Conselho Municipal de Política Agrícola e Fundiária

O Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico apresentou nessa sexta-feira (14.09) para produtores rurais, o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário. O programa oferece condições para que os trabalhadores rurais sem terra ou com pouca terra possam comprar um imóvel rural por meio de um financiamento. O assunto foi abordado durante a reunião do Compaf - Conselho Municipal de Política Agricola e Fundiária, realizada na EMATER.

Os recursos disponibilizados pelo PNCF ainda podem ser usados na estruturação da propriedade e do projeto produtivo e na contratação assistência técnica e extensão rural (Ater). Além da terra, o agricultor pode construir sua casa, preparar o solo, comprar implementos, ter acompanhamento técnico e o que mais for necessário para se desenvolver de forma independente e autônoma.

O programa foi apresentado pelo diretor do Departamento de Agricultura, José Maurício Soares. Segundo ele, o PNCF possui três linhas de crédito para atender os diferentes públicos da agricultura familiar. A linha que o trabalhador rural poderá acessar depende do perfil e do patrimônio familiar. Os juros variam entre 0,5% a 5,5 % ao ano, dependendo da renda e patrimônio do agricultor. O prazo para pagamento dos recursos pode ser de até 25 anos com 36 meses de carência.

“O que a Agricultura percebeu é que muitas pessoas têm a vontade de adquirir uma propriedade e se dedicar a agricultura, mas, devido à dificuldade em conseguir verbas, muitos estão saindo do campo e procurando outras atividades. Em Petrópolis a agricultura é forte. A terra é boa e muitas famílias passam a atividade por gerações e vendem, inclusive, para a merenda escolar, ou seja, há um campo grande de venda em um setor que gera empregos e garante o sustento de muitas famílias”, explica.

O crédito é direcionado aos agricultores sem-terra, na condição de diarista ou assalariado; arrendatários, parceiros, meeiros, agregados, posseiros e proprietários de terra cuja dimensão é inferior ao módulo rural. O potencial beneficiário deve ter, no mínimo, cinco anos de experiência rural nos últimos 15 anos. As famílias são as responsáveis pela escolha da terra e pela negociação do preço, além da elaboração da proposta de financiamento. Para isto, poderão contar com a rede de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) cadastrada. Todo o procedimento para a contratação se dá inteiramente nos estados, por meio das Unidades Estaduais (Unidade Técnica Estaduais - UTE e Unidades Gestoras Estaduais - UGE) e demais parceiros.

Quem se enquadra nos critérios do Programa, deve procurar o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais ou da Agricultura Familiar, ONGs e redes de Ater (credenciadas para a Fase 1), de seu município ou entrar em contato com a UTE ou Delegacias Federais do Desenvolvimento Agrário (UGE/DFDA). Para tirar as dúvidas dos produtores rurais, um encontro com um representante da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário será marcado no próximo mês pelo Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

A rotina não é fácil: acordar muito cedo nos dias de venda direta para o consumidor e verificar diariamente a qualidade dos produtos. Mas isso não desanima Jadir Correa da Silva Júnior, de 36 anos, que trabalha desde a adolescência na feira do Centro e do Alto da Serra. A tradição é familiar: o avô e o pai de Jadir também trabalhavam na feira. Na sua barraca, frutas frescas são encontradas com qualidade e bom preço, ele garante. Jadir é apenas um num universo de mais de mil trabalhadores que atuam nas feiras petropolitanas. Ao todo, treze feiras são realizadas na cidade: no Centro e até em bairros mais distantes como Nogueira, São Sebastião e Duarte da Silveira.

Os feirantes têm uma data que é só deles: 25 de agosto. A homenagem é datada de 25 de agosto de 1914 e surgiu em comemoração à primeira feira livre ocorrida no país, no Largo General Osório, em São Paulo.

“A feira é uma tradição seguida pelas famílias há gerações. É um costume do petropolitano acordar cedo e fazer a compra semanal nas barracas que já são conhecidas. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, através do Departamento de Agricultura, mantém o diálogo frequente com essa categoria. Muitos dos feirantes são das regiões produtoras da cidade. São mais de 700 famílias que vivem da produção, ou seja, uma parcela significativa da população que movimenta a economia da cidade”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fiorini.

