Maior parte das áreas afetadas já tem mais de 90% das vistorias concluídas

A Secretaria de Defesa Civil concluiu mais de 10 mil laudos de vistorias de áreas e imóveis afetados em função das chuvas de fevereiro e março. Esse número representa 93,4% do total de Registros de Ocorrências cadastrados em áreas de cerca de 60 localidades. Das 10.777 ocorrências, a maior parte foi por deslizamentos, que representam 76% dos casos. Até o momento, foram apontados mais de 6,9 mil laudos de interdição na cidade.

Das regiões com maior número de ocorrências registradas, já estão com mais de 90% dos pedidos de vistorias concluídos, entre as quais o Alto da Serra, Chácara Flora, Castelânea, Quitandinha, Centro, São Sebastião, Valparaíso, Independência, Vila Militar, Siméria, Corrêas, Quissamã, Meio da Serra e Retiro.

A Secretaria de Defesa Civil mantém com as equipes reforçadas para a conclusão de todos os atendimentos referentes às chuvas. As equipes técnicas seguem diariamente com vistorias por toda cidade. Nesta quarta-feira (18), 13 equipes vistoriaram áreas no Caxambu, Bingen, Koeler, Itaipava, Centro, Morin, Quitandinha, Estrada da Saudade, Floresta, Alto da Serra, Siméria, Thouzet e São Sebastião.

A população que aguarda para obter o laudo de vistoria, pode consultar a disponibilidade do documento no site da Defesa Civil https://www.petropolis.rj.gov.br/dfc/. No mesmo ambiente, pode ser solicitada a versão digital do laudo. As equipes também realizam atendimento presencial, de 8h às 17h e a população pode adquirir o laudo impresso.


A Secretaria Defesa Civil alerta para a previsão de rajadas de vento intensas ao longo do dia de amanhã (quinta-feira, 19). A equipe de monitoramento da secretaria destaca ainda a possibilidade de haver geadas nas regiões mais elevadas da cidade. As condições meteorológicas não indicam chuva para amanhã, no entanto, a temperatura no município se mantém em declínio, podendo ter a mínima de 5°C e máxima de 17°C.

Um sistema de baixa pressão continua influenciando as condições de tempo no município, que na sexta-feira (20), permanecerá com a temperatura em queda, variando entre 8°C e 16°C. O céu permanecerá entre nublado e parcialmente nublado, podendo haver chuviscos ou chuva fraca de forma isolada ao longo do dia.

As equipes de monitoramento da Defesa Civil seguem acompanhando as condições do tempo e atualizações sobre a meteorologia serão informadas a qualquer momento ao longo do período de instabilidade. O órgão orienta que a população fique atenta aos informes, que podem ser enviados por SMS ou grupos de comunicação por aplicativo.

Para receber os avisos por SMS, basta cadastrar o CEP por meio de mensagem de texto para o número 40199. O acesso aos avisos também é possível por meio de grupos por aplicativo, através do link https://t.me/defesacivilpetropolis.

Rajadas de vento também estão previstas entre quarta e sábado

A Defesa Civil alerta para a queda brusca na temperatura nos próximos dias, em função de avanço de massa de ar frio e seco. A partir de amanhã (quarta, 18) até o sábado (21), a mínima deve variar entre 5°C e 9°C; e a máxima, entre 16°C e 18°C.

Também há previsão de geadas, principalmente em regiões mais altas. A Defesa Civil também alerta para a possibilidade de aumento da intensidade dos ventos entre esta quarta (18) e sexta-feira (20). Para a quinta-feira (19), pode haver rajadas de vento de intensidade forte a muito forte.

Nestas quarta e quinta-feira, apesar de céu nublado, não há previsão de chuva. Isso começa a mudar na sexta-feira (20), que terá céu variando entre parcialmente nublado e nublado, com chuviscos a chuva fraca, de forma isolada.

A Defesa Civil enviou alerta por SMS e grupos de comunicação por aplicativo. A equipe permanece monitorando as condições do tempo e poderá emitir novos alertas ao longo do período. O órgão orienta que a população fique atenta aos informes.

Para receber os avisos por SMS, basta cadastrar o CEP por meio de mensagem de texto para o número 40199. O acesso aos avisos também é possível por meio de grupos por aplicativo, através do link https://t.me/defesacivilpetropolis.

