidores de gás, iluminação pública, textura dos muros e os equipamentos das áreas comuns, como guarita, salão de festas, parquinho e quadra.

Compromisso com a questão habitacional

Na conversa com o grupo, prefeito ressaltou o compromisso com a política habitacional do município. O Vicenzo Rivetti é o maior empreendimento habitacional popular da história de Petrópolis. A construção das casas é feita dentro do Minha Casa Minha Vida, ou seja, não é executada diretamente pela prefeitura. No entanto, além das contrapartidas exigidas pelo programa, o município está indo além, fazendo aporte de recursos próprios para que a obra encerre o mais breve possível.

No fim do ano passado, a prefeitura aprovou na Câmara a autorização para repassar R$ 1,5 milhão para a AB Construtora. O valor, acrescido de cerca de R$ 400 mil devidos pela Caixa após a comprovação de outros serviços executados pela empresa (totalizando R$ 1,9 milhão), é o necessário para a conclusão da obra. Diante da demora na liberação de recursos do governo federal para o programa Minha Casa Minha Vida, o município decidiu usar recursos próprios para garantir a entrega das chaves. O contrato entre prefeitura, Caixa e AB foi assinado no dia 23 de janeiro e todo recurso será usado diretamente para o pagamento de fornecedores.

A atuação do prefeito foi elogiada pela empresa responsável. O diretor da AB Construtora, Carlos Augusto Ribeiro Filho, considera “fundamental” para a sequência da obra a “atitude de buscar uma solução e até mesmo com um fato inédito em termos de governos no Brasil de conseguir fazer esse aporte”.

“Estamos juntos aqui para poder fazer essa realidade. Vamos lutar de todas as formas. Qualquer intercorrência, vocês serão avisados. Para qualquer pessoa que sofreu com a tragédia de 2011, o sonho está mais palpável hoje”, falou o executivo da empresa.

Contrapartidas do município

Depois de três anos parada a partir da desistência da antiga empresa responsável, as obras ganharam ritmo a partir de janeiro de 2017, quando estava no patamar de 5%. Desde então, o município vem atuando nesses últimos três anos para cumprir todas as contrapartidas exigidas pelo programa.

O município fez o arruamento de um acesso ao lado do conjunto habitacional, que vai dar acesso à UBS e à creche do bairro, dois equipamentos comunitários que vão ficar à disposição dos futuros moradores e de quem já vivia anteriormente no bairro – a construção da UBS já teve início, enquanto a obra da creche já foi licitada e terá ordem de início em breve.

A prefeitura também providenciou, junto à Águas do Imperador, a construção de parte da rede de coleta de esgoto, com a outra parte sendo providenciada pela AB Construtora. Outra providencia adotada foi o trabalho na área social.

O trabalho de orientação e assessoramento para gestão dos condomínios já teve início. A capacitação profissional dos futuros moradores será feita a partir da entrega das chaves.

Avanço da edificação do conjunto habitacional do Minha Casa Minha Vida tem sido rápido após a retomada das obras.

A construção dos imóveis do Minha Casa Minha Vida no Vicenzo Rivetti atingiu 30%, de acordo com a AB Construtora, responsável pela edificação do conjunto habitacional. As obras  de 776 unidades habitacionais foram retomadas após dois anos paradas pela demora na homologação da empresa que substituiria a primeira empreiteira. Durante todo ano passado, como secretário de Estado de Habitação e depois, como deputado estadual, o prefeito Bernardo Rossi se reuniu com a superintendência regional da Caixa Econômica Federal (CEF) para agilizar a retomada das obras.

No fim de janeiro, quando o prefeito Bernardo Rossi foi ao local da construção, a obra ainda engatinhava – apenas 5% havia sido feita. Um mês e meio depois dessa visita, a construção que hoje conta com 90 funcionários, já apresenta grande avanço. Essas unidades vão beneficiar pessoas que foram atingidas pelas chuvas de 2011.

“Trabalhamos muito para que as obras fossem retomadas. A prefeitura está empenhada e vai contribuir com o que for necessário para recuperar esses anos perdidos e entregar as moradias a quem precisa. Estou acompanhando de perto este trabalho”, afirma o prefeito, Bernardo Rossi.

