O Centro de Referência de Atendimento à Mulher segue com o projeto Mulher 365 dias, que conscientiza toda a população sobre a violência contra a mulher. Nesta sexta-feira (25.10), a coordenadora do Cram, Cleo de Marco, fez uma roda de conversa com as mães dos alunos do CEI Professora Patrícia Ferreira e Silva Freitas, no Caxambu. Durante a reunião, as mulheres puderam tirar dúvidas sobre medida protetiva, violência contra mulher, tipos de violência, além de conhecer todo o trabalho da rede e do Cram para assistência das mulheres que são vítimas de violência doméstica.

Mais de 60 homens participaram da palestra promovida pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), no último sábado (07.07) na igreja Evangelho Quadrangular, no Itamarati. O tema abordado foi violência doméstica, ministrado pela coordenadora do CRAM, Cléo de Marco e psicóloga do equipamento, Liane Diehl.

O objetivo do encontro foi esclarecer e divulgar o trabalho realizado pelo CRAM que é subordinados do Gabinete de Cidadania, e os participantes puderam entender os detalhes da assistência disponível para mulheres, além dos tipos de violência: psicológica, moral, verbal, patrimonial, física ou sexual.

“Recebemos o convite do pastor da igreja e foi muito legal a interação do CRAM com o público masculino. Conseguimos explanar bem sobre os tipos de violência doméstica. Elas ainda são desconhecidas por muitos homens, que acham que só existe violência quando ela é física”, disse a coordenadora.

Segundo a psicóloga Liane, a experiência foi muito significativa. “Quando trabalhamos com as mulheres procuramos fortalecer sua capacidade de decisão e despertar seu sentido de direitos, mas com essa plateia majoritariamente masculina pudemos caminhar no sentido da sensibilização”, contou.

De acordo as palestrantes, durante a discussão, os homens puderam refletir sobre o comportamento masculino diante de uma mulher e alguns conseguiram se colocar no lugar delas. “Quando conseguimos despertar esse tipo de reflexão crítica numa pessoa, considero que tenhamos conseguido plantar uma semente”, disse a psicóloga.

A equipe do CRAM estará na próxima quarta-feira (11) na Escola Municipal Hildebrando de Carvalho, na Posse.

Para denunciar ou solicitar informações, pode ligar para o telefone 2243-6152 ou comparecer à sede do Cram, na Rua Santos Dumont, número 100, no Centro. O funcionamento é de segunda a sexta, de 8h às 17h. Em casos de emergência, a mulher pode ligar em qualquer horário para o número (24) 98839-7387, disponibilizado pelo órgão. Caso se sinta violentada de alguma forma, a mulher pode contatar a Polícia Militar pelos números 2291-5071, 2242-8005 ou 180, além de poder contatar via WhatsApp a emergência da Polícia Militar, pelo número (24) 99222-1489.

Número de vítimas de violência doméstica diminuiu em Petrópolis neste período da pandemia

Mesmo com a sede do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) fechada no período de isolamento social, os serviços continuam sendo prestados, com atendimento de toda a equipe por telefone. Vítimas de violência social podem entrar em contato através do número (24) 98839-7387 e são encaminhadas para algum serviço essencial, como delegacia, hospital, ou o caso é levado às profissionais técnicas que estão de plantão. As mulheres recebem todas as orientações necessárias sobre como agir tanto em momento de violência, como no pós.

Na contramão da maioria dos municípios do Estado, Petrópolis tem registrado queda no número de registros referentes a violência doméstica, neste período de isolamento social. Segundo levantamento preliminar realizado nas delegacias da cidade, entre os dias 10 e 24 de março, foram comunicadas 20 ocorrências referentes a Lei Maria da Penha, contra 36 no mesmo período de 2019.

Além do telefone do Cram, denúncias de violência doméstica também podem ser feitas para a Polícia Militar, pelos números (24) 2291-4020, 2242-8005, além de poder contatar via WhatsApp a emergência da PM, pelo número (24) 99222-1489. Vale ressaltar que as principais formas de denunciar, além das delegacias especializadas, são através dos disque-denúncia. A linha 180 é da Central de Atendimento à Mulher, e funciona 24h por dia. O atendimento nesta linha garante o anonimato da vítima e do denunciante, além de fornecer suporte psicológico e de atendimento à vítima.

