Tornar a sala de aula mais participativa, interativa e atrativa, sem perder a aprendizagem: o que é considerado um desafio em todo o Brasil começou a se tornar uma realidade neste ano para alunos da Escola Municipal Alto Independência, em Petrópolis. O Projeto Independência reúne 60 estudantes do 3º, 4º e 5º ano, com uma proposta diferente de aprendizado, voltado para a realidade local. O projeto foi um dos 178 selecionados no Mapa da Inovação e da Criatividade da Educação Básica, feito pelo Ministério da Educação – a chamada pública contou com mais de 700 unidades inscritas.

O prefeito Rubens Bomtempo lembrou que o projeto surgiu a partir de um encontro dele com o educador português José Pacheco, uma referência na área de educação em todo o mundo. A reunião, que contou com a participação também de profissionais da Secretaria de Educação e da Secretaria de Ciência e Tecnologia, foi o pontapé inicial para o trabalho. “Sua experiência nos motivou ainda mais a buscar novos projetos para a nossa rede. O trabalho desenvolvido na Escola Municipal Alto Independência representa o que buscamos: escolas cada vez mais vivas, mais integrada com a realidade dos alunos”, disse.

No Projeto Independência, o conteúdo – embasado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LBD) e no Plano Nacional de Educação (PNE) – é adaptado para a vivência e a realidade da comunidade. Os alunos realizam a pesquisa histórica sobre a região e ajudam a identificar os problemas e as soluções para o bairro, exercitando a consciência crítica das crianças. A partir desta pesquisa, surgem os temas curriculares de cada matéria. Todo o ambiente foi criado pelos alunos, que dividem responsabilidades. A avaliação é feita constantemente, a partir das habilidades que os alunos desenvolvem com cada conteúdo em sala de aula.

A ideia de humanizar a prática escolar está em tudo: desde a mediação de conflitos entre os alunos até o formato das salas de aula – em vez de carteiras enfileiradas, os alunos estudam em grupo. Alunos de 3º, 4º e 5º ano estudam juntos, reforçando a troca de experiências e estimulando a cooperação entre eles. O material escolar é coletivo, e todas as regras de convivência foram pactuadas entre professores e alunos. O trabalho envolve a comunidade, unindo a escola aos outros equipamentos públicos e sociais.

E, em um mês, o conceito de humanização já trouxe resultados. “Sentimos uma diferença grande. Agora, há muito mais atenção no conteúdo que é transmitido, porque os alunos lidam com temas que interessam diretamente aos alunos. Consideramos a sala de aula como um espaço sagrado, e eles estão tendo consciência disso. Neste primeiro mês, sentimos que todos se sentem mais responsáveis”, revela a diretora da Escola Municipal Alto Independência, Cecília Pinheiro.

Para a diretora, os alunos têm maior facilidade com o método por tratar de questões que interferem na vida deles diariamente. “O conteúdo que está nos livros precisa ser estudado, mas a Educação não deve se limitar a isso. Tempos que expandir os nossos horizontes, fazer com que o ensino vá além da sala de aula, pois os alunos devem se apropriar do que é deles. Isso faz toda a diferença”, acredita.

A secretária de Educação, Maria Elisa Badia, acredita que a ideia pode gerar frutos e se espalhar pela cidade. “Apoiamos totalmente o Projeto Independência. Com ele, estamos olhando para o futuro do ensino”, afirmou. A ideia dos organizadores é que, em três anos, todos os 300 alunos da escola já estejam participando do projeto.

Projeto é intersetorial

O Projeto Independência é intersetorial. Participam educadores, um psicólogo, um representante do setor de Educação Integral da Secretaria de Educação, e uma representante de universidade. O modelo de ensino foi pensado pelo educador e pedagogo português José Pacheco, que idealizou a Escola da Ponte, em Portugal, e desenvolve o Projeto Âncora, em uma escola da periferia de São Paulo. O professor visita periodicamente Petrópolis para observar o desenvolvimento do projeto, dialogando com os educadores envolvidos e representantes da Secretaria de Educação. “Sou muito grato a todos os envolvidos, pessoas que ainda têm esperança na educação. Quando falamos em inovar, falamos em um mudar inclusive o campo diretivo, com uma gestão horizontal, e acredito que Petrópolis pode ser uma referência para isso”, ressaltou.

Desde julho de 2015, quando a direção da escola informou os pais de alunos, a comunidade abraçou o projeto. Prova disso é que, contrariando as expectativas, a demanda foi maior do que o número de vagas ofertadas (60 vagas foram oferecidas, e cerca de 130 pais inscreveram seus filhos). “Fizemos diversas reuniões no ano passado, explicando como seria, e percebemos que eles se entusiasmaram com a ideia”, disse Cecília Pinheiro.