O secretário de Obras, Ronaldo Medeiros ressalta que à Prefeitura cabe a infraestrutura do entorno e fiscalização do trabalho. “Agora os trabalhos da construtora estão em bom ritmo. Como governo municipal vamos fazer a pavimentação das ruas de acesso ao conjunto habitacional, sistemas de drenagem, água e esgoto”, informa o secretário de Obras, Ronaldo Medeiros.

As 776 casas serão divididas em três condomínios. Todos eles são construídos ao mesmo tempo, ou seja, os blocos estão no mesmo patamar de andamento. Cada unidade habitacional terá dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área social.

Instituto de Terras e Cartografia se reuniu com moradores segunda-feira (24.04).
Agilidade permitirá que processos sejam concluído ainda esse ano.

A cooperação técnica entre a prefeitura e o Instituto de Terras e Cartografias do Estado do Rio de Janeiro (Iterj) vai ajudar a acelerar a regularização fundiária para moradores do Madame Machado. Questões pontuais de documentação ou da planta, que poderiam atrasar o processo, serão resolvidas pela própria Secretaria de Obras e Habitação com mais celeridade. Isso vai permitir que o objetivo de entrega,ainda esse ano, da documentação definitiva às famílias seja alcançado. Esse foi um dos temas da reunião que aconteceu com os moradores da comunidade 1º de Maio, nessa segunda-feira (24.04). Em Madame Machado o Iterj trabalha com 600 famílias, algumas que moram lá desde que a comunidade começou a ser formada, há 30 anos.

“Mais do que o título de posse de seu imóvel, o morador recebe sua cidadania, sem lugar garantido e que vai ser herdado pelos filhos”, acentua o prefeito Bernardo Rossi. O encontro, realizado na sede da Associação de Moradores de Madame Machado, reuniu mais de 100 pessoas e serviu para que algumas delas esclarecessem dúvidas sobre o processo. Questões mais complexas, que não puderam ser resolvidas no local, foram encaminhadas para a equipe de regularização fundiária do município para que sejam sanadas antes da próxima vinda do Iterj à comunidade, em maio, quando será feita a confirmação de cadastros.

“O prefeito Bernardo Rossi sempre nos apoiou enquanto secretário estadual de Habitação e agora nos aproxima da prefeitura. Essa parceria certamente dará mais celeridade ao processo”, afirma a presidente do Iterj, Mayume Sone, lembrando que o Iterj está atuando na região desde 2011.

“Esta é uma espera que vale a pena, pois estamos tratando de um documento que regulariza a situação para o resto da vida de vocês. Tudo deve ser feito cuidadosamente pois não pode ter erro. Estarei aqui quantas vezes for preciso, acompanhado este trabalho”, garantiu a presidente do Iterj. O entrosamento entre o município e órgão estadual também se dará na análise das plantas dos terrenos, uma das partes fundamentais para regularização da casa.

O presidente da Associação dos Moradores da comunidade 1º de Maio, Amilton Oliveira, que prepara a festa de aniversário da comunidade, marcada para a próxima semana, diz que a grande comemoração para os moradores será receber a documentação das casas.

“É uma vitória grande, não minha, mas de todos os que lutaram para a regularização da comunidade. Cresci vendo a transformação do bairro, que era uma invasão e agora cresceu, tem comércios, escola. Em pouco tempo, teremos definitivamente nossas casas e ninguém vai poder tomar. Estamos completando 30 anos e com um presente desses”, comemora Amilton.

Agora será feito o registro dos imóveis em cartório para concluir o processo de regularização fundiária

Os moradores do Condomínio Sérgio Fadel, no Samambaia, assinaram no domingo (11.11) as escrituras dos imóveis que estão passando pelo processo regularização fundiária. Das 60 residências, os proprietários de 53 entregaram o documento, que agora será encaminhado para registro em cartório, último passo para entrega definitiva do título de posse. As restantes poderão fazer a assinatura no Centro Administrativo.

