Os professores e educadores da rede municipal receberão a palestra “O Afeto e o Olhar na Educação e a Arte de Contar Histórias” nesta quinta-feira (7/11), às 16h, no Salão Nobre da Universidade Católica de Petrópolis (UCP). Trata-se do projeto Chega Mais Leitura, do educador e escritor Álvaro Ottoni, que conta com a parceria do Programa Somando Forças, do governo estadual e tem o apoio da Prefeitura de Petrópolis.

Na sexta-feira (08/11), o projeto vai promover contação de histórias e oficinas para alunos da comunidade escolar do Alto Independência. O encontro será realizado na Escola Municipal Alto Independência, das 14h às 17h. Já no sábado (9/11) será a vez da Praça de Corrêas receber a contação de histórias, das 9h às 12h. O evento será grátis e aberto ao público em geral.

Livros serão entregues para todas as escolas e Centros de Educação Infantil

A história do homem que foi testemunha e protagonista de uma das maiores e mais profundas transformações da história humana, a eclosão e expansão mundial do capitalismo: Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá. Esse é o enredo do título “Estrada de Ferro Mauá: nos trilhos da História”. Duzentos exemplares foram doados para a rede municipal de Educação através do projeto "Estrada de Ferro Mauá: 16 Décadas" realizado pela Oroboro Serviços e Projetos Culturais. Os livros foram entregues nessa sexta-feira (22.09) na Casa da Educação Visconde de Mauá.

“Estrada de Ferro Mauá: nos trilhos da história”, nasceu das mãos do historiador Almir C. El-Kareh e da jornalista Eliane Salles. A obra foi idealizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil e aprovada na Lei de Incentivos Culturais do Ministério da Cultura. No decorrer das páginas é apresentada a história da Estrada de Ferro Mauá caracterizada, em seu início, por ser o primeiro meio de transporte brasileiro baseado em um sistema trimodal: barcas do Rio a Magé, de trem de Magé a Raiz da Serra e de carruagens de Raiz da Serra a Petrópolis. Depois, com a construção da Estrada de Ferro Grão Pará, de Raiz da Serra a Petrópolis, com o trem vindo direto do Rio de Janeiro.

O título tem como objetivo reviver a saga escrita pelo então, Sr. Irineu Evangelista de Souza - posteriormente condecorado com o título de Barão de Mauá – após, Visconde - que investiu dinheiro e esforços em sua construção. Um feito que envolve, pela primeira vez no Brasil, o desenvolvimento de um gigantesco aparato tecnológico. Produzido pela Oroboro Serviços e Projetos Culturais, o livro conta com versão digital, disponível no site ‘www.dominiopublico.gov.br’.

“Irineu Evangelista é um dos homens mais importantes da nossa história, um exemplo que deve ser intensamente trabalhado na educação. Ele teve sonhos, correu atrás dos ideais e mostrou que tudo é possível. Como historiadora, reafirmo que a nossa cultura é muito rica. Nessa cidade respiramos cultura e receber esse livro é presente de um valor enorme para a toda a rede municipal”, disse Márcia Palma, subsecretária de Educação.

Os livros foram entregues por Nádia Medella, produtora cultural responsável pela produção do livro e pela doação para a rede municipal de Petrópolis. “É um prazer estar aqui, nessa Casa tão importante para o Visconde de Mauá. Ele que foi um dos homens mais importantes do século XIX. Um homem que sonhou e realizou. Um exemplo de protagonismo para os nossos jovens, por isso é tão importante que os estudantes tenham acesso a história dele. Espero que os professores e alunos utilizem muito esse livro”, afirma.

A ação da Oroboro Serviços e Projetos Culturais tem como objetivo comemorar as 16 décadas de existência da primeira ferrovia do Brasil, objetivando resgatar a memória e relevância do patrimônio nacional. “Temos que valorizar as pessoas que fazem parte da história da nossa cidade. É um prazer imenso receber esses 200 livros na Casa da Educação. Agora eles serão distribuídos na rede municipal”, explicou Catarina Maul, diretora da Casa da Educação Visconde de Mauá.