Trabalho visa aprimorar sistema de monitoramento para a geração de indicadores mais precisos, que possibilitem atuação antecipada em caso de emergência

A Secretaria da Defesa Civil recebeu as equipes da Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) para análise de áreas afetadas pelas chuvas de fevereiro e março. O objetivo foi entender os perfis dos deslizamentos registrados, com foco no aprimoramento de métodos e tecnologias para o monitoramento da cidade. O Morro da Oficina foi uma das principais áreas de estudo, onde atuaram sete técnicos – 1 geofísico, 2 geólogos, 2 geógrafos, 1 físico e 1 engenheira cartógrafa – incluindo equipes operacionais de emissão de alertas de emergência.

“Passamos por graves ocorrências e precisamos estar em constante aprimoramento de tecnologias que nos ajudem atuar de forma preventiva e minimizar os impactos dos desastres que as fortes chuvas causam na nossa cidade. Esse trabalho é de grande relevância para o município”, pontuou o prefeito Rubens Bomtempo.

Ao todo, de acordo com os registros da Defesa Civil, a cidade contabiliza mais de 7,8 mil ocorrências de escorregamentos de massa e bloco. Esses registros afetaram de forma generalizada, 277 áreas com demarcação de polígonos de risco, afetando em alguns pontos, de forma definitiva áreas habitadas no município. A partir do levantamento de dados, os técnicos do CEMADEN avaliam o modelo geológico da cidade para entender as causas que justifiquem a gravidade e volume das ocorrências.

“Esse é um estudo de suma importância para que possamos aprimorar os mecanismos de monitoramento para a cidade e assim, contar com mais suporte para as ações de prevenção aos desastres”, destacou o secretário de Defesa Civil, o Tenente Coronel Gil Kempers.

Com o levantamento geofísico, as equipes do CEMADEN terão condições de investigar os perfis do subsolo de áreas onde houve deslizamentos de grande porte, como no Alto da Serra. “É como se fizéssemos um raio-x em profundidade para a analisar o contraste do solo. Verificamos que a cidade tem áreas de massa (solo) mais superficial, sobreposta a rocha maciça, propícia a escorregamentos e áreas de maior profundidade, como no Morro da Oficina”, explica o pesquisador geólogo do CEMADEN, Marcio de Andrade, destacando que o trabalho conta com o apoio da FINEP.

De acordo com o técnico, em dois dias de trabalho, foi possível avaliar áreas onde houve movimento de massa mais superficial e outras de maior complexidade. No Morro da Oficina foram registrados pontos com movimento de massa em grandes proporções, chegando a atingir seis metros de profundidade. “Vamos interpretar os dados coletados para entender os desafios para fazer o monitoramento em lugares como esse e aprimorar nosso sistema de alerta”, acrescentou o geólogo do CEMADEN, que segue com a equipes em análise pela Região Serrana. Os técnicos, que se baseiam em São José do Campos, em São Paulo, também fazem o mesmo trabalho em Teresópolis.

Órgão mantém pluviômetros e estações geotécnicas para a alertas na cidade

Em Petrópolis, o trabalho das equipes do CEMADEN visa fortalecer a estrutura de monitoramento já existente. Atualmente a cidade conta com 31 pluviômetros instalados e monitorados pelo órgão, em todos os distritos – outros 19 pluviômetros são geridos pelo INEA.

O CEMADEN conta ainda com outras cinco Estações Geotécnicas instaladas nas localidades do Chácara Flora, Bingen, Quitandinha, São Sebastião e Dr. Thouzet fazem o monitoramento do impacto da infiltração da chuva no solo. Os equipamentos contribuem para o planejamento de ações de prevenção e resposta em caso de emergência, por conta de ocorrências causadas pelas fortes chuvas.

“Tendo em vista as recentes ocorrências se faz cada vez mais necessária a atualização de dados e novos estudos para o estabelecimento de novas metodologias de monitoramento, principalmente nas áreas afetadas com eventos de grandes proporções com os que tivemos. Nossas equipes estão à disposição para esse trabalho em conjunto para avançar na estrutura de monitoramento do município”, destacou a geógrafa da Defesa Civil, Eduarda Conde.

Para amanhã, o município continua com céu encoberto e possibilidade de registro de chuva fraca

O município continua com tempo chuvoso nesta sexta-feira (13) em função do transporte de umidade do oceano para o continente. De acordo com o Boletim Meteorológico da Defesa Civil, amanhã, o céu permanecerá encoberto, com chuva fraca, isolada ao longo do dia. Haverá leve declínio na temperatura que poderá variar entre a mínima de 12°C e máxima de 20°C.

De acordo com a equipe de monitoramento da Defesa Civil, não são esperados volumes de chuva significativos para os próximos dias. As equipes permanecem em monitoramento constante e, em caso de mudança das condições do tempo, novos alertas serão emitidos ao longo do período. A Defesa Civil orienta que a população fique atenta aos informes que podem ser enviados por SMS ou grupos de comunicação por aplicativo.