O Projeto Independência, desenvolvido pela Escola Municipal Alto Independência, tem o apoio das empresas EcoHabitare (do educador José Pacheco), e da organização não-governamental Parceiros da Educação, e foi baseado em cinco eixos: a reformulação da gestão escolar, com a implantação de um Conselho Gestor e a divisão de responsabilidades com os alunos (que, organizados em três grupos de 20 pessoas, apontam a situação de cada área da escola, como a limpeza interna e externa); a reconfiguração do currículo escolar, dentro da área de interesse dos alunos, sem apresentar defasagem em relação ao ensino tradicional; repensar os ambientes escolares; e um novo olhar para a metodologia.

O Programa de Estímulo à Criatividade na Educação Básica, do Ministério da Educação, teve o objetivo de criar as bases para uma política de fomento à inovação e criativdade na educação básica, estabelecendo parâmetros e referenciais, dando a extensão, fortalecendo as organizações educativas inovadoras e criativas, criando, ampliando e qualificando a demanda; e promovendo a formação de educadores abertos e qualificados para novas práticas, reorientando as políticas públicas de educação básica, entre outros conceitos.

Formações para gestores escolares será realizado graças à parceria com a Fundação Telefônica Vivo

Diretores gerais e adjuntos da rede municipal de Educação foram convidados a participar de uma formação que abordará os conceitos de inovação educativa nos ambientes escolares. A iniciativa é da Fundação Telefônica e tem apoio da prefeitura por meio da Secretaria de Educação. Os encontros ocorrerão na Casa da Educação Visconde de Mauá. As inscrições devem ser feitas até o dia 20 de abril pelo telefone 2246-8678.

Para a inscrição é necessário informar o nome completo, CPF, e-mail, telefone e unidade escolar. Duas turmas serão formadas para o curso que será dividido em dois módulos. Serão dois dias de formação, com oito horas de aulas. A primeira turma terá aulas nos dias 25 de abril e 4 de junho e a segunda turma terá aulas nos dias 26 de abril e 5 de junho.

O primeiro módulo - Introdutório - vai mostrar como se deve pensar na inovação dentro do cenário escolar, mobilizando todos os envolvidos em ações de transformação. O segundo módulo - Gestão Inovadora - vai apresentar os princípios básicos de uma gestão condizente com a educação do século XXI.

As formações ocorrerão segundo os conceitos do Inova Escola – A intenção, segundo o projeto, é o de incentivar, provocar e disseminar a adoção e o compartilhamento de práticas inovadoras em escolas onde exista o desejo de transformação.

“A educação precisa se reinventar a cada dia para obter os melhores resultados pedagógicos. As tecnologias digitais são peças fundamentais para contribuir para essas mudanças. Por isso, é importante que os profissionais participem da capacitação”, disse a secretária de Educação, Samea Ázara.

Orientações foram repassadas para as diretoras das escolas da rede municipal de ensino

Os professores da rede municipal de Educação que realizam projetos de leitura nas escolas passarão por uma formação continuada, que prevê a participação em palestras, apresentação teórica e atividades práticas. O objetivo é incentivar o hábito da leitura entre os alunos e comunidade escolar. O projeto, intitulado “Formar para Transformar”, foi apresentado nessa quarta-feira (24.05) para as diretoras das escolas da rede municipal, em uma reunião no Centro de Cultura Raul de Leoni.O primeiro encontro de formação com os professores será feito no dia 30 de maio, na Casa da Educação Visconde de Mauá.

A intenção, segundo Carla Alessandra, diretora do Departamento de Ensino Fundamental da Secretaria de Educação, é o fortalecimento do trabalho de leitura que já é desenvolvido na rede municipal.

 “Queremos que a comunidade esteja envolvida nas atividades de leitura, que os professores aprendam novas técnicas e atividades para despertar nos alunos o interesse pela leitura diária, o que favorece o desenvolvimento da aprendizagem de modo geral”.

A proposta foi bem aceita pelas diretoras. “As crianças adoram as atividades que envolvem a leitura, por isso, toda forma de estímulo é importante. Na escola, na sala de leitura, a professora tem o hábito de despertar nas crianças a curiosidade sobre os autores. Eles realizam pesquisas e montam, no final do ano letivo, uma apresentação, de poesia ou teatro sobre aquele autor. Todas as informações adquiridas através da formação serão bem vindas”, contou Clarinda Reis, diretora da Escola Municipal Pedro Amado.

Na ocasião, Sâmea Carvalho, chefe do Núcleo de Projetos Educacionais da Secretaria de Educação, explicou que a formação será duradoura. “Os encontros contarão com a teoria, parte pratica e palestras. O objetivo é dar continuidade a formação pelos próximos quatro anos, sempre com novidades”.

