Iniciativa, realizada em parceria com a Prefeitura Municipal de Petrópolis e o Sicomércio Petrópolis, recebe inscrições no dia 11 de maio na Praça Dom Pedro II, no Centro

O Senac RJ leva a Escola Móvel de Beleza ao município de Petrópolis com oferta de 126 vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional. A iniciativa, promovida em parceria com a Prefeitura de Petrópolis e com o Sicomércio Petrópolis, visa impulsionar o setor de comércio e serviços da região. As inscrições serão realizadas no dia 11 de maio, quarta-feira, a partir das 10h, por ordem de chegada, na Praça Dom Pedro II, no Centro

Pessoas em busca do aprimoramento de suas habilidades ou que querem empreender no segmento de Beleza, terão opções de cursos de Manicure e Pedicure, Técnicas Básicas de Cabeleireiro, Técnicas Básicas de Maquiagem, Aperfeiçoamento Cabelos Crespos e Cacheados, Penteados e Maquiagem. As aulas iniciam a partir do dia 19 de maio, em dois turnos: manhã (das 8h às 12h) e tarde (das 13h às 17h).

Para se candidatar às vagas, os interessados deverão ser maiores de 16 anos, possuir Ensino Fundamental I completo e apresentar os seguintes documentos no ato da matrícula: original e xerox de identidade, CPF, comprovante de residência, comprovante de escolaridade (xerox do histórico ou certificado escolar, declaração de escolaridade original dentro da validade) ou autodeclaração informando que sabe ler, escrever e realizar as 4 operações matemáticas. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de um responsável legal que apresente original e cópia de seus próprios documentos de identidade e CPF e do candidato.

As Escolas Móveis Senac RJ são carretas-escola que levam cursos profissionalizantes a comunidades em todo o estado do Rio de Janeiro, ampliando a cobertura regional da instituição. As aulas são ministradas em um moderno ambiente de aprendizagem, equipado com materiais específicos das áreas de formação oferecidas: Informática, Gastronomia e Beleza.

Serviço:

Escola Móvel de Beleza Senac RJ em Petrópolis

Local: Praça Dom Pedro II | Rua 16 de Março, 235 - Centro - Petrópolis

Inscrições: 11 de maio, quarta-feira, a partir das 10h, por ordem de chegada.

Início das aulas: a partir do dia 19 de maio

Horários: manhã (das 8h às 12h) e tarde (das 13h às 17h)

Cursos oferecidos:

- Manicure e Pedicure
- Técnicas Básicas de Cabeleireiro
- Técnicas Básicas de Maquiagem
- Aperfeiçoamento Cabelos Crespos e Cacheados
- Penteados e Maquiagem

Obra, retomada pela Prefeitura neste ano, restaura áreas externa e interna do símbolo da cidade

Quando o Palácio de Cristal for reaberto, antes da Bauernfest, os petropolitanos e turistas vão desfrutar de uma inovação de que poucos espaços públicos ao ar livre dispõem no país: o piso fulget, em lugar do antigo pedrisco. O novo piso usa a tecnologia para manter estética semelhante, mas com maior conforto, além de ser antiderrapante e permeável à agua da chuva. A moderna pavimentação vai agregar ainda mais valor estético a um dos bens históricos mais conhecidos de Petrópolis.

A adoção do fulget é uma das novidades da reforma do Palácio de Cristal – todas, aprovadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O monumento em ferro e vidro, que remonta ao século XIX, vai ser entregue ao público ao fim de obras.

O prefeito Rubens Bomtempo destaca a relevância da reabertura do Palácio de Cristal com o novo piso da área ajardinada e outras novidades.

“Estamos unindo tradição histórica e tecnologia a serviço do melhor atendimento dos petropolitanos e de nossos visitantes, valorizando um bem de características únicas no Brasil”, assinala. A entrega da reforma está prevista para junho, dois meses antes da edição 2022 da Bauernfest.

