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Quinta, 06 Janeiro 2022 - 10:05

Assistência Social e Saúde promovem reunião sobre busca ativa e atendimento à extrema pobreza

Assistência Social e Saúde promovem reunião sobre busca ativa e atendimento à extrema pobreza

Secretarias realizam trabalho intersetorial para garantir direitos dos que estão em situação de extrema vulnerabilidade social

As Secretarias de Assistência Social e Saúde iniciaram, nesta quarta-feira (5), um trabalho para organizar a busca ativa e atendimento à população em extrema pobreza na cidade. De acordo com o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), do governo federal, há 2.410 famílias em situação de extrema pobreza em Petrópolis no ano passado. Destas, 535 famílias não recebiam nenhum benefício.

A Superintendente de Atenção à Família, Claudia Respeita, disse que a Assistência Social está trabalhando desde o ano passado a questão da extrema pobreza, por conta da pandemia. “Fazemos um trabalho com a Secretaria de Saúde, Secretaria de Educação e de Assistência Social. Como no momento a Educação está em férias, estamos realizando esta reunião para saber como estão os trabalhos, identificar as famílias que estão em situação de extrema pobreza”, declarou.

A Diretora da Atenção Básica em Saúde, Luana Mello, que é responsável pelos 47 postos de saúde da família e das nove Unidades Básicas de Saúde, explicou que os agentes comunitários de saúde estão fazendo um trabalho de busca ativa, com a equipe do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF). “Essa busca consiste em identificar famílias que estão em situação de extrema vulnerabilidade social, de extrema pobreza e no intuito de inserir essas famílias em programas sociais que temos em Petrópolis”, afirmou.

A Assistente Social, Denize Militão, falou sobre como é feita a busca ativa. “Estamos fazendo esse trabalho intersetorial, algumas famílias estão sendo chamadas nos equipamentos, para passarem novamente pelos atendimentos. Elas são famílias identificadas como de extrema pobreza e estão passando por todos os cuidados de todas as secretarias. Estamos diagnosticando quem é, de fato, que está nesta condição ou se o quadro mudou. Se a pessoa conseguiu um emprego, uma renda, se morreu. Assim atualizamos o cadastro direcionando para o benefício correto, caso haja necessidade: Cartão Imperial, cesta básica, encaminhamento para a rede ou encaminhamento de emprego”, disse.

Os profissionais afirmaram que a demanda está muito grande, principalmente com o fim de alguns benefícios, como o auxílio emergencial, que impactou fortemente a economia petropolitana, principalmente essas famílias em questão.

Estiveram presentes assistentes sociais, nutricionistas e psicólogas dos Centros de Referência de Assistência Social, além dos profissionais da saúde ligados ao Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e Centro de Saúde. De acordo com Claudia, o trabalho consiste em identificar e recadastrar essas famílias para serem incluídas nos benefícios que têm direito. Tanto na política de saúde, como de assistência social, para que minimize essa questão da extrema pobreza em Petrópolis.

Essas ações são para trabalhar a vulnerabilidade dessas famílias, com todas as Secretarias em conjunto. Quem precisar de alguma orientação, basta ir até uma unidade do CRAS. São 9 equipamentos espalhados por todo o município.


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