Durante o encontro, as diretoras puderam prestigiar a apresentação do espetáculo “Contando e Cantando os Sonhos de Santos Dumont” , que mostra a história de Santos Dumont e virou um livro. “Temos ex-alunos da rede municipal que hoje são mestres em literatura, que já lançaram livros, ou seja, a leitura rende ótimos frutos, temos que incentivá-los, sempre”, disse a autora do livro e diretora da Casa da Educação, Catarina Maul.

Para incentivar os alunos da Casa da Educação Visconde de Mauá ao hábito sadio da leitura e para que a biblioteca se torne um ponto regular de encontros entre os apaixonados pelos livros, a Casa da Educação Visconde de Mauá lançou a campanha “Guardiões da Literatura”. O objetivo é o de estimular cada aluno inscrito no empréstimo de livros da biblioteca a que leiam, pelo menos, 20 livros ao longo do ano.

Os alunos serão estimulados a escrever uma resenha sobre cada um dos livros lidos no caderno intitulado “Caderno dos Guardiões”, que ficará na Biblioteca Mauá. O projeto foi lançado nessa semana durante a programação da Semana do Livro Vivo 2018 da Casa da Educação.

Em novembro de 2018, os alunos que atingirem a meta serão convidados para um evento especial, onde receberão um certificado e concorrerão a vários brindes. Escritores participarão deste momento e os leitores que mais tiverem lido livros, receberão especial premiação.

“Esse é mais um projeto desenvolvido com muito carinho pela equipe da Casa da Educação para os alunos que frequentam o espaço no contraturno escolar. O arquivo da Biblioteca Mauá é rico em vários segmentos literários e os alunos sempre são estimulados a ler cada vez mais. Quem não conhece, vale a pena visitar. A Biblioteca é linda e a Casa da Educação é um ambiente acolhedor para todos os públicos”, disse a secretaria de Educação, Samea Ázara.

Segundo a direção da Casa da Educação Visconde de Mauá, a resenha poderá ser feita à caneta ou lápis, no próprio espaço, não sendo julgados os textos em si nem a ortografia, mas o real entendimento do livro lido pelo aluno.

“Embora o prêmio maior de um leitor seja o conhecimento adquirido, através  da variedade de opções e de vocabulários, serão premiados os três mais assíduos leitores. Toda iniciativa é pequena quando se trata de formar cidadãos mais reflexivos, mais participativos, com olhar mais aguçado sobre o mundo. A leitura abre mentes e as mentes abertas trazem progresso ao mundo”, disse a diretora da Casa da Educação, Catarina Maul.

Elementos da cultura brasileira que têm origem africana ganham vida através de desenhos, quadros, máscaras e bonecas de pano confeccionados pelos alunos que frequentam as aulas de arte do CREI – Centro de Referência em Educação Inclusiva João Pedro de Souza Rosa. As atividades fazem parte do projeto Uerê. Durante todo o ano os alunos terão a oportunidade de produzir peças artísticas seguindo a temática africanidade.

O CREI atende os alunos da rede municipal que se enquadram na modalidade de educação especial. Atualmente, 260 alunos estão sendo atendidos no CREI por meio do Atendimento Educacional Especializado - AEE e das atividades complementares dirigidas. Destes, 45 alunos participam das aulas de arte.

“Os alunos são muito caprichosos e encontram nas aulas de arte o encorajamento para expressar os seus talentos. No CREI os alunos da rede têm o acompanhamento de profissionais dedicados. Através do atendimento especializado, os alunos conseguem ultrapassar barreiras e o reflexo das atividades do contraturno pode ser conferido nas salas de aula, com o melhor aproveitamento pedagógico”, explica a secretária de Educação interina, Samea Ázara.

Nesse ano, a professora Beatriz Taveira, responsável pelas aulas de artes, colocou em pratica o projeto “Uerê” que tem como objetivo utilizar a africanidade como tema das aulas. Participam das aulas alunos diagnosticados com síndrome de down, autismo, baixa visão e déficit de atenção.

“A intenção é a de trabalhar a oralidade, a escrita e o próprio talento dos alunos através das atividades interdisciplinares. Nas aulas, eles são incentivados a pesquisar um tema na sala de informática e o resultado é trazido para a sala, onde serão confeccionados os trabalhos completamente manuais”, disse Beatriz.

Até o momento, os alunos já confeccionaram quadros com tecidos coloridos, garrafas decorativas, utensílios de barro, pinturas, bonecas de pano – chamadas abayomis - e até quadros feitos a partir de telhas de barro. Mas, segundo a professora, além de confeccionar as peças, os alunos aprendem o significado das peças e a origem.