Para Jadir, o dia do feirante é todo dia. A rotina começa às 2h, na montagem da barraca e segue até o final do dia, 18h, com a arrumação do caminhão: “É cansativo, mas, vale a pena. Trabalhar com o público é muito bom, você cria laços. A feira é uma tradição em Petrópolis. Temos amigos, separamos as frutas preferidas deles, e o ambiente familiar aproxima as pessoas. Eu levo minha filha de dois anos para a feira e ela adora”.

De acordo com o Departamento de Agricultura, as maiores feiras são a do Centro, Alto da Serra e Corrêas. “A venda direta ao consumidor final tem vantagens como o preço mais acessível. No contato com o produtor, o comprador consegue ainda averiguar a qualidade do produto e tirar dúvidas sobre a forma de plantio”, contou o diretor do departamento, José Mauricio Soares.

As feiras ocorrem das 6h às 13h30. No domingo a venda ocorre no Alto da Serra, São Sebastião, Itamarati, Corrêas, Nogueira e Duarte da Silveira.

Na terça-feira tem a feira do Centro. Já na quinta-feira tem venda direta no Henrique Raffard (Bingen) e Praça Pasteur.

Nas sextas, a feira ocorre na Francisco Manoel e General Rondon (Quitandinha). No sábado, no Centro e Valparaíso.

Vigilância Sanitária promove orientações para feirantes

Com o objetivo de orientar sobre as boas práticas do comércio e manipulação de alimentos, a Coordenadoria de Vigilância Sanitária (Covisa) está realizando encontros com os profissionais das feiras livres de Petrópolis. A primeira reunião, que aconteceu na quarta-feira (22.08), teve a participação de 15 feirantes.

“Como o segmento nunca fez parte anteriormente das ações da Vigilância Sanitária, nessa gestão, resolvemos implantar uma forma inovadora de ações específicas para os feirantes. Eles têm peculiaridades diferenciadas do restante do comércio de alimentos que precisam ser trabalhadas e diagnosticadas”, destacou a coordenadora de Vigilância Sanitária, Dayse Carvalho.

Essas capacitações fazem parte de uma série voltada para as feiras livres, em uma proposta de trabalho feita pela Vigilância Sanitária. Elas, na forma de roda de conversa, terão a segunda etapa na próxima quarta (29.08). “Na próxima semana, a ação educativa será destinada para feirantes que comercializam produtos de origem animal, como carnes, frangos, ovos, leites e derivados, entre outros”, explicou Dayse.

O projeto prevê outras capacitações até o mês de outubro, contemplando profissionais dos demais segmentos desse tipo de comércio, como o de hortaliças, lanches e produção de conservas - doces, geleias e temperos.

Sexta, 17 Agosto 2018 - 19:52

Censo Agro 2018 é entregue à prefeitura

Máquinas da patrulha mecanizada estão sendo recuperadas

Durante a reunião mensal do COMPAF – Conselho Municipal de Políticas Agrícolas e Fundiárias, realizada nessa sexta-feira (17.08), a prefeitura recebeu os dados do Censo Agro 2018, realizado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O documento revela as particularidades da agricultura no município, como o número de estabelecimentos agropecuários: 768. Na ocasião, o município deu uma boa notícia para os agricultores que participaram do encontro: as máquinas da patrulha rural – que auxiliam o trabalho no campo – fora de uso desde 2016, estão sendo recuperadas e vão entrar em operação em setembro. As revitalizações no Hortomercado Municipal também foram discutidas com os produtores rurais.

Os dados já estão sendo analisados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico. A cidade está avançando, mesmo com as dificuldades financeiras. Revitalizar estas máquinas é essencial para ajudar no incremento da produção rural.

Os dados do Censo Agro 2018 foram entregues por Sebastião Carvalho, coordenador do IBGE no trabalho de pesquisa. De acordo com o Censo, na cidade, são 768 estabelecimentos agropecuários. Com relação ao perfil do agricultor, 460 têm entre 30 e 60 anos; 228 têm mais de 60 anos e 40 têm menos de 30 anos. Com relação ao uso da internet, 452 não têm acesso à internet e 316 utilizam a tecnologia. Sobre as características da produção, 664 produtores se dedicam à agricultura. Destes, 452 realizam rotação de culturas.

Além das emendas parlamentares que beneficiarão a cidade no próximo ano com obras na cidade e nos distritos, o poder público vai liberar uma verba de aproximadamente R$ 100 mil para que sejam realizadas revitalizações no Hortomercado Municipal, em Itaipava.