As famílias que moram há 23 anos no local estão em processo de regularização desde 2015. Desde o início da gestão do prefeito Bernardo Rossi, o trabalho foi acelerado graças à cooperação técnica firmada pelo município junto com o Instituto de Terras e Cartografias do Estado do Rio de Janeiro (Iterj). No ano passado, os cerca de 250 moradores passaram por confirmação de cadastros e as casas tiveram levantamento topográfico concluídos. No último domingo, as escrituras foram levadas pela Secretaria de Obras, Habitação e Regularização Fundiária até o Condomínio.

A escritura é o reconhecimento definitivo do direito dessas pessoas que moram há mais de 20 anos no Condomínio. Ainda no início do ano passado a prefeitura se aproximou do Iterj para que isso que estamos vendo agora, esse momento tão próximo da entrega do título de posse, pudesse acontecer. É um sonho que está cada vez mais próximo de se tornar realidade.

O Condomínio Sérgio Fadel foi construído para os desabrigados da chuva 1988 e inaugurado sete anos depois, em 1995. No entanto, não houve cessão do imóvel, o que só está sendo feito agora.

“Quem não estava em casa no momento em que levamos as escrituras, seja porque estavam trabalhando ou outro motivo, podem procurar o Departamento de Habitação e Regularização Fundiária no Centro Administrativo de 9h às 18h para fazer a assinatura e o próprio departamento vai encaminhar para o cartório concluir o registro”, explicou o diretor de Habitação e Regularização Fundiária, Antônio Neves. O Centro Administrativo fica na Av. Barão do Rio Branco, 2.846 – Centro.

A líder comunitária Lucimar Gomes Neto, uma das primeiras moradoras do condomínio, trabalha por melhorias há bastante tempo. No domingo, ela ajudou a chamar os moradores e levou a equipe do Departamento de Habitação até as casas de quem tem dificuldades de locomoção, como pessoas idosas.

“Para gente é uma vitória muito grande. Essa é uma luta de muito tempo. Nós já passamos por muita coisa, recadastro, confirmação de documentos, e agora estamos mais próximos de encerrar esse processo”, disse ela.

O trabalho feito pela prefeitura junto ao Iterj no Condomínio Sérgio Fadel é o mesmo que já acontece em outras localidades e que alcança cerca de 1,5 mil famílias. Na Vila São José, no Bingen, por exemplo, o processo está fase de elaboração das escrituras para serem assinadas pelos moradores e feito o registro em cartório. Moradores de área de Atílio Marotti, Vicenzo Rivetti, Pedras Brancas, Siméria, Alto da Derrubada, Castelo São Manoel e Vale do Carangola estão passando por confirmação de cadastro e documentos e levantamento topográfico.

A doação de um terreno que pertence ao Exército à prefeitura vai permitir a regularização fundiária de 32 famílias em Itaipava. O contrato de doação da área de mais de 5 mil metros quadrados na Estrada Jerônimo Ferreira Alves, no Manga Larga, foi assinado nesta quinta-feira (26.12) pelo prefeito. Com cerca de 150 pessoas morando hoje na área do Centro General Ernani Ayrosa (CGEA), a comunidade aguarda pela regularização há mais de 20 anos.

A doação do terreno ficou acordada em uma reunião realizada na Secretaria de Obras, Habitação e Regularização Fundiária, em julho, com representantes da Superintendência de Patrimônio da União (SPU), da Advocacia Geral da União (AGU), do CGEA.

A prefeitura já atuava na comunidade com toda a infraestrutura necessária. “Mas agora o município vai poder atuar ainda mais. Agora, vamos iniciar todo processo de cadastro socioeconômico dessas famílias, com apoio da Secretaria de Assistência Social. O último passo é fase de registro e cartório e acerto da documentação”, explica o diretor de Habitação e Regularização Fundiária, Antônio Neves.

Toda a regularização será realizada com base na lei municipal 7.198/2014, que traz os parâmetros para a delimitação de área de especial interesse social, como o local ter condições para fornecimento de energia e abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta de lixo e rede de drenagem de águas pluviais.

Pode receber a documentação definitiva da casa a família que tem renda de até cinco salários mínimos e não possui condições de adquirir um outro imóvel. O beneficiado não pode vender ou alugar a unidade habitacional recebida para terceiros.