O número de mulheres que aceitam o acolhimento no Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) após serem vítimas de violência doméstica cresceu 55,5% em Petrópolis. Parte do resultado positivo é graças ao trabalho realizado pelo órgão, que oferece gratuitamente assistência jurídica, psicológica e social. Com a proximidade do carnaval - quando ocorrem mais registros de violência contra a mulher - o Cram pretende intensificar as ações de conscientização por toda cidade.

Em 2018, 677 mulheres optaram por não serem acolhidas pelo Cram. No ano passado, o registro caiu para 376. Apesar de ser um número ainda elevado, a redução comprova a eficácia das ações realizadas pelo órgão em parceria com as delegacias da cidade.  O trabalho do acolhimento inicia com a busca ativa, ou seja, o contato com a vítima oferecendo todos os serviços que o órgão dispõe para auxiliar a mulher.

Isso demonstra que as mulheres vítimas de violência doméstica se sentem mais confiantes para denunciar neste momento de extrema fragilidade. No Cram, as mulheres contam com orientações jurídicas, acompanhamento social e psicológico. A parceria se estende com toda a rede, além das delegacias de Petrópolis para atender à mulher em situação de violência – seja ela moral, verbal, patrimonial, física ou sexual.

Para denunciar ou solicitar informações, basta ligar para o telefone 2243-6152 ou comparecer à sede do Cram, na Rua Santos Dumont, número 100, no Centro. O funcionamento é de segunda a sexta, de 8h às 17h. Em casos de emergência, a mulher pode ligar em qualquer horário para o número (24) 98839-7387, disponibilizado pelo órgão. Caso se sinta violentada de alguma forma, a mulher pode contatar a Polícia Militar pelos números 2291-5071, 2242-8005 ou 180, além de poder contatar via WhatsApp a emergência da Polícia Militar, pelo número (24) 99222-1489.

Com objetivo de inserir as mulheres vítimas de violência doméstica no mercado de trabalho, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) oferece na quarta-feira (08.05) um curso de auto maquiagem como mais uma opção para as assistidas do órgão. O curso faz parte da Campanha Mulher 365, que realiza ações de conscientização durante todo o ano e, este mês, em homenagem ao Dia das Mães.

A Campanha Mulher 365 visa ampliar a conscientização da violência contra mulher. Segundo dados Dossiê Mulher divulgado esta semana pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), em 2018 Petrópolis registrou 2.647 casos de violência sendo que 59,4% aconteceram na residência da vítima. A equipe do CRAM realiza palestras nas escolas, instituições, empresas, universidades, além das ações de panfletagem e o ônibus lilás, uma ferramenta utilizada para levar os serviços do órgão às mulheres da área rural.

Vale salientar que o município conta com dois canais voltados à mulher: o próprio Cram, subordinado ao Gabinete da Cidadania, e o Núcleo de Atendimento à Mulher (Nuam), ligados às delegacias da cidade.

Ampliando a rede de atendimento, essa vítima pode contar também com a Sala Violeta que fica no Fórum de Itaipava, onde ela consegue uma medida protetiva de urgência em apenas 4 horas. Além da Sala Lilás, que está sendo implantada no Instituto Médico Legal (IML), com objetivo de preservar a vítima com espaço reservado e com profissionais especializados, para que as análises periciais sejam realizadas de forma adequada.

Para denunciar ou solicitar informações, pode ligar para o telefone 2243-6152 ou comparecer à sede do Cram, na Rua Santos Dumont, número 100, no Centro. O funcionamento é de segunda a sexta, de 8h às 17h. Em casos de emergência, a mulher pode ligar em qualquer horário para o número (24) 98839-7387, disponibilizado pelo órgão. Caso se sinta violentada de alguma forma, a mulher pode contatar a Polícia Militar pelos números 2291-5071, 2242-8005 ou 180, além de poder contatar via WhatsApp a emergência da Polícia Militar, pelo número (24) 99222-1489, além da Guarda Civil pelo 153.

A Violência contra a Mulher foi o tema discutido nesta sexta-feira (28.09) durante a Roda de Conversa que acontece mensalmente na Casa da Educação Visconde de Mauá, com os alunos da rede municipal e participantes de projetos sociais que participam das aulas no contraturno escolar. Destacando os 12 anos da Lei Maria da Penha, a coordenadora do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), Cléo de Marco e a psicóloga Liane Diehl, junto com a pedagoga Jaqueline do Valle abordaram as questões desde o assédio até agressão física contra mulher.