Qualidade e estética

O fulget é uma técnica de pavimentação que utiliza granito e quartzo triturados e aglutinados com resina, proporcionando drenagem e resistência. Adotado em espaços como o Terreirão do Samba, no centro carioca, e na área externa da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), no bairro paulistano do Butantã, o novo piso será aplicado nos quase 600 metros de passeios do jardim do palácio – uma área pavimentada de 2.240 metros, das quais 780 metros vão suportar o peso de veículos.

Os caminhos de fulget ao redor do Palácio de Cristal terão placa desse material com espessura de 2,5 centímetros, sobre camada de 16 centímetros de pedra britada, assentada em solo compactado. Para eficiência da drenagem nos dias de chuva, um sistema de recepção de água instalada em meio à brita será conectado à rede pluvial. No trecho com capacidade para automóveis, ligado ao portão lateral do jardim, o fulget terá base de concreto.

“Vamos incorporar não somente um piso de característica drenante à estética do Palácio de Cristal, mas também de melhor qualidade, sem fugir visualmente do que existia antes”, diz na Secretaria de Obras, Habitação e Regularização Fundiária da Prefeitura o engenheiro Diego Cariús Machado, do Departamento de Obras Públicas. Responsável pelo acompanhamento da reforma, ele explica que o fulget será aplicado na fase final de replantio do jardim.

Revitalização integral

O investimento na reforma do Palácio de Cristal está dividido em dois contratos de obras. O mais antigo abrange a recuperação da área externa, incluída a instalação do piso fulget, a recuperação dos banheiros e a instalação de elevador de acesso a eles, no subsolo.

O segundo contrato de obras foi firmado em fevereiro deste ano, após o levantamento arqueológico intensivo no terreno do palácio, que levou à paralisação das obras entre abril de 2021 e o início de 2022. O contrato selado em fevereiro inclui serviços como a recuperação e pintura dos forros de madeira do palácio, da portaria e dos gradis do muro, pintura da estrutura de ferro e da cobertura, impermeabilização das bases dos chafarizes, troca de vidros e rejuntamento do piso interno.

“Sem as obras que iniciamos em fevereiro, teríamos uma área externa recuperada e nova, mas o Palácio de Cristal, em vez de passar por revitalização, estaria com pintura desgastada e vários outros problemas”, diz o engenheiro Diego Cariús Machado, para destacar que o segundo contrato de obras complementa o primeiro, garantindo a completa revitalização de um dos mais famosos cartões-postais de Petrópolis.

A Prefeitura, por meio de uma parceria entre as Secretarias de Saúde e Educação, está retomando de forma presencial, o Programa de Saúde Bucal nas escolas. Com o lema “Prevenção em saúde bucal por um sorriso mais saudável”, as equipes iniciaram as visitas pelos Centros de Educação Infantil e, desde o dia 29 de abril, já estiveram em três unidades.

Além de orientações aos funcionários dos CEIs, as crianças aprendem a melhor técnica para realizarem a escovação, a importância da utilização de fio dental e recebem kits para manter a higiene, com escovas e creme dental. “Essa integração entre as secretarias é essencial para o bom funcionamento dos programas, principalmente o de saúde bucal. O objetivo é garantir a orientação das nossas crianças e mostrá-las a importância desse cuidado, pois muitas doenças estão relacionadas a saúde bucal”, frisa o prefeito Rubens Bomtempo.

De acordo com o secretário de Saúde, Marcus Curvelo, as visitas nas escolas acontecem de forma periódica. “As equipes são formadas por dentistas, que já realização o projeto há pelo menos 20 anos, objetivando prevenção da cárie em crianças trabalhando em parceria com a secretaria de educação”, explica Curvelo.

A coordenadora do Programa de Saúde na Escola, Deborah Cinelli, explica que o programa atua junto com a diretoria de Saúde Bucal, para prevenir doenças causadas por bactérias presentes na cavidade bucal. “Uma alimentação saudável, escovação adequada, utilização de fio dental e visita ao dentista duas vezes ao ano, são pilares para uma boa saúde e auto estima”, pontua.