Os ajustes serão feitos na parte elétrica, pintura e troca de piso, em comemoração aos 29 anos do Horto. Agradeço o apoio e a confiança de todos os que trabalham com a agricultura no município.

Na ocasião, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fiorini, adiantou que o poder público também está em busca de uma emenda para a compra de outras máquinas rurais. “A intenção é a de comprar principalmente uma trituradora para que possamos fabricar a brita, tão importante para manter as estradas vicinais. Também temos um projeto de construir no final do Parque Municipal um espaço para a transformação do lixo verde, recolhido pela Comdep, em adubo para os produtores da nossa cidade”, contou.

Sobre o Censo Agro 2018:

Os dados foram coletados entre setembro de 2017 e fevereiro de 2018. O objetivo do Censo Agropecuário, segundo o IBGE, é o de conhecer a realidade dos produtores e saber mais sobre o desenvolvimento agrícola no Brasil, mostrando o perfil do produtor rural. Os dados preliminares serão ainda analisados pelo próprio IBGE e serão disponibilizados em sua totalidade em setembro de 2019. Ainda nesse mês a prévia com os números totais referentes a todo o país será divulgados pelo Instituto.

O Censo também revelou o número de estabelecimentos de acordo com o que é produzido: 144 pontos de criação de galinhas, 131 estabelecimentos produzem ovos - são 69.473 dúzias de ovos produzidas ao ano. Outros 48 produzem leite de vaca - são 1.278.960 litros produzidos anualmente. O levantamento também revela o que a cidade mais produz. Com relação ao quesito horticultura, o que a cidade mais produz é: alface, couve, salsa, cebolinha, brócolis, coentro, beterraba, rúcula, chicória, cenoura, espinafre e chuchu.

Com relação à lavoura permanente são produzidos banana, limão, laranja, tangerina, abacate, jabuticaba, louro, manga, maracujá, goiaba, mamão e amora. Já os itens que compõem grande parte da lavoura temporária são: mandioca, abóbora, feijão preto, milho em grão, cana-de-açúcar, cebola, batata inglesa, alho e melão.

Números foram apresentados pelo IBGE para o Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico

Petrópolis possui atualmente 768 estabelecimentos agropecuários. O número foi revelado pelo Censo Agro 2018 – realizado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Os dados, que foram coletados entre setembro de 2017 e fevereiro de 2018, foram apresentados durante um encontro na sede da Emater, em Itaipava, para os integrantes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico na última semana.

Vale destacar que o último Censo Agropecuário foi realizado em 2007. O objetivo do Censo Agropecuário, segundo o IBGE, é o de conhecer a realidade dos produtores e saber mais sobre o desenvolvimento agrícola no Brasil, mostrando o perfil do produtor rural por sexo, idade, cor ou raça, alfabetização e escolaridade, utilização das terras, efetivos da pecuária, produção animal e vegetal, a forma de obtenção das terras e as práticas agrícolas utilizadas no estabelecimento, entre outros. Os dados preliminares serão ainda analisados pelo próprio IBGE e serão disponibilizados em sua totalidade em setembro de 2019. Ainda nesse mês a prévia com os números totais referentes a todo o país serão divulgados pelo Instituto.

Através dos dados coletados, foi constado que, entre 768 estabelecimentos agropecuários, 641 são comandados por homens e por 117 mulheres. Com relação ao perfil do agricultor, 460 têm entre 30 e 60 anos; 228 têm mais de 60 anos e 40 têm menos de 30 anos. Com relação ao uso da internet, 452 não têm acesso à internet e 316 utilizam a tecnologia. Sobre as características da produção, 664 produtores se dedicam à agricultura. Destes, 452 realizam rotação de culturas.

“É muito importante para o município esses dados. A partir dos números podemos traçar estratégias para o fomento da agricultura. São muitas familias que vivem da produção e abastecem cadeias produtivas, inclusive fornecendo para a merenda escolar. A equipe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico está analisando os dados e já planeja ações nos bairros onde a produção agrícola é maior para incentivar o aumento da produção e esclarecer os pontos positivos da formalização da atividade agrícola”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fiorini.