Prefeito comemora avanço da política habitacional em Petrópolis

Em 2018, 920 famílias vão receber em plenas condições as casas esperadas há tantos anos por quem ficou desabrigado por chuvas. As obras no conjunto habitacional da Posse já foram retomadas por parte do Estado e a reforma e conclusão das unidades construídas pelo município serão feitas em breve. Com isso, serão entregues 144 moradias completas. No Vicenzo Rivetti, onde a prefeitura realizou uma visitoria nesta terça-feira (09.01), serão mais 776 apartamentos, que têm previsão de entrega para abril.

O avanço da política habitacional em Petrópolis é comemorado pela prefeitura. No Vicenzo Rivetti, as obras atingiram 80% de conclusão em dezembro e encerraram 2017 como a mais rápida do país dentro do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). A obra foi abandonada em 2014. Agora, já são cerca de 300 apartamentos prontos, com 60 trabalhadores da AB Construtora atuando no local.

Agora a prefeitura começa a entregar o resultado de todo trabalho feito para que esta obra andasse. Um trabalho que começou ainda antes de começar a administração, no governo de transição, junto à Caixa, para que uma nova empresa pudesse assumir o trabalho que ficou parado desde 2014. E agora já está próximo da entrega das chaves.

Os apartamentos têm dois quartos, sala, cozinha/lavanderia e banheiro. Elas serão entregues com itens como lâmpadas, torneiras, chuveiro, vaso sanitário, pia, lavatórios e soleira e peitoril em granito. Acabamentos de porta, piso, textura do teto e pintura serão padrão em todas as unidades. No revestimento externo, o bloco 1 terá cor rosa, o bloco 2 será laranja e o bloco 3 ficará na cor verde. As famílias terão ligações de luz, água e gás individuais.

As casas são destinadas para os atingidos pela chuva de 2011, mas os beneficiados são definidos pela Caixa. O principal parâmetro é a renda familiar de até R$ 1,8 mil – faixa 1 do MCMV. Além disso, 23 apartamentos serão destinados para famílias com pessoas com deficiência.

Para a entrega, a prefeitura já está providenciando o atendimento das contrapartidas exigidas ao município. Já foi definido que a empresa Gravisa fará a pavimentação e sistema de drenagem do local. A orientação para gestão dos condomínios ficará sob responsabilidade da AJR. E o trabalho social será executado pela UP Soluções.

A visita ao Vicenzo Rivetti nesta terça foi acompanhada também pelo vice-prefeito Baninho; pelo secretário de Obras, Ronaldo Medeiros; pelo secretário da Turispetro, Marcelo Valente; pelo presidente da Câmara, Paulo Igor, e pelo vereador Jorge Relojão.

Conjunto habitacional da Posse

Além do Vicenzo Rivetti, também serão entregues este ano as casas do conjunto habitacional da Posse. O governo Estado já está com obras em três blocos e tem previsão de conclusão de 36 moradias para o fim de fevereiro. Em seguida, serão finalizadas as outras 36. Pelo município, serão reformados os 24 apartamentos entregues pela administração passada de forma inacabada e que geraram vazamentos, infiltrações, entre outros problemas, e os 48 demais também serão concluídos. Ao mesmo tempo, será implementado o trabalho técnico-social que não foi desenvolvido com a chegada dos primeiros moradores.

Petrópolis possui 47 mil pessoas morando em área de risco e tem um déficit habitacional de 12 mil moradias. Por isso, busca alavancar a área com mais projetos para integrar o Minha Casa Minha Vida. A prefeitura já apresentou projetos para construção de 320 moradias em Benfica (Itaipava), Vale do Cuiabá e Mosela e mais três áreas para receber mais de 1 mil unidades habitacionais em Caititu, Estrada da Saudade e Quitandinha.

Busca de recursos para Saúde, Habitação, Obras, prevenção a desastres, infraestrutura, Esporte e Cultura.