Com 87% das ocorrências atendidas, equipes da Defesa Civil seguem em atuação diária por todas as localidades atingidas

Mais de 9 mil laudos de vistorias estão concluídos pela Secretaria de Defesa Civil de Petrópolis. Esse número representa 87% dos mais de 10,4 mil Registros de Ocorrências (RO) cadastrados desde o dia 15 de fevereiro, incluindo os dos desastres da chuva de março. Nos últimos 80 dias, as equipes de engenheiros, geólogos, tecnólogos e geógrafos do município trabalham diariamente com reforço no efetivo, para garantir celeridade no atendimento a todos os casos registrados em áreas de cerca de 60 localidades no município.

Diariamente, os 30 profissionais da Defesa Civil do município, se distribuem na realização de vistorias, elaboração de laudos e análises de áreas de risco. Nesta quinta-feira (5), 22 equipes vistoriaram 15 localidades, entre as quais o Floresta, Morin, Alto da Serra, Castelânea, São Sebastião, Quitandinha, Nogueira, Bingen, Centro, Siméria, Meio da Serra, Vila Felipe, Sargento Boening, Coronel Veiga e Valparaíso. Além das vistorias, as equipes contam ainda com o apoio do Departamento de Recursos Minerais (DRM), no suporte para a avaliação de áreas afetadas, com a demarcação de 277 polígonos de risco remanescentes.

“Estamos com nossas equipes técnicas inteiramente voltadas para o atendimento célere de todos os registros de ocorrências. Diariamente estamos em atuação nas áreas afetadas e vamos continuar com esse trabalho intensificado, inclusive aos fins de semana, para concluir todos os atendimentos referentes às chuvas”, destacou o secretário de Defesa Civil, o Tenente Coronel Gil Kempers.

A maior parte das ocorrências foi por deslizamentos. Dos registros, mais de 7,9 mil foram por deslocamentos de massa e blocos de rocha. Ao todo, mais de 6,5 mil imóveis foram interditados. Os laudos técnicos podem ser retirados em atendimento na sede da Defesa Civil, que fica na Rua Buarque de Macedo, 128 – Morin ou solicitados por meio de cadastro no site https://www.petropolis.rj.gov.br/dfc/. O pedido para a realização de vistoria pode ser feito pelos telefones 199 ou pelo 2246-9281 e ainda por atendimento presencial na secretaria.

A CPTrans realizou uma operação contra estacionamento irregular, na manhã de quarta-feira (4), no bairro Dr. Thouzet. Foram autuados 12 veículos em estado de abandono. Outros dois foram notificados por estarem sobre a calçada. Além disso, motoristas de outros seis veículos que estavam estacionados irregularmente foram advertidos pela equipe da CPTrans e retiraram seus carros do local.

"Os carros estacionados irregularmente em calçadas ou áreas proibidas prejudicam a circulação de pedestres e de veículos. A cidade sai perdendo com isso. Quem tem carro deve entender que não pode invadir o direito do outro. Por isso, seguiremos realizando essas operações, para coibir cada vez mais essa prática na nossa cidade", disse o diretor-presidente da CPTrans, Jamil Sabrá.

Os proprietários dos carros que foram adesivados pela CPTrans com a autuação têm sete dias para retirares os seus veículos do local, sob pena de reboque.

Veículos abandonados

O recolhimento de veículos abandonados em vias públicas de Petrópolis é regulamentado pelo decreto municipal 270, de 20 de dezembro de 2013.

Conforme o decreto, quando um agente de trânsito constata um veículo nessa situação, ele afixa um adesivo no veículo ou carcaça convocando o proprietário para retirá-lo do local em no máximo 7 dias. Se o proprietário não retirá-lo nesse prazo, a CPTrans rebocará o veículo para o pátio da companhia.