De acordo com José Maurício Soares, diretor do Departamento de Agricultura, alguns números mostrados pelo levantamento são bem expressivos. “Os números nos mostram detalhes importantes, quantificando as produções. Estamos sempre em contato com os agricultores e o objetivo do Departamento é o de promover ações que beneficiem essa classe”, contou.

Segundo Sebastião Carvalho, coordenador do IBGE no trabalho de pesquisa, os dados representam uma ferramenta importante para o poder público. “A partir desses números podem ser planejadas ações resolutivas referentes aos problemas que ainda são enfrentados pelos agricultores e, inclusive, mostrar a importância das cooperativas, além de estudar o êxito rural. Petrópolis tem uma representatividade na produção agrícola, principalmente nos bairros produtores como Caxambu e Brejal. Vale salientar que as informações coletadas são protegidas por lei e o IBGE utiliza os dados como estatística, somente o total é divulgado”, esclareceu.

O Censo também revelou o número de estabelecimentos de acordo com o que é produzido: 144 pontos de criação de galinhas, 131 estabelecimentos produzem ovos - são 69.473 dúzias de ovos produzidas ao ano. Outros 48 produzem leite de vaca, - são 1.278.960 litros produzidos anualmente.

O levantamento também revela o que a cidade mais produz. Com relação ao quesito horticultura, o que a cidade mais produz é: alface, couve, salsa, cebolinha, brócolis, coentro, beterraba, rúcula, chicória, cenoura, espinafre e chuchu.

Com relação à lavoura permanente são produzidos banana, limão, laranja, tangerina, abacate, jabuticaba, louro, manga, maracujá, goiaba, mamão e amora.  Já os itens que compõem grande parte da lavoura temporária são: mandioca, abóbora, feijão preto, milho em grão, cana-de-açúcar, cebola, batata inglesa, alho e melão.

Sobre o Censo Agro 2018: De acordo com o IBGE, cerca de 19 mil recenseadores visitaram mais de 5,3 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo o país. Além de dados sobre área, produção, características do pessoal ocupado, emprego de irrigação e uso de agrotóxicos, os recenseadores buscaram o perfil do produtor rural por sexo, idade, cor ou raça, alfabetização e escolaridade, utilização das terras, efetivos da pecuária, produção animal e vegetal e a forma de obtenção das terras

Uma área de 600 mil metros foi reflorestada dentro do projeto de Pagamento por Serviços Ambientais Hídricos da AGEVAP em parceria com a prefeitura, a REDEH e Comitê da Bacia Hidrográfica do Piabanh

Onze produtores rurais receberam o pagamento pelo reflorestamento de 600 mil metros quadrados de áreas degradadas na região do Brejal, em uma solenidade nesta sexta-feira (15.06) na Fazenda Vira-Mundo. O recurso de R$ 24 mil é da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP) que realiza o projeto de Pagamento por Serviços Ambientais Hídricos em parceria com a prefeitura, a Rede de Desenvolvimento Humano (REDEH) e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Piabanha. Em 24 meses de projeto, os agricultores realizaram práticas integradas de recuperação e conservação de afluentes da bacia hidrográfica do Rio Piabanha. A manutenção das áreas reflorestadas será realizada pela AGEVAP por mais um ano.

Ao longo de dois anos de projeto, foi realizado o plantio de 140 espécies nativas da Mata Atlântica. Também foram produzidos mais de 400 aceiros, que protegem as propriedades rurais de incêndios florestais. O projeto serve como exemplo de trabalho voltado para a educação ambiental.

Esse projeto é um exemplo de como se pode trabalhar pela preservação ambiental nas áreas agrícolas. A prefeitura vem realizando um trabalho importante nas escolas, com a Defesa Civil e a Secretaria de Meio Ambiente. É importante mostrar aos jovens que é possível realizar um projeto como esse desenvolvido aqui no Brejal.

A Secretaria de Meio Ambiente elogia o resultado do projeto e destaca que a ideia foi inspiradora e vai ser desenvolvida em outras áreas agrícolas de Petrópolis.

Em parceria com a Cervejaria Imperial e a Águas do Imperador, será ampliado para outras áreas agrícolas do município.  Esse projeto demonstra que produção rural e Meio Ambiente não são inimigos e devem caminhar sempre juntos.