“É um livro tão interessante que despertou a minha atenção e eu já quero ler. O mais importante é que conta a história do Visconde de Mauá, um homem que serve de exemplo, faz parte da história da nossa cidade e deve ser mais valorizado. Um desbravador do seu tempo que contribuiu para o nosso progresso econômico e social”, disse Leonara Rocha, orientadora da E.M Jamil Sabrá.

Sobre os autores

Almir Chaiban El-Kareh, nascido em Niterói/RJ, realizou seus estudos de graduação (1965) e mestrado em história (1974) na UFF, e de doutorado (1982) e pós-doutorado (1995) em história. Foi professor do Departamento de História da UFF (1966- 1996) e da Uerj (1997-2003), professor-pesquisador do Centre de Recherches Historiques da EHESS (2008) e do programa Erasmus Mundus na EHESS (2009). Publicou diversos artigos e capítulos de livros no Brasil e no exterior, e os livros Filha branca de mãe preta: a Cia. da E. F. D. Pedro II (1982) e A vitória da feijoada (2012).

Eliane Salles é jornalista, redatora, especialista em comunicação institucional e gestão de conteúdo. Lançou o livro de crônicas “Confesso que ouvi” em 2016, e foi coautora do livro Vivendo à flor da pele (Matrix, 2016).

Quarta, 15 Agosto 2018 - 18:31

Rede municipal inicia retomada das aulas

Corte de ponto já soma 16 dias

Nesta quarta-feira (15.08) apenas 26 escolas ficaram paralisadas totalmente.  A expectativa é que as demais reiniciem as atividades integralmente nos próximos dias. Foram 61 escolas com funcionamento normal e 96 consideradas  “parcial”,  mas o número de turmas em funcionamento varia entre elas. Assim, em uma escola onde uma turma apenas deixou de ter aulas, por exemplo, ela é contabilizada como parcial. Nesta quarta, a rede funcionou com a presença de 1,2 mil funcionários entre professores e pessoal de apoio.O corte de ponto está mantido pela prefeitura e já soma 16 dias que serão descontados dos servidores em greve.

Escolas de médio porte como São Cristóvão, Santa Maria Goretti, Abelardo de Lamare, Lúcia de Almeida Braga, Amélia Antunes e São Geraldo funcionaram plenamente. Juntas, elas têm mais de 800 alunos. Também funcionaram CEIs como Luiz Marchiori, CEI Tia Alice e CEI Lulu Monteiro, com quase 400 crianças.

A equipe técnica da Secretaria de Educação continuou visitando as unidades escolares nesta quarta-feira (15.08). Os servidores faltosos tiveram as ausências registradas pelas equipes da secretaria. A prefeitura vai proceder a contratação de temporários e ainda suspender as férias em janeiro para reposição das aulas.

O corte de ponto tem amparo legal do Supremo Tribunal Federal que proferiu decisão neste sentido em 2017 (http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1945564).

O reajuste salarial dos professores foi descartado pela prefeitura nas negociações com a categoria em função da crise financeira da administração pública - R$ 766 milhões deixados em dívidas por gestões anteriores. O compromisso do governo é manter em dia o salário dos servidores – folha de pagamento de R$ 39,4 milhões mensais.

O prejuízo com a greve atinge a 42 mil alunos da rede, mas a prefeitura já garantiu aos pais e responsáveis pelos estudantes a reposição das aulas. Também a administração tem esclarecido aos responsáveis pelos alunos que a categoria está com os salários em dia e que as medidas tomadas visam garantir o cumprimento do ano letivo.

Na véspera do início da greve a atual gestão depositou R$ 39,4 milhões da folha de pagamento de julho do funcionalismo e R$ 8,7 milhões do 13º salário. O governo pontua que o esforço é manter os salários em dia frente a uma folha de pagamento que chega a R$ 525 milhões anualmente.

Setor de matrícula da Secretaria de Educação funciona durante todo ano realizando matrículas e transferências.

A rede municipal de ensino de Petrópolis conta atualmente com 42. 161 alunos matriculados. O número corresponde ao somatório das crianças que estão sendo atendidas nos Centros de Educação Infantil (CEI) e nas escolas, inclusive nas conveniadas. O secretário de Educação, Anderson Juliano, esclarece que o setor de matrículas funciona durante todo o ano, de segunda a sexta-feira. O início do ano letivo está marcado para o dia 1º de fevereiro e até lá a expectativa é de matricular mais alunos.