Durante a conversa no auditório, foi pontuada a mudança da lei sobre o assédio. Foi sancionada na segunda-feira (24.09), a Lei 13.718, de 2018, que importunação sexual, como por exemplo constrangimentos em transportes públicos, são considerados crime. O ato pode punir o criminoso de um a cinco anos de prisão. “Queremos e devemos ter voz! Essa lei veio ajudar na proteção das mulheres e é mais um suporte para as vítimas. As mulheres são livres, tem o direito de ir e vir. Essas situações não podem mais acontecer, e agora esses agressores serão punidos”, contou a coordenadora do CRAM, que é subordinado ao Gabinete de Cidadania.

“Violência doméstica é um problema social. Acontece em todas as camadas da sociedade. Todas as pessoas estão sujeitas à violência doméstica”, ressaltou a psicóloga Liane Diehl.

Participaram da Roda de Conversa alunos das escolas Escola Municipal Clemente Fernandes, Escola Municipal Johann Noel, Escola Paroquial São Pedro de Alcântara e a equipe da Casa da Educação Visconde de Mauá.

“Temos uma parceria muito boa com a Casa da Educação. O tema de hoje é muito importante para manter as mulheres informadas de seus direitos. É um conhecimento necessário que elas levarão para a vida toda”, contou a responsável pela Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A diretora da Casa da Educação Catarina Maul, ressaltou que importância da abordagem desse tema na Roda de Conversa. “Hoje temos vários rapazes aqui, o que também é bom ter conhecimento desde tema. Este espaço está disponível para que aconteçam discussões de vários assuntos. O tema de hoje é para que todos possam pensar e nessa aula diferente e todos saiam daqui transformados”, finalizou a diretora.

Segunda, 06 Janeiro 2020 - 18:10

Cram realiza 711 atendimentos em 2019

O atendimento cresceu 11,5% em relação ao ano passado

O crescimento no número de mulheres que buscam por atendimento no Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) tem sido expressivo nos últimos três anos. De janeiro a dezembro de 2019 foram 711 assistências prestadas às mulheres, um crescimento de 11,5% em relação à 2018, quando foram realizados 638 atendimentos. Já os atendimentos de 2018 cresceram 45,85 % se comparados a 2017.

O órgão, que é subordinado ao Gabinete da Cidadania, oferece orientação jurídica, acompanhamento social e psicológico e trabalha em parceria com as delegacias de Petrópolis para atender à mulher em situação de violência – seja ela moral, verbal, patrimonial, física ou sexual. Os dados coletados pela equipe do CRAM mostram que o aumento das denúncias se deve a coragem das vítimas e a confiança na rede de apoio que incentiva a busca pela ajuda, com ações como o projeto Mulher 365, que realizou palestras, panfletagem, ações de conscientização em praças públicas, escolas, Guarda Civil, Corpo de Bombeiros, entre outras instituições. Todas as ações com a finalidade de mudar o comportamento de violência contra a mulher.

Em 2019, setembro foi o mês que o órgão realizou o maior número de atendimentos, foram 81 casos, sendo 37 iniciais (primeiro atendimento) e 44 retornos. A prefeitura disponibiliza além do CRAM, equipamentos que auxiliam esta vítima no enfrentamento da violência doméstica. Petrópolis já possui a sala Violeta, no fórum em Itaipava, onde questões voltadas para a vítima de violência doméstica são resolvidas de forma mais rápida. E a sala Lilás, onde as vítimas serão atendidas em um local exclusivo, para que a mesma seja preservada do agressor em um momento tão delicado. O local já está em fase de acabamento e será inaugurada no primeiro semestre de 2020.

“Todo sucesso do nosso trabalho se dá à dedicação da nossa equipe. Juntas, cada uma no seu setor, acolhemos a vítima que chega fragilizada. Sem falar na parceria do CRAM com as secretárias de Educação, Saúde e Assistência Social, além das delegacias 105ª e 106ª, IML, 26° BPM e 15° cbmerj”, disse Cleo de Marco.