Em dois dias em Brasília (terça e quarta-feira 31.01 e 01.02), o prefeito Bernardo Rossi cumpriu uma agenda intensa de oito reuniões com organismos importantes para a obtenção de recursos e programas para a cidade. Bernardo levou projetos e reivindicações aos ministros da Saúde, Integração Nacional, Esportes e Cultura, além da secretária de Habitação do Ministério das Cidades, e de representantes do IPHAN, ANTT e Dnit. O objetivo do prefeito é garantir recursos e ampliar investimentos em construção de casas populares, obras para prevenção a desastres naturais e recuperação de vias públicas, melhorias no atendimento da rede pública de saúde e verbas para financiar projetos nas áreas de Esporte e Cultura.

“Ao passo que todo secretariado está trabalhando para enxugar despesas, pagar dívidas e ajustar as contas ao orçamento do município, é preciso buscar mais recursos. Fomos aos ministros articular a apresentação de projetos para capitanearmos mais verbas da União para investimentos em ações importantes para a cidade. As reuniões foram bastante produtivas. Esta é a melhor forma de melhorarmos nos serviços prestados à população”, explica o prefeito Bernardo Rossi.

Em audiência com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, Bernardo solicitou recursos para investimentos e garantiu o envio de técnicos do Ministério da Saúde para acompanhar a implantação sistema de prontuário eletrônico – pré-requisito previsto na portaria 2.488/2011 para que o município receba o repasse de R$ 10,7 milhões – recursos para investimentos em saúde básica, que quase foram pedidos pelos antigos gestores.

“Apresentamos ao ministro Barros as demandas mais urgentes para melhorarmos a infraestrutura nos hospitais e postos de saúde, como a necessidade de recursos para obras e equipamentos para o Hospital Alcides Carneiro, ampliação da assistência através de um centro de reabilitação, ampliação do teto para custeio de tratamentos oncológicos e instalação de laboratórios de análises clínicas nos postos de saúde”, lista.

No Ministério das Cidades, a agenda principal foram os investimentos para a construção de mais de mil moradias populares em três terrenos do município, além de recursos para finalizar a construção de 72 unidades do conjunto da Posse. As demandas foram apresentadas à secretária de Habitação do Ministério, Maria Henriques Ferreira Alves. O prefeito apresentou à secretária o quadro existente na cidade de 1,2 mil famílias atendidas no programa de aluguel social, além de necessidade de realocação de moradias em áreas de risco. Bernardo falou sobre três terrenos do município disponíveis para integrar o programa Minha Casa Minha Vida, que podem comportar 720 unidades habitacionais (Caititu), 188 casas (Estrada da Saudade), e outras 96 (Quitandinha).

“Estamos trabalhando para recuperar o passivo da cidade já que, a antiga gestão dificultou a atuação do estado na cidade e não soube aproveitar o auge do programa Minha Casa Minha Vida. Com a retomada deste diálogo com o Governo Federal vamos agilizar a construção destas moradias para que a famílias possam viver com tranquilidade em um local seguro”, pontua o prefeito.

Recursos para investir em prevenção de tragédias, como a contenção de encostas, que geram risco a moradias, dragagens de rios e limpeza de bueiros, que causam alagamentos e prejuízos à cidade, nortearam a pauta da audiência entre o prefeito Bernardo Rossi e o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho.“São projetos importantes para resolver problemas crônicos da cidade, como os alagamentos, que aliados as obras para contenção de encostas, reduzem a fragilidade da cidade”, aponta.

Apoio para projetos de Esporte e Cultura
Nova subida da Serra e União e Indústria também foram tratados

Em audiência com ministro da Cultura, Roberto Freire, o prefeito Bernardo Rossi solicitou a liberação de verba para a recuperação do Theatro Municipal D. Pedro, melhorias nas condições da Biblioteca Municipal, além de pleitear recursos do Fundo Municipal de Cultura para financiar projetos deliberados pela sociedade civil.

Bernardo Rossi se reuniu ainda com a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Kátia Bogéa. No encontro foi ajustado que o órgão federal auxiliará a restauração do painel doado pela pintora Djanira em 1953. Considerado uma obra de raro valor, o  painel está instalado no Liceu Municipal Cordolino Ambrósio.