“Os funcionários estão sempre à disposição dos pais e responsáveis. Os pedidos de transferência também são feitos nesse setor. Os pais que estiverem com dúvidas podem entrar em contato com o setor de matrículas que eles têm todas as informações referentes às vagas em cada unidade de ensino”, disse Anderson Juliano.

O setor de matrículas da secretaria de Educação funciona durante a semana das 8 às 18h30. Os telefones são: 2246-8683 e 2246-8685. A secretaria de Educação fica na Rua da Imperatriz, nº 193. Os documentos que devem ser apresentados para se fazer o cadastro para os Centros de Educação Infantil são: certidão de nascimento, carteira de identidade do responsável e comprovante de residência, todos originais. Para a matricula nas escolas que atendem ensino fundamental é necessário apresentar a carteira de identidade do responsável, certidão de nascimento do aluno e declaração de escolaridade de 2016.

“Vale destacar que existem vagas no ensino fundamental para serem preenchidas em várias escolas. A intenção é a de matricular o aluno sempre perto da sua residência. No Caso dos CEIs, temos 63 unidades funcionando na rede e a demanda de crianças cadastradas que estão aguardando vagas é de aproximadamente 2.750”, explicou Anderson Juliano.

 

As escolas da rede municipal já podem solicitar a visita do projeto “OAB vai à escola”, ação que prevê a realização de palestras sobre temas diversos para os alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental. A iniciativa é resultado de uma parceria da 3ª Subseção OAB-Petrópolis com a Secretaria de Educação. A primeira palestra vai ocorrer nesta quinta-feira (09.05), às 10h, na EM Abelardo de Lamare, no Caxambu.

Segundo Marco Aurélio dos Santos Gomes de Araújo, advogado e presidente da Comissão "OAB vai à escola" da 3ª Subseção OAB-Petrópolis, o projeto foi criado em 2002 pela Seccional do Rio de Janeiro com a intenção de proporcionar noções de cidadania aos estudantes das escolas públicas e também das instituições particulares do Estado do Rio de Janeiro. O projeto tem três objetivos básicos: o pleno desenvolvimento da pessoa, o preparo da pessoa para o exercício da cidadania e a qualificação da pessoa para o trabalho.

“A principal finalidade é levar às salas de aula as primeiras noções de cidadania. Percebemos que o Projeto OAB vai à escola pode ser mais abrangente porque parte dos jovens são carentes de informações, além daquelas que são oferecidas através da grade curricular. Assim, o projeto cresceu, pois vislumbramos a possibilidade de levar ao conhecimento dos alunos, além das noções de Cidadania, a possibilidade de falar sobre assuntos diversos”, explicou.

Entre os assuntos que poderão ser ministrados nas palestras estão: Direito das Famílias, Direito do Consumidor, ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, gravidez na adolescência, o uso das drogas e os desdobramentos na justiça, violência doméstica, Lei Maria da Penha e a organização judiciária.

“A ideia é não falar só dos direitos das crianças e dos adolescentes, mas também as obrigações, dignidade da pessoa humana, as responsabilidades com propagação de vídeos pornográficos via aplicativos, crimes cibernéticos, e outros temas sempre atuais, e, também, para demonstrar a importância da advocacia para a sociedade”, conta o advogado.

As palestras terão duração de aproximadamente 1h30 e no final os alunos podem fazer perguntas para tirar dúvidas. O cronograma das palestras será enviado pelo Departamento de Projetos da Secretaria de Educação para a OAB. As escolas interessadas em receber a comissão, podem fazer a inscrição pelo telefone (24) 2246-8678.

Inscrições feitas pelo sistema da pré-matrícula

A rede municipal de Educação vai contar com mais 1.185 alunos em 2018. O número corresponde à quantidade de inscrições que foram feitas pelo sistema da pré-matrícula, entre novembro e dezembro de 2017. Em 2016, o mesmo sistema registrou 900 novas matrículas. Nas férias escolares a Secretaria de Educação já vem preparando para o início das aulas com a compra de merenda e conservação dos prédios com reparos necessários. Em 2017 foram gastos R$ 13 milhões com a compra de 1,3 mil toneladas. Este ano a meta é aumentar ainda mais e incluir mais produtos hortifruti produzidos em Petrópolis.