O produtor Gustavo Aronovick, dono de uma fazenda de seis mil metros quadrados, disse que conseguiu aumentar a área de preservação em mais dois mil metros graças ao suporte do projeto. "Recebo, em média, 600 visitantes por ano dentro do Circuito Escultural. A quantidade de informação que é reproduzida graças a esse número é enorme. Além da proteção a essa área de preservação, que com certeza, é o principal benefício", garante.

"Esse projeto é muito importante para o Brejal, servindo de modelo para o restante dos agricultores daqui. É um exemplo bastante positivo para a nossa comunidade", afirma Alfredo Rodrigues Chaves, que reflorestou uma área de mil metros quadrados em sua propriedade.

Durante o evento de pagamento, houve também o anúncio de que a AGEVAP vai contribuir na manutenção da área reflorestada por mais um ano. "É impressionante ver a mudança na área reflorestada. É importante que a manutenção desse trabalho aconteça", explica David de Andrade Costa, especialista em recursos hídricos da AGEVAP.

Projeto de criação da Copape - Cooperativa de Produtos Orgânicos de Petrópolis

O fortalecimento da organização coletiva, a criação de uma cooperativa de processamento de produtos orgânicos e as ações necessárias para o aumento da produção orgânica foram discutidas durante uma reunião técnica de apresentação e discussão do projeto "Fortalecimento da agricultura familiar orgânica”, promovida pelo Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Fiocruz por meio do Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde - Fiocruz / Petrópolis.

Participaram do evento, na sede do Palácio Itaboraí, 36 pessoas, entre produtores, representantes da ABIO - Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro, Embrapa,  MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuário e Abastecimento, Sebrae e presidentes de associações.

“O objetivo foi o de promover o diálogo e a participação de agricultores, militantes e protagonistas da agricultura familiar orgânica de Petrópolis, de forma a agregar contribuições e sugestões na revisão e redefinição das diretrizes estratégicas que nortearão as ações do Projeto ‘Fortalecimento da Agricultura Familiar Orgânica em Petrópolis’”, explicou Daiana de Melo Gomides, integrante da equipe multidisciplinar responsável pelo projeto.

Petrópolis conta atualmente com cerca de cem produtores que se dedicam à produção orgânica e a intenção, segundo o Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, é a de estimular o crescimento da produção para que esse tipo de alimento atenda às demandas de setores como o gastronômico e hoteleiro. “Temos tudo para tornar esse tipo de produção mais uma vocação em Petrópolis. Através desse projeto criado pela Fiocruz, vamos ouvir os produtores e estudar a melhor forma de incentivo para que todas as ações pontuadas no projeto sejam realizadas com sucesso”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico Marcelo Fiorini.

O projeto, criado pela Fiocruz, foi contemplado no Acordo de Cooperação entre a Fiocruz/BNDES e Fiotec para promover a inclusão socioeconômica e o desenvolvimento sustentável de comunidades rurais e urbanas de baixa renda. Todo o programa compreende quatro eixos estruturantes: Organização coletiva /implantação da cooperativa; Implantação da Central de Processamento Mínimo; Canais de Comercialização; e Capacidade Produtiva. Os assuntos nortearam o encontro. Na ocasião, os participantes foram divididos em dois grupos e puderam refletir e apontar os principais desafios e obstáculos, bem como desenvolver propostas de ações e soluções de cada tema proposto. O projeto prevê a criação da Copope - Cooperativa de Produção Orgânica de Petrópolis. A iniciativa contará com o acompanhamento da Prefeitura, Fiocruz, Fiotec, BNDES, Embrapa, UFF - unidade Petrópolis e ABIO.

Segundo o levantamento feito pela Fiocruz, através de um esforço conjunto pode-se agregar valor aos produtos orgânicos produzidos no município e o processamento pode auxiliar nessa questão, inclusive facilitando o atendimento das demandas de diferentes setores.

O encontro, segundo Daiana, gerou ampla discussão e envolvimento dos participantes. “Diversas propostas de estratégias de ação e desdobramentos foram levantadas e serão consolidadas, avaliadas e aplicadas na perspectiva de uma construção coletiva de um plano de ação. Os próximos passos compreendem a divulgação e apresentação do projeto aos grupos de agricultores orgânicos do município, fazer levantamento dos agricultores interessados em participar da cooperativa, fazer o levantamento de demanda de consumo de produtos orgânicos e elaborar o projeto da Central de Processamento. Depois destas etapas, o projeto será revisado e submetido a nova avaliação pelo BNDES”.