Petrópolis também conta com o Ônibus Lilás, um veículo totalmente adaptado para oferecer todo o suporte de atendimento às vítimas de violência doméstica, que não podem ir até a sede, principalmente mulheres das áreas rurais. 

As vítimas que buscam pelo CRAM podem contar com um atendimento na sede do órgão, todas as quartas-feiras, das 14h às 16h, com a psicóloga Dra. Liane Diehl, que ministra um Grupo de Apoio Terapêutico (GATE), onde as mulheres são ouvidas, respeitadas e contam umas com o apoio das outras e da equipe órgão.

A equipe realizou uma palestra na Escola Municipal Abelardo De Lamare

O episódio desta segunda-feira (03.12) de tentativa de feminicídio em Nogueira, onde o ex-marido tentou matar a ex-mulher, em Nogueira, evidência a necessidade da conscientização das pessoas pelo fim da violência contra a mulher. O Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) tem realizado várias ações, inclusive em escolas reforçando a prevenção e apresentando todos os canais de ajuda que o município oferece para vítima.

Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), o Dossiê Mulher de 2018 (referente ao ano de 2017) - dados de crimes relacionados à violência contra a mulher em Petrópolis, mostram que 37,3% das mulheres sofreram violência psicológica, 35,5% violência doméstica, 17,1% violência moral, 5,9% violência sexual e 4,1% violência patrimonial.

Ainda de acordo com ISP, boa parte dos crimes contra as mulheres são cometidos por pessoas com algum grau de intimidade ou proximidade com a vítima. Entre 2013 e 2017, ao todo, foram 225.869 pedidos de medida protetiva realizadas no estado do Rio de Janeiro, pela Polícia Civil para preservar a integridade física da vítima e de seus familiares, o que representa uma média diária de 123 solicitações nos últimos cinco anos.

“Fazemos ações de conscientização durante todo o ano. Estamos trabalhando na Campanha ‘16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher’, realizando várias palestras em escolas de todo o município. Estamos focando nos jovens pois esta violência contra mulher precisa acabar. O Cram realiza orientação jurídica, acompanhamento social e psicológico e trabalha em parceria com as delegacias de Petrópolis para atender à mulher em situação de violência – seja ela moral, verbal, patrimonial, física ou sexual”, destacou a coordenadora do CRAM, Cleo de Marco.

Dentro da programação da Campanha “16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, os Alunos da Escola Municipal Abelardo De Lamare, no Caxambu, do 6ª, 7ª e 8ª ano, participaram nesta segunda-feira (03.12) da palestra realizada pela equipe do CRAM – assistente social Olívia David em parceria com o Centro de Atenção Psicossocial contra Álcool e Drogas (CAPSadIII), sobre Violência Doméstica com a coordenadora Leandra Iglesias.

“A palestra foi muito boa para nos ajudar a saber o que é, e o que não é violência contra a mulher. Assim nós que somos jovens podemos ter mais entendimento e saber escolher uma pessoa legal para nos relacionarmos. Eu mesma já fiquei sabendo de caso sobre violência contra mulher e isso é muito ruim”, contou a aluna da unidade, Yasmin Santiago, que está no 8ª ano.

A diretora da EM Abelardo De Lamare, Jaqueline Fraguas contou que a ação é muito importante para que os jovens tenham consciência do que é violência. “Existe muita agressão verbal que a mulher acha que não é uma violência. A palestra veio mostrar os diferentes tipos de violência que às vezes já são considerados normais dentro de casa e deixam esse jovem também violento”, pontuou a diretora da unidade de ensino.

Dando continuidade na campanha, nesta terça-feira (04.12) às 14h, a equipe do CRAM da Escola São João Batista, no Duarte da Silveira e na quarta-feira (05.12) às 13h na Escola São Judas Tadeu, na Mosela. E ainda em um encontro especial, na segunda-feira (17.11) a equipe do CRAM fará uma palestra dedicada aos pais e responsáveis na Escola Municipal Abelardo De Lamare.

Para denunciar ou solicitar informações, pode ligar para o telefone 2243-6152 ou comparecer à sede do Cram, na Rua Santos Dumont, número 100, no Centro. O funcionamento é de segunda a sexta, de 8h às 17h. Em casos de emergência, a mulher pode ligar em qualquer horário para o número (24) 98839-7387, disponibilizado pelo órgão. Caso se sinta violentada de alguma forma, a mulher pode contatar a Polícia Militar pelos números 2291-5071, 2242-8005 ou 180, além de poder contatar via WhatsApp a emergência da Polícia Militar, pelo número (24) 99222-1489.