Esse número corresponde às inscrições para as escolas da rede. A lotação das crianças segue sempre a lógica da proximidade com a residência. As aulas começam no dia 5 de fevereiro. O calendário respeita os 200 dias letivos, previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Nesse ano de 2018 serão 12 polos de ensino da EJA, com um diferencial: o ensino regular dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) será oferecido em nove escolas, distribuídas no Centro, Quitandinha, Pedro do Rio, Posse, Corrêas, Mosela, Bingen, Retiro, Cascatinha e Alto da Serra.

Quem tiver dúvidas deve procurar os polos de apoio: Secretaria de Educação (Rua da Imperatriz, nº 193, Centro) e Polo de Educação Visconde de Mauá (Estrada União e Indústria, nº 11.590, sala 105). Informações adicionais também podem ser adquiridas pelos telefones: 2246-8683 e 2246-8685. A Rede Municipal de Educação conta com 184 unidades, sendo 114 escolas e 70 Centros de Educação Infantil. No ano de 2017, segundo o Censo Escolar, a rede contabilizou 42 mil alunos.

A redução da carga horária de trabalho de 40 para 30 horas semanais dos funcionários de apoio da rede municipal de Educação começará a ser implantada no 12 de junho. A mudança, que será realizada de forma gradual, beneficia 1.857 funcionários entre zeladores, auxiliares de serviços gerais, auxiliares de secretaria, secretários escolares, cozinheiras, educadores de educação infantil e inspetores de disciplina. 

Nas escolas da rede municipal de ensino que não precisarão contratar funcionários adicionais, a redução na carga horária começará a partir do dia 12 de junho. Nas demais unidades da rede, a medida começará a partir do dia 19 de junho. 

A partir dessa terça-feira (31.05) até o dia 9 de junho, a Secretaria de Educação vai realizar as realocações de funcionários. Por meio do levantamento feito pelos funcionários da secretaria e integrantes do Sepe, faremos o remanejamento de funcionários necessário para a implantação das 30 horas. A partir do dia 12 de junho começam a funcionar as 30 horas nas unidades que não precisam de funcionários adicionais, naquelas que já estão organizadas”, disse o secretário de Educação, explicando ainda que nas demais escolas da rede as 30 horas serão implantadas a partir do dia 19 de junho. “Isso vale para as unidades que precisarão contratar educador, auxiliar de serviços gerais e inspetor de disciplina”, completa. 

Uma lista com os nomes das escolas que começarão as trinta horas no dia 12 será divulgada. “A data foi escolhida porque, no dia 5 de junho, teremos a Conferência Municipal da Educação. Cerca de 480 pessoas estarão saindo das escolas para participar da conferência e isso poderia interferir no funcionamento das 30 horas. Então, começamos no dia 12 de junho, com grande número de escolas e no dia 19 nas demais escolas”, aponta Rose da Silveira, presidente do Sindicato dos Profissionais da Educação, Sepe-Petrópolis, que participa do processo de redução. 

“Para os servidores da Educação, repito, essa é uma conquista de vocês. É o reconhecimento do prefeito sobre a importância do trabalho que vocês realizam pela educação do município. Valorizem essa conquista, precisamos do apoio de todos vocês”, completa o secretário. 

Para que a redução na carga horária fosse implantada na rede sem prejuízo para o funcionamento das escolas, uma equipe da secretaria de Educação, junto com o Sepe percorreu as escolas e fez um levantamento sobre o número de funcionários de cada unidade.  

O anúncio da redução da carga horária semanal foi feito no dia 1º de maio pelo prefeito. Serão beneficiados com a medida os zeladores, auxiliares de serviços gerais, auxiliares de secretaria, secretários escolares, cozinheiras, educadores de educação infantil e inspetores de disciplina. A redução da carga horária foi estendida aos profissionais de apoio a secretaria de Educação, tanto na própria administração central, quanto nas unidades, incluindo o pessoal de apoio.