“Essa foi a primeira reunião. Agora, a partir da devolutiva dos produtores, vamos nos organizar para cumprir as próximas ações previstas no cronograma”, explicou o diretor do Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, José Mauricio Soares.

Futuramente, o projeto prevê o aumento da produção local de alimentos orgânicos em 30% ao ano, com os alimentos processados utilizados nos setores locais como restaurantes e hotéis, além de departamentos da prefeitura. Também está prevista a formalização dos produtores e a certificação para comercialização nacional, além da criação de um observatório permanente de produção e gestão agrícola orgânica

Representantes das associações dos produtores rurais de Petrópolis participarão da reunião técnica de apresentação e discussão do projeto "Fortalecimento da agricultura familiar orgânica”, promovida pelo Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico em parceria com a Fiocruz por meio do Fórum Itaboraí. O encontro será realizado nesta sexta-feira (08.06), às 9h, no Palácio Itaboraí.

O objetivo, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, é o de mostrar toda a potencialidade da produção orgânica. “Temos na cidade aproximadamente 100 produtores que se dedicam à produção orgânica. Uma atividade que pode ser melhor explorada no nosso município, atendendo inclusive a uma tendência do mercado que está em constante crescimento, o da venda direta de produtos orgânicos”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fiorini.

O projeto, criado pela Fiocruz, foi contemplado no Acordo de Cooperação entre a Fiocruz /BNDES e Fiotec para promover a inclusão socioeconômica e o desenvolvimento sustentável de comunidades rurais e urbanas de baixa renda.

O projeto visa ainda consolidar e fortalecer o sistema produtivo orgânico, na perspectiva cooperativista e sustentável, mediante organização coletiva dos agricultores orgânicos, além da implantação e estruturação de uma central de processamento mínimo, o fortalecimento e ampliação dos canais de comercialização e o fortalecimento da capacidade produtiva, observando o desenvolvimento local, a melhoria da qualidade da produção, da renda e das condições de vida dos agricultores e familiares, conservação e preservação do meio ambiente e promoção da saúde.

“Esse será um primeiro encontro onde as propostas serão apresentadas. Queremos ouvir os agricultores que se dedicam à produção do orgânico, entender suas dificuldades e buscar alternativas para o aumento da produção e consequentemente facilitar a venda para estabelecimentos locais”, explicou o diretor do Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, José Mauricio Soares.

Praça 14 Bis, Hortomercado Municipal e feiras nos bairros até no final de semana

A venda de legumes, frutas e hortaliças na Praça 14 Bis, no Centro, continua até domingo (03.06) segundo o Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.  Em poucas horas, todos os produtos estão sendo vendidos e maior procura ocorre por parte dos donos dos restaurantes.

O Hortomercado Municipal funcionará normalmente de quinta-feira (31.05) – feriado de Corpus Christi até domingo. A venda direta na Praça 14 Bis também vai funcionar até domingo e as feiras estão mantidas: quinta-feira no Bingen – Rua Henrique Rafard e na Praça Pasteur; Sexta-feira na Rua Francisco Manoel, no Centro; Sábado na Rua Visconde de Souza Franco e domingo no Alto da Serra e Duarte da Silveira.

“Os produtos estão se esgotando em poucas horas, tanto na Praça 14 Bis quanto no Hortomercado Municipal. A venda direta facilitou a vida das pessoas que estão em busca de legumes e hortaliças e principalmente dos restaurantes que precisam abastecer os seus estoques para atender a clientela. Todas as feiras estão mantidas e acreditamos que, aos poucos, a situação será normalizada”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fiorini.

No Hortomercado Municipal as vendas nessa quarta-feira ocorreram em tempo recorde: cerca de duas horas. Segundo o diretor do Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, José Maurício Soares, a oferta no local aumentará com a abertura do Horto no feriado. “A venda rápida mostra que as pessoas estão à procura dos produtos da nossa cidade o que ajuda o produtor a escoar a produção que ficou parada durante a semana. O Horto vai funcionar no feriado e até o fim de semana para atender a demanda da população”.