Trabalho visa avaliar quais as melhores alternativas de prevenção podem ser adotadas em áreas de risco na cidade

As equipes da Secretaria de Defesa Civil do município acompanharam, nesta quinta-feira (5), inspeção por áreas afetadas pelas chuvas de fevereiro e março. A ação ofereceu suporte ao trabalho da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Japan Internacional Cooperation Agency - JICA) e dos técnicos da Defesa Civil Nacional, por meio do Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), que estão na cidade para análise dos danos causados pelos desastres das chuvas. Engenheiros, geólogos, geógrafos e técnicos analisaram o perfil das ocorrências registradas nas localidades da 24 de Maio, Rua Teresa, Morro dos Ferroviários, Vila Felipe e Caxambu.

A medida visa buscar soluções e recursos para a aplicação de projetos de recuperação de áreas e estabelecimento de medidas de prevenção em áreas de risco. A partir da análise de território, os especialistas da JICA buscam oferecer cooperação técnica para projetos de prevenção que podem ser adotados nas localidades. Um dos objetivos é avaliar a aplicação do projeto SABO, para a instalação de barreiras que retêm o fluxo de detritos em áreas com risco de deslizamento e podem minimizar os danos às edificações.

“Essa é mais uma importante cooperação para o município e estamos bastante otimistas com mais essa parceria técnica para garantir não só a recuperação, mas medidas de prevenção a desastres”, destacou o prefeito Rubens Bomtempo.

O trabalho das equipes do Ministério do Desenvolvimento Regional complementa as ações iniciais realizadas na cidade após os desastres e, a partir do acordo de cooperação técnica com a JICA se avaliam medidas eficazes para as áreas afetadas. “Nesse momento conseguimos entender a extensão dos danos e entender um pouco mais o fenômeno que deflagrou o desastre com o movimento de massa. A partir de agora temos outras perspectivas de avaliação junto com as equipes do município, em parceria com os especialistas do Japão”, pontuou o diretor do Departamento de Obras do MDR, Paulo Falcão.

Municípios como Teresópolis e Nova Friburgo já estão recebendo projetos estruturais com foco na prevenção de desastres. A partir da análise de campo realizada nesta quinta-feira (5) o especialista da JICA, Hideto Ochi destaca que, assim como as cidades vizinhas, Petrópolis apresenta características de movimento de massa específicas. “O nosso projeto tem foco no fluxo de detritos e pensamos no que pode ser possível a partir do tipo de evento que vimos por aqui. Pretendemos estudar essa área. Muitas localidades tiveram deslizamentos planares e precisam de obras em encostas. No que estiver ao nosso alcance, vamos ajudá-los a fazer esse plano de intervenções”, destacou o representante da JICA.

As equipes da Defesa Civil oferecem todo o suporte técnico para que os trabalhos tenham andamento. Além do acompanhamento com análise in loco nas áreas afetadas, todo o conteúdo técnico produzido desde o dia 15 de fevereiro, será disponibilizado para que as equipes façam os estudos necessários. “Estamos com nossas equipes empenhadas nesse trabalho de cooperação para que possamos evoluir em medidas de prevenção a partir do desenvolvimento de obras estruturantes que vão ajudar a mitigar riscos”, destacou o secretário de Defesa Civil, o Tenente coronel Gil Kempers.

Ação nas escolas conscientizou jovens sobre a importância de participar das eleições

A Prefeitura, por meio da Coordenadoria da Juventude, mobilizou estudantes quanto a importância de tirar o título de eleitor, para que possam participar das Eleições Gerais de 2022. A ação ocorreu na última semana em duas escolas, o Liceu Municipal Prefeito Cordolino Ambrósio e a Escola Municipal Alto Independência. Ao todo, documentos foram viabilizados pela equipe. Também houve orientação sobre as etapas necessárias.

