Defesa Civil orientou os comerciantes para que possam se preparar em casos de chuvas forte e inundações, evitando assim possíveis perdas e danos em suas lojas

A equipe da Defesa Civil apresentou aos comerciantes do Centro Histórico, nesta segunda-feira (28/11), o Protocolo de Inundação. Os agentes orientaram sobre como os lojistas devem proceder em casos de chuvas fortes e inundações. O evento ocorreu no Centro de Cultura Raul de Leoni.

"Estamos consolidando e ampliando as ações de proteção e resiliência, e isso inclui os lojistas, que merecem a nossa atenção, pois são atores importantes para o desenvolvimento do município. Este é mais um passo em prol de uma cidade mais resiliente", disse o prefeito Rubens Bomtempo.

Ainda como parte da ações, a partir de agora, os lojistas contam com um canal direto com a Defesa Civil. Eles vão receber informes da Defesa Civil direcionados sobre a área, para que possam se preparar para qualquer ocorrência, evitando assim possíveis perdas e danos em suas lojas.

“Esta é uma ação de suma importância não só para os lojistas, mas também para a equipe da Defesa Civil como um todo. Para a equipe técnica, é imprescindível saber que os lojistas estão cientes de como agir nessas situações, pois eles [comerciantes] serão os replicadores para turistas e transeuntes. Ou seja, tocou a sirene, o que fazer? É saber que tem um tempo resposta até que a água chegue até o Centro. Este tempo resposta foi definido através do estudo da equipe técnica da Defesa Civil.", disse o Secretário de Proteção e Defesa Civil, Gil Kempers.
O Protocolo de Inundação é uma ação que integra o Plano de Contingência para as chuvas de verão 2022/2023, com o objetivo de construir uma cidade cada vez mais resiliente.
"Esse treinamento para os lojistas do Centro Histórico traz realmente maior capacidade para nós, comerciantes, para atuarmos em meio ao caos. Saber o que fazer e quanto tempo temos para agir tem uma significância enorme para o comerciante, que em situações de enchentes, sabe que pode perder toda sua mercadoria, todo o seu ganha pão. Isso é uma preocupação a mais pra gente, e com certeza estando treinado e ciente do tempo de ação, nos sentimos amparados em um momento de tanta tensão", disse Gisele Carvalho, lojista do Centro Histórico.

Criado neste ano pela Prefeitura, conselho decidirá uso de fundo de R$ 1,5 milhão

Petrópolis teve na última semana um grande marco na história da cultura da prevenção de desastres das chuvas da cidade: a primeira reunião do Conselho Municipal de Defesa Civil.

Poder público, sociedade civil e representantes de instituições envolvidas com o tema juntos, na Casa de Educação Visconde de Mauá, debatendo políticas públicas para a Defesa Civil da cidade.

“Aqui é um espaço de participação popular. Um espaço para buscarmos juntos soluções para a questão das chuvas na cidade. Juntos, buscaremos que todos os cidadãos incorporem a cultura da prevenção. Acho que poderemos criar, no conselho, uma câmara técnica para discutir a questão da resiliência nas escolas. Temos que pensar também na presença das agentes comunitárias de saúde e de endemia no conselho, que são agentes que têm muita capilaridade na cidade. E quanto aos Nudecs (Núcleos Comunitários de Defesa Civil), eles precisam ser cada vez mais instrumentalizados”, disse o prefeito Rubens Bomtempo.

Presença das comunidades no conselho

O Conselho Municipal de Defesa Civil foi criado pela Prefeitura neste ano. Entre as atribuições do conselho será decidir o uso dos recursos do Fundo Municipal de Defesa Civil – regulamentado pela Prefeitura também neste ano.

Para todo o ano de 2022, a gestão anterior do município definiu um orçamento de cerca de R$ 200 mil para a Secretaria de Defesa Civil. Já para 2023, a atual gestão está orçando, somente para o Fundo de Defesa Civil, R$ 1,5 milhão – recursos que terão o uso decididos pelo Conselho Municipal de Defesa Civil.

O presidente do conselho é o secretário de Defesa Civil, Gil Kempers. A vice-presidente é a diretora do Nudec (Núcleo Comunitário de Defesa Civil) do Vale do Cuiabá, Cristina Rosário.

“Estou muito feliz de fazer parte do conselho. Eu sou sobrevivente das chuvas de 2008 e hoje sou coordenadora de um Nudec, que é formado por 12 mulheres, e trabalho para salvar vidas. Agradeço o prefeito por ter abraçado a todos nós, a comunidade”, disse Cristina.

Evolução da Defesa Civil desde 2001

A procuradora de Justiça do Ministério Público estadual Denise Tarin participou da primeira reunião do conselho. Ela falou sobre a importância do conselho para a cidade e sobre a evolução da Defesa Civil desde 2001, quando o prefeito Rubens Bomtempo assumiu o seu primeiro mandato.

“Estar hoje aqui é para mim uma celebração. Porque eu busco o Conselho de Defesa Civil mesmo quando não tínhamos sequer estrutura física. O prefeito, quando chegou, (a Defesa Civil) era uma salinha ao lado da sala do prefeito, que funcionava como uma coordenação de dois. Não tinha imóvel, não tinha telefone, não tinha carro, não tinha agente, não tinha nada. Era essa a história antes de 2001”, disse a procuradora.

Desde então, a Defesa Civil: deixou de ser uma coordenadoria e passou a ser uma secretaria; ganhou sede própria; fez parceria com o Japão na prevenção de desastres das chuvas; teve o trabalho reconhecido pela ONU; e está com um inédito concurso para agentes previsto para os próximos meses; entre outras conquistas.