Restaurantes compram direto com produtores

Nessa quarta-feira (30.05) os produtos que chegaram na Praça 14 Bis foram separados e enviados para restaurantes. José Roberto Martins é produtor de hortaliças no Caxambu. Para complementar a venda nas feiras em que participa – Centro e Alto da Serra, José Roberto busca mercadorias em Minas Gerais. Ele trouxe dois caminhões com legumes como couve flor, tomate e pimentão, mas, não chegou a montar a barraca para a venda: todo o carregamento foi comprado por restaurantes.

“Trouxe aproximadamente 600 quilos de produtos e os restaurantes entraram em contato e fizeram os pedidos. Uma parte será separada e ficará a venda na Praça 14 Bis na quinta. Felizmente estamos correndo atrás do prejuízo. Essa semana foi muito complicada. O prejuízo de uma semana sem conseguir escoar a produção é incalculável”, disse José Roberto.

Braulio Azevedo é feirante há 20 anos. No Bonfim, onde ele mora, há  cultivo de hortaliças. Como José Roberto, ele também compra legumes e frutas de terceiros para complementar a venda nas feiras. “Consegui encomendar alguns produtos, como tomate, abóbora e couve flor para garantir a venda nas feiras e não deixar os meus clientes na mão. Ainda estamos encontrando dificuldades para encontrar frutas, como banana, mas acredito que aos poucos a situação vai normalizar. O importante é que os clientes saibam que as feiras vão funcionar normalmente”.

Adelson Figueiredo é proprietário de quatro restaurantes. Ele comprou de José Roberto cerca de 200 quilos de legumes. “Tivemos que adaptar o cardápio e usamos tudo o que tínhamos no estoque, agora, estamos conseguindo comprar com os produtores da cidade uma parte dos produtos. É um respiro e nos ajuda a manter as vendas”, contou.

Demanda faz agricultores do Caxambu venderem produtos em casa

Com a greve dos caminhoneiros, os produtores agrícolas do Caxambu, também foram prejudicados com a falta de combustível nos últimos dias. A grande demanda, junto à necessidade de vender as verduras com rapidez, para que não houvesse mais prejuízo, alguns agricultores começaram a vender os produtos no próprio local de cultivo e até mesmo em suas residências.

 O produtor agrícola José Carlos Farroco Vieira, contou que as pessoas estão indo até o Caxambu para adquirir os produtos. “Estou vendendo aos poucos. Ainda não tenho combustível para sair. Esta semana, já vendi tudo o que eu colhi, para pessoas que vieram até a minha casa. Eu ainda tenho muita coisa para colher e preciso vender ainda essa semana, para não ter prejuízo”, disse o produtor.

Legumes, verduras e frutas ficarão à venda na Praça 14 Bis até domingo (03.06)
No Horto, produtos são vendidos do pátio

Para facilitar a venda dos produtos agrícolas dos produtores petropolitanos – o escoamento da produção foi prejudicado devido à falta de combustível nos últimos dias – o Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico permitiu que agricultores colocassem produtos à venda no pátio do Hortomercado Municipal, em Itaipava, e na Praça 14 Bis, no Centro, nessa terça-feira (29.05). Nos dois locais todos os produtos foram vendidos rapidamente, em até três horas.

Nesta quarta-feira (30.05) a venda também será permitida nesses dois locais. Vale salientar que o Hortomercado Municipal será aberto na quinta-feira (31.05) – feriado de Corpus Christi e funcionará normalmente até domingo. A venda direta na Praça 14 Bis também está autorizada a funcionar até domingo.

A preocupação é com a venda dos produtores que foram afetadas nessa semana. Ao permitir a venda nesses pontos, em Itaipava e no Centro, os produtores têm a oportunidade de vender diretamente para a população. O funcionamento do Hortomercado Municipal no feriado e final de semana está garantido, bem como as feiras que ocorrem no fim de semana.

Laranja, tangerina, tomates, alface, brócolis, repolho, couve e cebola foram alguns dos itens que ficaram à venda no Hortomercado. “A Secretaria de Desenvolvimento Econômico está em contato direto com os produtores ouvindo as demandas e tentando ajuda-los no escoamento da produção. A venda direta no Horto e na Paça 14 Bis foi adotada nessa semana também para ajudar a população que está em busca de produtos como legumes e frutas, já que alguns itens estavam em falta em alguns pontos de venda”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fiorini.