Os assistidos do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps Ad III) participaram, nesta quarta-feira (30.10), da palestra de conscientização ao combate da violência contra a mulher. A ação faz parte do projeto Mulher 365 dias, realizado pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), que é subordinado ao Gabinete da Cidadania. Na ocasião homens e mulheres puderam tirar suas dúvidas sobre violência doméstica, direitos da mulher, tipos de violência, além de conhecer toda a rede de assistência que o município oferece para essas vítimas. A palestra foi ministrada pela coordenadora do Cram, Cleo de Marco.

Uma plateia tímida, muito silêncio e olhares atentos para um assunto que está tão presente na vida de muitas pessoas: a violência contra mulher. Mais de 30 responsáveis de alunos da Escola Municipal Abelardo De Lamare, no Caxambu, participaram da palestra de conscientização pelo fim da violência doméstica, realizada pela equipe do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) em parceria com o Centro de Atendimento Psicossocial de Álcool e Drogas (CAPS ADIII).

“A equipe do CRAM esteve aqui fazendo uma palestra para nossos alunos. Eles gostaram tanto que pediram que elas voltassem, porém, para apresentar o tema para os pais. Fechamos essa parceria muito importante para escola. É uma semente plantada nos alunos”, pontuou a diretora da EM Abelardo De Lamare, Jaqueline Fraguas.

Durante a palestra, foi apresentado o trabalho que o CRAM realiza, além da abordagem de temas como: tipos de violência, perfis de violência, direitos da mulher e a importância de denunciar e não aceitar nenhum tipo de violência.

“O CRAM não é uma delegacia como muitos pensam. O Cram é um lugar que está sempre preparado para auxiliar e amparar as vítimas de violência, de forma jurídica, psicológica e assistencial. Muitas dessas vítimas desconhecem seus direitos e a Lei Maria da Penha”, destacou a coordenadora do CRAM, que é subordinado ao Gabinete da Cidadania, Cleo de Marco.

Aos poucos o grupo foi ficando mais à vontade e participando mais da discussão com perguntas e opiniões. A psicóloga do CRAM, Liane Diehl apresentou um vídeo com relatos reais que aconteceram em Curitiba, depoimentos detalhados de vítimas de violência que levaram muitas participantes às lágrimas.

“A violência doméstica acontece em qualquer lugar, classe social, raça ou cultura. A violência está na sociedade e precisa ser combatida. O discurso de gênero ainda é muito forte tanto nas mulheres quanto nos homens, fazendo existir uma competição, quando, na verdade, precisa de reciprocidade e respeito”, ressaltou a psicóloga do CRAM, Liane Diehl.

A mãe e responsável por duas alunas da escola, elogiou a ação. “Essa escola cresceu muito desde o ano passado. Gostei muito da palestra e quero dar parabéns pelo trabalho do CRAM e para a diretora da escola que sempre traz ações que somam para nossa comunidade”, contou Celeste Diniz.

O encontro foi finalizado com a explanação da coordenadora e psicóloga do CAPs ADIII, Leandra Iglesias, sobre a relação da violência contra a mulher e o uso de drogas e álcool. Segundo a coordenadora, o consumo de álcool está em primeiro lugar como condicionador de violência doméstica.

“Não tem como falar da violência contra mulher, sem falar da temática do uso de substâncias tóxicas. O uso do álcool pelo agressor é um dos principais fatores da agressão”, disse a coordenadora e psicóloga do CAPs ADIII, Leandra Iglesias.

Para denunciar ou solicitar informações, pode ligar para o telefone 2243-6152 ou comparecer à sede do Cram, na Rua Santos Dumont, número 100, no Centro. O funcionamento é de segunda a sexta, de 8h às 17h. Em casos de emergência, a mulher pode ligar em qualquer horário para o número (24) 98839-7387, disponibilizado pelo órgão. Caso se sinta violentada de alguma forma, a mulher pode contatar a Polícia Militar pelos números 2291-5071, 2242-8005 ou 180, além de poder contatar via WhatsApp a emergência da Polícia Militar, pelo número (24) 99222-1489.

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