Para receber os avisos por SMS, basta cadastrar o CEP por meio de mensagem de texto para o número 40199. O acesso aos avisos também é possível por meio de grupos por aplicativo, através do link https://t.me/defesacivilpetropolis.

Profissionais do Instituto Científico e Tecnológico de Defesa Civil (ICTDEC) trocam experiências a partir de ações adotadas no município

O engajamento comunitário em ações de Defesa Civil, voltado para o fortalecimento de ações de prevenção e enfrentamento de desastres, foi o foco da dinâmica realizada pela Secretaria da Defesa Civil do município durante o curso Dimensão Social e Atuação Profissional em Situação de Desastres. A iniciativa foi desenvolvida pela Escola de Defesa Civil (ESDC), da Secretaria Estadual de Defesa Civil, por meio de encontro on-line. Cerca de 100 participantes - representantes de unidades de Defesa Civil de municípios de todo o Estado - conheceram um pouco do trabalho de formação comunitária desenvolvido em Petrópolis.

Para falar sobre o assunto a Defesa Civil contou com a participação de representante de um dos Núcleos Comunitários de Defesa Civil (NUDEC), como exemplo do trabalho estruturado na cidade. “A melhor exemplificação do trabalho que construímos com as comunidades é representante local, falando da importância do trabalho em parceria entre a Defesa Civil e comunidades”, destacou o secretário de Defesa Civil, Tenente Coronel Gil Kempers.

Durante o encontro, foram apresentados os mecanismos utilizados no processo de formação comunitária na cidade. Para a criação dos NUDEC e Equipes de Acolhida foram realizados treinamentos presenciais e virtuais com os representantes das comunidades, em que foram discutidas questões locais, visando estabelecer maior participação local em questões relacionadas à Defesa Civil, como identificação de risco e atuação em situação de emergência.

“Toda a formação que construímos tem como foco a questão do pertencimento e da participação comunitária como base para as transformações que a comunidade necessita. Uma das marcas da Defesa Civil é a aproximação e integração com as comunidades para reduzir riscos de desastres”, destacou o gestor de projetos da Defesa Civil, Rodrigo D’Almeida.

A partir da atuação dos representantes locais por meio dos NUDEC a Defesa Civil consegue se antecipar em ações de prevenção. Além de treinamentos e orientações constantes, por meio de grupos de comunicação de aplicativo, a Defesa Civil mantém contato constante com os representantes dos NUDEC locais. Por meio desse canal, em situações de emergência, os representantes locais recebem orientações de segurança, até que os agentes de Defesa Civil e demais órgãos competentes cheguem no local

"Hoje mostramos que é possível a Defesa Civil e a comunidade trabalhar em conjunto. Agora recebemos em tempo real as informações sobre os alertas e mobilizamos a comunidade em situação de risco”, destacou a diretora do NUDEC do Vale do Cuiabá, Cristina Rosário.

A coordenadora do treinamento pela SEDC, a Tenente Coronel Gabriela Franco destaca a experiência que o município tem no estabelecimento de parcerias com as comunidades. “A nossa proposta é poder trabalhar com os profissionais e criar uma rede com esses profissionais para que possam atuar em uma situação desastre”, pontuou.

Instabilidade no tempo se mantém para a quinta-feira (12), com previsão de dia chuvoso

A previsão do tempo é de chuva fraca a moderada a noite para esta quarta-feira (11), informa a Defesa Civil. O dia será de céu parcialmente nublado, com previsão de ventos fracos a moderados. A temperatura varia entre 11°C e 24°C.

As condições do tempo podem permanecer instáveis na quinta-feira (12). A mudança do tempo se deve ao transporte de umidade pelo oceano, que poderá manter o dia chuvoso ao longo do período.

Equipes da Defesa Civil seguem de plantão e qualquer atualização meteorológica para o município será comunicada por meio de avisos e alertas, por SMS ou informes em grupos de comunicação por aplicativo.

Para receber os avisos por SMS, basta cadastrar o CEP por meio de mensagem de texto para o número 40199. O acesso aos avisos também é possível por meio de grupos por aplicativo, através do link https://t.me/defesacivilpetropolis.