A venda direta na Praça 14 Bis ocorrerá até domingo, a partir das 7h30. “Isso possibilitará que as pessoas que moram no Centro e bairros próximos também possam comprar direto com os produtores. Além dessa venda direta, estamos em contato com as grandes redes de supermercados mostrando as vantagens de se comprar direto dos produtores de Petrópolis”, contou o diretor do Departamento de Agricultura, José Maurício Soares.

Henrique Mesquita, produtor há 35 anos, explicou que os cerca de 600 quilos de produtos, entre hortaliças e legumes, que foram colocados à venda nessa terça-feira na Praça 14 Bis terminaram em três horas. “Estamos trabalhando com 70% da nossa capacidade porque alguns produtos que chegam de fora para completar a nossa venda, como determinadas frutas, ainda não chegaram. Mas tudo o que foi colocado na banca hoje foi vendido rapidamente, principalmente para as pessoas que moram no Centro da cidade. As pessoas que estão precisando comprar os produtos agrícolas podem encontrar alimentos de qualidade tanto na Praça 14 Bis quanto no Hortomercado. A possibilidade de venda durante a semana está ajudando a categoria”, explicou.

Stands com produtos na Marina da Glória, no Rio de Janeiro

Petropolitanos estão marcando presença na 7ª edição do Green Rio 2018, evento que conta com palestras sobre bioeconomia, orgânicos, cosméticos sustentáveis e alimentação saudável, além de stands com expositores de diversos estados do Brasil, oficinas de gastronomia e rodadas de negócios. Os produtos de Petrópolis, como compotas doces, mel e cogumelos ficarão expostos até sábado.

“O Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico marcou presença no evento dando suporte para os produtores de Petrópolis que levaram seus produtos e puderam mostrar a qualidade do que é produzido na nossa cidade. Petrópolis conta com mais de 800 produtores que fornecem para vários segmentos como hotéis e restaurantes. São petropolitanos que se dedicam a oferecer sempre o melhor para o consumidor final”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fiorini.

O público que visita o Green Rio 2018 – que termina nesse sábado (26.05), além de conhecer produtores comprometidos com alimentação saudável e desenvolvimento sustentável, tem acesso a Conferência Green Rio com palestrantes do Brasil e de outros países. A programação de sábado começa às 10h30. Nesse dia, as palestras abordarão temas como os objetivos do Desenvolvimento Sustentável, papel do Consumidor como agente de transformação; Bioinsumos; Alimentação Escolar, Compras Governamentais, Agricultura Orgânica e Cadeia de Fitoterápicos e Agricultura Familiar.

Estão participando da feira três produtores das regiões do Bonfim, Vale das Videiras e Brejal.

“O fortalecimento da produção agrícola é um ponto essencial para o desenvolvimento econômico das cidades. Em Petrópolis, a situação não é diferente. Os agricultores buscam sempre a melhor forma de produção o que garante alimentos de qualidade. Por isso, a participação deles em uma feira como o Green Rio é tão importante, para que mostrem as suas produções para o público de fora e conheçam as tendências da produção agrícola”, explicou o diretor do Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, José Maurício Soares.

Luís Otávio Ribeiro, do Bonfim, levou pela primeira vez para o Green Rio, os produtos produzidos pela sua família: mel, cogumelos, própolis e xaropes. A tradição familiar virou um negócio que faz sucesso no Hortomercado Municipal, onde a família tem um stand. “Muito importante essa participação no Green Rio. Fizemos muitos contatos e participamos das rodadas de negócios, um diferencial no evento. Muitas pessoas nos disseram que não conheciam esses produtos de Petrópolis e ficaram realmente entusiasmados com a produção. É animador mostrar tudo o que criamos com muito trabalho e carinho”, disse.

As compotas do Armazém Sustentável, produzidas no Brejal também marcaram presença no Green Rio: geleias e chutneys. “A feira está maravilhosa. Participamos todos os anos. Está muito bonita e organizada e Petrópolis está muito bem representado. A expectativa é a de ultrapassar o que vendemos no ano passado, cerca de cinco mil em compotas”, explicou Gustavo Aronovick.

Flavia Guedes e Cristina Sales, do Arte em Conserva, também levaram compotas e doces produzidos no Vale das Videiras para a feira. “Estamos vendendo bem, fazendo negócios e mostrando o potencial produtivo da nossa cidade. Agora, vamos nos preparar para o Rio Gastronomia, que vai ocorrer em agosto, no Pier Mauá”.

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