Atividades interdisciplinares envolverão todos os professores e os alunos

A libertação dos escravos, o preconceito no Brasil e o conceito de igualdade na sociedade. Esses são alguns dos temas que serão trabalhados durante as aulas dos cursos e oficinas da Casa da Educação Visconde de Mauá durante o mês de maio. As atividades envolverão todos os professores da Casa que poderão trabalhar os temas seguindo as temáticas dos cursos oferecidos: teatro, dança, inglês, capoeira e desenho.

Um dos objetivos é o de discutir a libertação dos escravos e levantar reflexões a respeito das consequências de 300 anos de escravidão.

“Trabalhar temas tão importantes para o nosso país através de atividades diferenciadas é uma oportunidade de despertar nos alunos o interesse pelo estudo da história, principalmente do nosso país.  É uma forma de mostrar que eles podem identificar os problemas que até hoje são consequência de um racismo velado, combatendo todo tipo de preconceito”, disse a secretária Interina de Educação, Samea Ázara.

As atividades mostrarão a importância da luta dos trabalhadores, comemorada no dia 1º de maio, mas, também, destacarão o dia 13 de maio, que no Brasil é marcado como a data da libertação dos escravos, em 1888. Passados 130 anos do gesto da Princesa Isabel, quando assinou a Lei Áurea – ato que aboliu a escravidão, a história mostra que luta dos negros continua.

“A ideia é que os professores utilizem os temas nas atividades práticas. Os alunos que participam do curso de inglês terão acesso à textos que retratam a luta dos negros nos Estados Unidos. Os alunos do curso de teatro terão a oportunidade de realizar leituras dramatizadas de escritores e poetas negros, ícones da literatura brasileira, como Castro Alves. Já os alunos do curso de ballet conhecerão um pouco mais sobre a música e ensaiarão coreografias ligadas ao tema”, explica a diretora da Casa da Educação, Catarina Maul.

“Essa é uma luta que também pertence à sociedade como um todo, já que são questões de longa duração que ainda provocam conflitos e preconceitos. As datas comemorativas correspondem apenas a um fato determinado no tempo, contudo, os desdobramentos de todo o processo histórico são elaborados ao longo de décadas e séculos. O que podemos identificar, através das pesquisas, é que a escravidão, terminada oficialmente no final do século XIX, ainda deixa enormes feridas em pleno século XXI”, disse o professor e historiador, Norton Ribeiro, responsável pelo projeto.

Cine Clube Mauá

A programação também marcará o retorno do Cine Clube Mauá nesse ano. Os alunos das escolas públicas poderão participar de sessões de cinema que abordarão as temáticas do projeto. Dois filmes já foram selecionados: Doze anos de escravidão e Besouro (filme brasileiro que conta a história da capoeira).

“A sociedade atual ainda esbarra fortemente na discriminação e preconceito racial, além de outros preconceitos, como o de classe, que produzem desigualdades enormes gerando conflitos que precisam ser superados. Mas a superação é um processo constante que cabe a todos a reflexão a respeito de nossas próprias ações em convívio com a sociedade. Toda e qualquer atividade que desperte o interesse pelo estudo da história é muito importante para os alunos”, contou Norton Ribeiro.

Atividades interdisciplinares envolvem professores e alunos

Com o objetivo de promover a reflexão sobre a história, luta dos negros e a discriminação racial, a Casa da Educação Visconde de Mauá vai continuar, em junho, às atividades direcionadas aos alunos. A ação, envolve bate-papos literários e apresentações de filmes e tiverem início no último mês. Entre os temas debatidos estão a libertação dos escravos, o preconceito e o conceito de igualdade na sociedade. Um dos objetivos é o de discutir a libertação dos escravos e levantar reflexões a respeito das consequências de 300 anos de escravidão.

“Através das atividades, os alunos poderão trocar informações e tirar dúvidas com os professores. Nada melhor do que discutir assuntos tão relevantes em um ambiente histórico e acolhedor. As atividades também mostrarão que os alunos poderão identificar os problemas que afetam a sociedade até hoje e são consequência de um racismo velado, combatendo todo tipo de preconceito”, disse a secretária Interina de Educação, Samea Ázara.