Defesa Civil Municipal e Nacional trabalham em conjunto com especialistas japoneses para implantação de ações de prevenção em áreas afetadas

A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Japan Internacional Cooperation Agency - JICA) concluiu nesta sexta-feira (6), a primeira etapa do trabalho de análise de campo das áreas afetadas pelas chuvas de fevereiro e março. Os especialistas estiveram na cidade desde a última quarta-feira (4/5), com os técnicos do Ministério do Desenvolvimento Regional que, acompanhados pelas equipes da Defesa Civil do município, avaliaram os tipos de deslizamentos ocorridos na cidade. A medida visa realizar estudo técnico, em apoio à Prefeitura, para definir quais serão os mecanismos que serão usados para a recuperação e medidas de prevenção para as áreas danificadas pelos desastres.

“Quero agradecer a presença da JICA e do Ministério novamente na cidade em colaboração para a implantação de ações voltadas não só para a reconstrução, mas principalmente, com foco na prevenção. Esse trabalho é de grande valor e inclusive, vai contribuir muito para a revisão do nosso plano municipal de redução de riscos”, pontuou o prefeito Rubens Bomtempo.

Um dos objetivos da JICA na cidade foi avaliar a possibilidade de implantação do projeto SABO, que prevê a construção de barreiras, já utilizadas no Japão, para a retenção de fluxo de detritos em áreas com risco de deslizamento e minimizam os danos às edificações. Pela Região Serrana, o projeto está em fase de andamento em Friburgo e Teresópolis. Em Petrópolis, a partir do trabalho de campo realizado, as equipes técnicas vão estudar as melhores medidas a serem adotadas a partir do perfil topográfico das regiões afetadas.

“Antes de vir para cá observei muitas fotos e vídeos, mas ao chegar em cada localidade fiquei impressionado com a quantidade de encostas íngremes e perigosas que têm por aqui. E ainda, os desplacamentos rochosos são muito grandes e irregulares. Pude verificar a quantidade imensa de casas afetadas e percebi com profundidade o quão grave foi o evento que atingiu a cidade”, disse o especialista da JICA, Hideto Ochi.

Após conhecer os pontos afetados, o especialista ressaltou ainda a imprevisibilidade das ocorrências registradas. “Observei as localidades que se romperam e digo que seria difícil se prever o que aconteceria na cidade. Nesse sentido, pude perceber com mais clareza o quanto desafiador é fazer obras nas regiões atingidas, mas vejo que a cidade conta com equipes preparadas, que compreendem a situação das encostas daqui e fizeram análises pertinentes para cada localidade”, completou Ochi, destacando que por parte do Japão, há grande interesse em contribuir para o plano de recuperação da cidade.

Estudos visam não só a recuperação, mas medidas de prevenção para a cidade

Com as equipes da Defesa Civil do município, os técnicos da JICA e do MDR visitaram localidades que possuem o perfil topográfico para a implantação do projeto SABO. No entanto, especialistas avaliam demais projetos, estruturantes ou não, que podem ser adotados onde as barreiras não são adequadas. “Hoje tecnicamente, estamos tendo visão do que é trabalhar preventivamente, com estudos para construções que minimizem danos. Buscamos locais que nunca foram feitas essas estruturações que são prioridades nesse momento”, destacou o secretário de Defesa Civil, o Tenente Coronel Gil Kempers.

“A partir desse trabalho vamos conseguir importantes avanços em ações de prevenção adequadas para cada localidade. Essa parceria com o Japão já nos rendeu avanços no passado e com certeza agora não será diferente”, pontuou o coordenador especial de Articulação Institucional, Rafael Simão, lembrando de parcerias anteriores com Projeto de Gestão Integrada de Desastres Naturais (Gides), implementado entre os anos de 2014 e 2017 no município.

Com 87% das ocorrências atendidas, equipes da Defesa Civil seguem em atuação diária por todas as localidades atingidas

Mais de 9 mil laudos de vistorias estão concluídos pela Secretaria de Defesa Civil de Petrópolis. Esse número representa 87% dos mais de 10,4 mil Registros de Ocorrências (RO) cadastrados desde o dia 15 de fevereiro, incluindo os dos desastres da chuva de março. Nos últimos 80 dias, as equipes de engenheiros, geólogos, tecnólogos e geógrafos do município trabalham diariamente com reforço no efetivo, para garantir celeridade no atendimento a todos os casos registrados em áreas de cerca de 60 localidades no município.

Diariamente, os 30 profissionais da Defesa Civil do município, se distribuem na realização de vistorias, elaboração de laudos e análises de áreas de risco. Nesta quinta-feira (5), 22 equipes vistoriaram 15 localidades, entre as quais o Floresta, Morin, Alto da Serra, Castelânea, São Sebastião, Quitandinha, Nogueira, Bingen, Centro, Siméria, Meio da Serra, Vila Felipe, Sargento Boening, Coronel Veiga e Valparaíso. Além das vistorias, as equipes contam ainda com o apoio do Departamento de Recursos Minerais (DRM), no suporte para a avaliação de áreas afetadas, com a demarcação de 277 polígonos de risco remanescentes.