“Participar das eleições é um direito para todo cidadão acima de 16 anos, tornando-se obrigatório após os 18. Nosso papel, como poder público, é garantir a participação popular e promover a cidadania”, disse o prefeito Rubens Bomtempo.

Em outubro, os brasileiros escolherão presidente e governadores, além de deputados estaduais e federais e senadores. O prazo para tirar ou regularizar o título terminou na quarta-feira (04). O coordenador municipal da Juventude, Jean Marques, destaca que a mobilização tem o intuito de engajar o jovem na escolha política.

“Essa mobilização é importante para chamar a juventude para participação cidadã, engajar os jovens na escolha política e trazê-los para o diálogo público. Foi importantíssima a parceria com o Conselho Municipal de Juventude, escolas e associação de moradores do Independência para a mobilização”, disse.

A ação contou com o apoio do Conselho Municipal de Juventude. Secretário do CMJ, Guilherme Gomes Freitas destacou a importância do voto do jovem e o aumento da sua presença na política do país. "É através de leis e projetos Institucionais que a juventude garante mais direitos na sociedade, como é o caso do estatuto da Juventude, da lei da meia entrada, entre outros. Por isso, a importância do jovem ocupar as urnas para sempre garantir nossos direitos. Na eleição desse ano, o jovem pode decidir o futuro do país, e nada mais que justo ocuparmos as urnas em defesa de nosso futuro, em defesa do primeiro emprego, em defesa da cultura e da arte e em defesa da educação que sempre sonhamos", disse.

No local, agentes informaram sobre preferência de idosos e identificação de formas de pagamento

O Procon Petrópolis fez ação nesta quinta-feira (05) o Sacolão do Retiro, atendendo a denúncias de falta de prioridade para idosos nos caixas. O departamento de proteção ao consumidor orientou os responsáveis pelo local, que se prontificaram a colocar sinalização e treinar funcionários quanto a esse direito do público da terceira idade.

“O Estatuto do Idoso prevê essa diferenciação de tratamento em relação às filas. Além disso, os idosos são maioria entre os frequentadores do Sacolão”, explicou o coordenador do Procon, Fafá Badia.

O Procon também orientou o estabelecimento quanto aos avisos referentes às formas de pagamento. A advertência sobre o que é aceito deve estar em local visível e de forma clara. “Os responsáveis foram solícitos em atender as demandas apresentadas pela fiscalização e se prontificaram a realizar as mudanças necessárias”, concluiu Badia.

Obras da Prefeitura geram empregos e movimentam economia

Recuperação da cidade após catástrofes climáticas cria oportunidades para trabalhadores e empresas

Os contratos para a realização de obras emergenciais assinados pela Prefeitura de Petrópolis já resultaram na criação de mais de 200 empregos diretos. Em cifras, essas contratações de empresas estão injetando R$ 10,1 milhões na economia, incluídos pagamento de salários, aquisição de materiais e serviços e recolhimento de impostos.

O impacto socioeconômico da empreitada inicial de recuperação da cidade é estimado pela Secretaria de Obras, Habitação e Regularização Fundiária. De 24 contratos para obras assinados até o fim de abril, 13 são custeados com recursos doados pela Assembleia Legislativa; os outros 11, com aportes do Ministério Do Desenvolvimento Regional, a pedido da Prefeitura.

No total, somados obras, serviços relacionados e outras ações emergenciais, a Prefeitura tinha firmados, até o fim de abril, contratos no valor de R$ 25,1 milhões com recursos recebidos da Assembleia Legislativa, que destinou R$ 30 milhões a Petrópolis. Com recursos federais, contabilizadas obras e outras iniciativas emergenciais, os contratos assinados totalizavam R$ 2,8 milhões ao fim do mês passado.

Veja no Portal Petrópolis – Aqui tem Transparência (https://web2.petropolis.rj.gov.br/transparencia/recursos-recebidos.php) os contratos celebrados pela Prefeitura e os recursos destinados a Petrópolis.