Projetos voltados ao esporte e lazer foram apresentados pelo prefeito em reunião com o ministro dos Esportes Leonardo Picciani. Bernardo solicitou que Petrópolis seja incluída nos projetos federais, como o “Tour Verão” e solicitou a ampliação do Programa Esporte e Lazer da Cidade. Hoje o PELC funciona em três comunidades e atende mais mil pessoas, com a ampliação, o projeto pode ser levado a até 10 comunidades.  

“Apresentamos ainda uma demanda referente ao projeto Luta pela Cidadania, que incentiva a prática de artes marciais”, disse o prefeito. 

Para garantir a mobilidade dos distritos e a nova pista de subida da Serra, Bernardo Rossi esteve no Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit) e na Agência Nacional de Trânsito e Transportes (ANTT). O prefeito cobrou a conclusão da nova pista e subida da serra e garantiu junto à ANTT acompanhamento do poder público municipal em toda a realização de construção da estrada. No Dnit, Bernardo recebeu o compromisso do diretor do órgão de retomar o processo de revitalização de 22 quilômetros entre Centro da cidade e Pedro do Rio e posterior municipalização da estrada.

Sola Construtora inaugurou nesta sexta (07.07) a primeira obra finalizada, em Nogueira


Empresa já trabalha em mais duas construções em Corrêas e aguarda liberação da prefeitura para outros cinco condomínios

 

Petrópolis verá até 2019 o investimento de R$ 300 milhões em empreendimentos imobiliários na cidade. A Sola Construtora vai erguer sete condomínios além do que foi inaugurado nesta sexta-feira (07.07), em Nogueira. A prefeitura trabalha junto à empresa para aprovar os projetos e conceder os licenciamentos. Com isso, o município verá mais 1.265 moradias sendo construídas, parte delas dentro do Minha Casa Minha Vida – faixa 2, além da geração de empregos.

 

Só nesta de Nogueira, por exemplo, foram gerados 100 postos de trabalho diretos e 300 indiretos ao longo dos 27 meses de obra, de acordo com a construtora. Outra exigência feita pela prefeitura é a realização de estudo de impacto de vizinhança, pensando na redução da poluição sonora, na geração de poeira e no trânsito.


O empreendimento Solar de Nogueira é formado por três blocos de apartamentos de dois e três quartos. O condomínio conta ainda com área de lazer, salão de festas e estacionamento. Todas as 66 unidades habitacionais foram vendidas antes da conclusão da obra.


Os demais empreendimentos que a empresa constrói ficam em Corrêas, dentro do Minha Casa Minha Vida – faixa 2. Esses dois e mais o de Nogueira somam R$ 100 milhões em investimento.

 

Entre os que ainda vão sair do papel, estão um empreendimento em Itaipava e mais dois em Nogueira, com expectativa de superar a fase burocrática e iniciar as obras em até um ano. Já outros dois no Samambaia, os maiores previstos até aqui, com 524 apartamentos no total, devem começar em 2019. Todos eles passam pelo crivo do Grupo de Análise de Empreendimentos (GAE), coordenado pela Secretaria de Obras.

 

“Nós trabalhos junto à prefeitura para conseguir todos os licenciamentos e incentivos fiscais, que são bastante importantes para a gente. Tudo que é custo tem que ser repassado. Quando temos isenção, isso ajuda a baixar o preço para o cliente”, afirmou o presidente da Sola Construtora, Sauro Sola.


Em etapa final de construção, o empreendimento Minha Casa Minha Vida, no Vicenzo Rivetti, passou por vistoria e equipe técnica nesta sexta-feira (30.11). Com 97% da obra concluída, a prefeitura inicia a preparação das famílias que receberão as unidades habitacionais. A documentação dos beneficiários passa por análise da Caixa Econômica Federal (CEF) e alguns dos inquilinos já conheceram o novo condomínio.

São 776 apartamentos divididos em 18 blocos. Os condomínios contam com 3% das unidades adaptadas para famílias com deficientes físicos e terão ainda áreas de lazer infantil e salões de festa.

Para acomodar todas as famílias no novo empreendimento, a prefeitura promoverá uma ação para ajudar com que as famílias se adaptem ao espaço.

O empreendimento será destinado para famílias com renda mensal até R$ 1,8 mil e para famílias que recebem aluguel social após terem perdido casas em desastres das chuvas.

Pagina 6 de 19