“Estamos com nossas equipes técnicas inteiramente voltadas para o atendimento célere de todos os registros de ocorrências. Diariamente estamos em atuação nas áreas afetadas e vamos continuar com esse trabalho intensificado, inclusive aos fins de semana, para concluir todos os atendimentos referentes às chuvas”, destacou o secretário de Defesa Civil, o Tenente Coronel Gil Kempers.

A maior parte das ocorrências foi por deslizamentos. Dos registros, mais de 7,9 mil foram por deslocamentos de massa e blocos de rocha. Ao todo, mais de 6,5 mil imóveis foram interditados. Os laudos técnicos podem ser retirados em atendimento na sede da Defesa Civil, que fica na Rua Buarque de Macedo, 128 – Morin ou solicitados por meio de cadastro no site https://www.petropolis.rj.gov.br/dfc/. O pedido para a realização de vistoria pode ser feito pelos telefones 199 ou pelo 2246-9281 e ainda por atendimento presencial na secretaria.

Trabalho visa avaliar quais as melhores alternativas de prevenção podem ser adotadas em áreas de risco na cidade

As equipes da Secretaria de Defesa Civil do município acompanharam, nesta quinta-feira (5), inspeção por áreas afetadas pelas chuvas de fevereiro e março. A ação ofereceu suporte ao trabalho da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Japan Internacional Cooperation Agency - JICA) e dos técnicos da Defesa Civil Nacional, por meio do Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), que estão na cidade para análise dos danos causados pelos desastres das chuvas. Engenheiros, geólogos, geógrafos e técnicos analisaram o perfil das ocorrências registradas nas localidades da 24 de Maio, Rua Teresa, Morro dos Ferroviários, Vila Felipe e Caxambu.

A medida visa buscar soluções e recursos para a aplicação de projetos de recuperação de áreas e estabelecimento de medidas de prevenção em áreas de risco. A partir da análise de território, os especialistas da JICA buscam oferecer cooperação técnica para projetos de prevenção que podem ser adotados nas localidades. Um dos objetivos é avaliar a aplicação do projeto SABO, para a instalação de barreiras que retêm o fluxo de detritos em áreas com risco de deslizamento e podem minimizar os danos às edificações.

“Essa é mais uma importante cooperação para o município e estamos bastante otimistas com mais essa parceria técnica para garantir não só a recuperação, mas medidas de prevenção a desastres”, destacou o prefeito Rubens Bomtempo.

O trabalho das equipes do Ministério do Desenvolvimento Regional complementa as ações iniciais realizadas na cidade após os desastres e, a partir do acordo de cooperação técnica com a JICA se avaliam medidas eficazes para as áreas afetadas. “Nesse momento conseguimos entender a extensão dos danos e entender um pouco mais o fenômeno que deflagrou o desastre com o movimento de massa. A partir de agora temos outras perspectivas de avaliação junto com as equipes do município, em parceria com os especialistas do Japão”, pontuou o diretor do Departamento de Obras do MDR, Paulo Falcão.

Municípios como Teresópolis e Nova Friburgo já estão recebendo projetos estruturais com foco na prevenção de desastres. A partir da análise de campo realizada nesta quinta-feira (5) o especialista da JICA, Hideto Ochi destaca que, assim como as cidades vizinhas, Petrópolis apresenta características de movimento de massa específicas. “O nosso projeto tem foco no fluxo de detritos e pensamos no que pode ser possível a partir do tipo de evento que vimos por aqui. Pretendemos estudar essa área. Muitas localidades tiveram deslizamentos planares e precisam de obras em encostas. No que estiver ao nosso alcance, vamos ajudá-los a fazer esse plano de intervenções”, destacou o representante da JICA.

As equipes da Defesa Civil oferecem todo o suporte técnico para que os trabalhos tenham andamento. Além do acompanhamento com análise in loco nas áreas afetadas, todo o conteúdo técnico produzido desde o dia 15 de fevereiro, será disponibilizado para que as equipes façam os estudos necessários. “Estamos com nossas equipes empenhadas nesse trabalho de cooperação para que possamos evoluir em medidas de prevenção a partir do desenvolvimento de obras estruturantes que vão ajudar a mitigar riscos”, destacou o secretário de Defesa Civil, o Tenente coronel Gil Kempers.

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