Empreitada emergencial

Os 13 contratos para obras emergenciais cobertos pela doação da Assembleia somam R$ 8 milhões; os 11 custeados pelo governo federal, R$ 2,1 milhões. Além das 24 contratações de empresas, vários outras estão previstas na programação de trabalho da Prefeitura, assinala o secretário de Obras, Habitação e Regularização Fundiária, Almir Schimidt.

“Demos a largada nas obras e serviços contratados e seguimos executando o nosso planejamento, com critérios técnicos e lisura no chamamento das empresas à união. Nosso compromisso é recompor o mais breve possível o que as catástrofes climáticas destruíram, priorizando a proteção das pessoas e a segurança da mobilidade urbana”, diz Schmidt.

Com as contratações, quase todas para contenção de margens de rios ao lado de ruas, a Prefeitura está recuperando estragos em diversos pontos do município. Dois dos 24 contratos abrangem frentes em vários lugares. Num deles, mais de 100 ruas ganharam asfalto e serviços de tapa-buracos; no outro, mais de 1,3 mil toneladas de rochas, em 15 áreas de risco, foram desmontadas.

Da catástrofe ao trabalho

As obras emergenciais vêm proporcionando atividade a trabalhadores como Renan dos Santos Freire, 32 anos. Ele ajudou a levantar, no Centro, um muro de gabião na Avenida Piabanha, o primeiro a ficar pronto, em abril. Na segunda-feira, começou sua segunda obra – outra contenção de gabião, com 166 metros cúbicos, na Avenida Barão do Rio Branco, em frente ao 1.411, pista em direção ao Centro.

Gabionista, Renan trabalhava como pedreiro antes das catástrofes. “A coisa ia fraca e surgiu a chance do gabião de novo. A causa das obras são os desastres, o que é muito triste; mas também a gente necessita trabalhar. Gabião sobe rápido, tem drenagem, resiste mais de 100 anos”, diz Renan, com experiência nessa tecnologia de contenção acumulada em várias cidades.

Principais obras abrangidas pelos 24 contratos

Muros de contenção (gabião)

Avenida Piabanha (em frente ao 149)
Rua Saldanha Marinho
Rua Vigário Corrêa
Rua Bingen (1.379)
Rua Bingen (463)
Rua Bingen (50)
Rua Afrânio de Melo Franco
Rua Coronel Veiga (1.559)
Avenida Barão do Rio Branco (1.411)

Outras obras

Pavimentação e tapa-buracos (4,5 mil toneladas de asfalto)
Desmontes de rochas em áreas de risco
Drenagens de redes pluviais
Desobstrução e limpeza de vias e rios
Restabelecimento de guarda-corpos em várias ruas
Recuperação da cobertura do Hospital Municipal

Parceria entre município e governo do Japão pode ampliar mecanismos voltados para a identificação de riscos

A Prefeitura recebeu as equipes técnicas da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Japan Internacional Cooperation Agency - JICA) e do Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR) com o foco no estabelecimento de novo acordo de cooperação técnica para a implantação de medidas de prevenção a desastres no município. Em encontro realizado na tarde desta quarta-feira (4), com a participação das equipes das Secretarias de Defesa Civil e Obras, além da Coordenadoria Especial de Articulação Institucional, foi apresentado um novo projeto, o SABO, voltado para a mitigação de desastres no Japão e que pode ser implantado no Brasil. A iniciativa visa a construção de barreiras para conter deslizamentos em áreas de risco.

Para a realização do estudo técnico voltado para a implantação do projeto, as equipes da JICA e MDR vão permanecer na cidade para percorrer as áreas mais impactadas pelas chuvas de fevereiro e março. A proposta é avaliar os locais afetados para entender o tipo de ocorrência registrada, em maioria por conta de deslocamento de terra, e estudar os melhores mecanismos de prevenção para cada localidade. Inicialmente, entre os pontos a serem analisados estão os casos de maior gravidade registados nas regiões do Caxambu, 24 de Maio e Alto da Serra.