As atividades envolvem os alunos que estão participando de cursos como inglês, ballet, teatro e informática.

“Os professores estão realizando atividades diferenciadas como a leitura de textos, pesquisa e interpretação, além de leitura dinamizada. Nas aulas de teatro estão sendo trabalhados textos de escritores e poetas negros, ícones da literatura brasileira, como Castro Alves”, explica a diretora da Casa da Educação, Catarina Maul.

No dia 11 junho ocorrerá a apresentação do filme “Os narradores de Javé”, filme brasileiro em coprodução com a França de 2003, do gênero drama, dirigido por Eliane Caffé. O longa conta a história da pequena cidade Javé será submersa pelas águas de uma represa. Seus moradores não serão indenizados e não foram sequer notificados porque não possuem registros nem documentos das terras. Inconformados, descobrem que o local poderia ser preservado se tivesse um patrimônio histórico de valor comprovado em "documento científico". Decidem então escrever a história da cidade - mas poucos sabem ler e só um morador, o carteiro, sabe escrever. Depois disso, o que se vê é uma tremenda confusão, pois todos procuram Antônio Biá, o escrivão da obra de cunho histórico, para acrescentar algumas linhas e ter o seu nome citado.

Já dia 18 de junho será apresentado o “O Contador de Histórias”, que fala sobre a vida de criança nascida em uma favela nos anos 70. Roberto Carlos Ramos, o filho caçula de dez irmãos, com a idade de seis anos foi levado pela mãe para ser internado em uma instituição oficial, entidade assistencial recém-criada pelo governo que, de acordo com a propaganda nos meios de comunicação, preparava crianças para serem verdadeiros profissionais.

Local recebe dezenas de estudantes diariamente na Casa da Educação Visconde de Mauá

Com um acervo de aproximadamente 3 mil livros, a Biblioteca Mauá da Casa da Educação Visconde de Mauá recebe cerca de 20 visitantes diariamente – a maioria são estudantes da rede municipal que realizam pesquisas e participam do empréstimo de títulos. No mês de setembro, graças a uma iniciativa da Rede Cinemaxx, foi iniciada uma nova campanha de arrecadação de títulos infantis para a biblioteca. As doações poderão ser feitas até o dia 17 de outubro.

A intenção é a de estimular a formação de novos leitores e promover a cultura e a inclusão por meio da leitura.

“A Biblioteca Mauá foi criada em 2017 com o objetivo de aproximar os estudantes, seus pais e responsáveis da leitura. O espaço foi todo preparado para receber os estudantes com conforto e carinho. Atualmente, com um acervo que conta com aproximadamente quatro mil livros, a Biblioteca já é uma referência para os alunos. Eles usam o espaço para pesquisa e para distração também. Os títulos são variados e atendem a alunos de diversas idades”, explica a diretora da Casa da Educação, Catarina Maul, idealizadora da Biblioteca Mauá.

Serão arrecadados somente livros paradidáticos, de cunho poético, literário, artístico, dramatúrgico, fictício ou não-fictício, folclórico e cultural, voltados para crianças e adolescentes, de 0 a 18 anos. A Rede Cinemaxx ressalta que serão aceitos livros novos e usados, desde que em bom estado, ou seja, sem estarem rasgados ou rabiscados e que é importante pontuar que não são aceitos livros didáticos.

“Vale salientar que todos os petropolitanos podem fazer o cadastro para participar do empréstimo de livros na Biblioteca Mauá. É importante que os pais incentivem os filhos a ler e pesquisar porque isso auxilia no rendimento pedagógico das crianças”, explica a secretária de Educação, Samea Ázara.

Durante a campanha os dois cinemas - Cinemaxx Mercado Estação e Top Cine Hipershopping ABC serão pontos para arrecadação dos livros. A boa notícia é que quem doar um livro ganhará uma cortesia. Dúvidas sobre o regulamento podem ser esclarecidas nos próprios cinemas. O Cinemaxx Mercado Estação fica na Rua Paulo Barbosa, 296, 1° piso, Centro e o Top Cine Hipershopping ABC, fica na Rua Tereza, 1415, 2° piso, Alto da Serra.

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