“Estamos enfrentando a maior tragédia da história na nossa cidade e estamos muito esperançosos em fortalecer nossos vínculos novamente, pois precisamos lidar com essa realidade que antes não existia. Precisamos considerar esse novo padrão de chuva que afeta a nossa região e esse é um grande desafio”, pontuou o prefeito Rubens Bomtempo. Com a iniciativa, o município retoma o diálogo institucional com o Japão. “Essa é uma importante iniciativa para que se garantam ações e políticas públicas de médio e longo prazo”, complementou Bomtempo, destacando que o novo projeto tem muito a contribuir na implantação de soluções estruturais para a cidade.

Projeto Sabo cria barreiras em locais com mais risco a movimento de terra

O projeto, que já está sendo implantado nos municípios de Teresópolis e Nova Friburgo, visa o estabelecimento de medidas para a redução de danos em áreas de risco. A ideia é replicar nos territórios avaliados estruturas como às adotadas no Japão, tendo em vista a semelhança das ameaças naturais que ocorrem no país. Por meio de barreiras permeáveis, feitas com tubos de aço e as não permeáveis, construídas com concreto, se objetiva reter o fluxo de detritos, sem impedir a fluidez da água. A medida diminui os danos que podem ser causados às edificações.

“Esses desastres acontecem há muitos anos no Brasil e há medidas robustas para a contenção. A nossa expectativa é que a nossa análise favoreça nos projetos de reconstrução da cidade. Conforme análise do material e da topografia de cada localidade, pode-se começar a pensar na construção dessas estruturas. Acreditamos que possamos mostrar nossa experiência e que algo seja útil para as obras na cidade”, destacou Hideto Ochi, chefe da equipe da JICA no projeto SABO.

Cooperação técnica para a prevenção de desastres

Esta será a segunda vez em que Petrópolis e Japão atuam, por meio do Ministério de Desenvolvimento Regional, para se estabelecer a cooperação técnica necessária para a prevenção de desastres. Para o secretário de Defesa Civil, o Tenente Coronel Gil Kempers é importante ampliar o conhecimento entre demais setores da gestão pública, para se entender as dificuldades que possibilitem mudanças e avanços para a gestão pública.

“Esse é o momento de fazer a virada e estamos começando muito bem com essa visão de trazer um conhecimento tão específico e peculiar para nossa cidade. É a primeira vez que pensamos em prevenção com obras estruturantes. Sempre se pensou em reconstrução, mas podemos avançar muito com obras com foco na prevenção. Esse é um trabalho que pode mudar de forma eficiente a gestão do desastre no país”, pontuou o secretário de Defesa Civil, o Tenente Coronel Gil Kempers.

O coordenador especial de Articulação Institucional, Rafael Simão que foi um dos articuladores para mais essa a parceria entre o município e a Jica, destacou ainda a importância das ações realizadas anteriormente para o fortalecimento da cidade no que tange ações de prevenção e mitigação de riscos. “Que todo esse programa intersetorial possa estabelecer força necessária para reconstrução da cidade e tornar a cidade mais resiliente, com ações a médio e longo prazo”, considerou.

Projeto Gides possibilitou a identificação de riscos

Durante o encontro o prefeito lembrou de parcerias anteriores com o do Projeto de Gestão Integrada de Desastres Naturais (Gides), implementado entre os anos de 2014 e 2017 no município. Na ocasião, Petrópolis teve participação direta no projeto, executado pelo MDR, partir de treinamento e capacitação de equipes; de estudo de território para a identificação de áreas de maior riso a deslizamento; implantação de sistema de alerta e alarme; e estruturação de obras e planejamento. “Em 2014 estivemos no Japão a convite da Jica, fizemos o curso e conhecemos experiências em termo de prevenção e resposta a desastres. Agora queremos conhecer esse novo projeto para tentar contribuir para a implantação de soluções estruturais”, destacou o prefeito.

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