“Trabalhamos as palavras oriundas da África, como por exemplo, quiabo. Construiremos o mapa da África ampliado, para que eles possam reconhecer o continente no atlas e, com papel machê, confeccionado por eles mesmos, vamos fazer máscaras e até dobraduras que representarão os animais típicos do país, como girafa e elefante”, explica Beatriz.

A intenção é de que no fim do ano os alunos possam apresentar tudo o que foi confeccionado para as famílias. “A contação de histórias que remetem à cultura africana e de lendas também faz parte desse processo. As aulas também trabalham a música e, até o final do ano, vamos ensaiar uma apresentação, com roupas típicas, para representar tudo o que foi pesquisado por eles ao longo do ano. Eles gostam muito das aulas. Se interessam, gostam da música e ficam ainda mais animados com os desenhos”, completa a professora.

Maria Eduarda Carvalho tem 14 anos e tem baixa visão. Ela afirma que ficou mais concentrada nas atividades diárias após as aulas de arte. “Eu amo as aulas. Aprendi muita coisa legal. Fico ansiosa nos dias em que tenho aula porque torço para chegar logo no CREI. Nesse ano, já aprendi muitas coisas interessantes, como por exemplo, fazer máscaras e dobradura com papel. Outra coisa que gostei muito foi de conhecer as músicas africanas”, disse.

De acordo com a diretora do CREI, Claudia Mussel, as oficinas promovem possibilidades que vão além do currículo tradicional e da escolarização. “O lúdico, os jogos estão sempre presentes. As oficinas promovem atividades que contribuem para autonomia e emancipação deste indivíduo. Acreditamos na superação e na possibilidade de nossos alunos e de toda equipe. A oficina de arte, como por exemplo, resgata a cultura, apresentando um mundo mais diversificado e rico, valorizando artistas que muitas vezes são pouco comentados ou apresentados. Além disso, a arte promove um desenvolvimento no âmbito da coordenação motora e não apenas no âmbito cognitivo”, explicou Claudia.

CREI: atendimento especializado

A oficina de artes é uma das atividades oferecidas no CREI. Participam das atividades no Centro de Referência os alunos encaminhados pelas escolas para o Departamento de Educação Especial, com justificativa para o atendimento. Os 260 alunos atendidos estão distribuídos nas oficinas de culinária, informática, ensino lúdico na perspectiva do desenvolvimento integral da criança, braile, técnica de baixa visão, orientação e mobilidade e estimulação tátil. Além das oficinas de psicomotricidade, arte, música, teatro, gastronomia, capoeira, oficina da palavra e da sala de recursos multifuncionais.

O Atendimento Educacional Especializado contribui para o desenvolvimento e melhor rendimento pedagógico dos alunos. “O trabalho desenvolvido no Centro de Referência em Educação Inclusiva João Pedro de Souza Rosa objetiva a valorização da diversidade humana em todos os seus aspectos e o ensino da arte é uma ferramenta potente para a inclusão da pessoa com deficiência em nossa sociedade”, explicou a diretora do Departamento de Educação Especial da Secretaria de Educação, Bianca Caetano.

Com o objetivo de incentivar a leitura e promover a integração entre escola e comunidade, a Prefeitura, em parceria com o Instituto Oldemburg de Desenvolvimento, inauguraram nesta sexta-feira (7/11) duas Salas de Leitura nas escolas municipais Pedro Amado, no Meio da Serra, e Lúcia de Almeida Braga, no Vale do Carangola. Cada espaço é composto por mil livros, doados pelo instituto, abrangendo diversas faixas etárias e áreas de interesse, como Literatura Brasileira, Estrangeira e Infantojuvenil; além de Ciências Sociais, História, Desenvolvimento Pessoal, Artes, Filosofia e Esporte.

“As salas de leitura aproximam e fazem com que todos possam estar mais próximos das realidades. Essa é a concretização de um sonho de todos. A educação é a saída e o segredo para conseguirmos um país melhor. Quero agradecer a presença do Antônio Torres. Tenho certeza que este momento será sempre lembrado”, disse o prefeito Rubens Bomtempo ao lado da secretária Chefe de Gabinete, Luciane Bomtempo, que também aproveitou a oportunidade para parabenizar a todos pela conquista do projeto: “Desde o primeiro contato ficamos encantados com o Vamos Todos Ler. Esse momento coroa todo o trabalho desenvolvido”.

O imortal Antônio Torres participou das inaugurações e autografou os livros entregues aos alunos das escolas que receberam o projeto. “Iniciativas como esta são gratificantes, pois a leitura começa na escola. A leitura é uma viagem sem fim nas nossas mentes. Sem ela não há futuro”, destacou. Durantes as solenidades os alunos prestaram homenagens ao escritor com a leitura de poema, apresentação musical e exposição com pinturas, esculturas e caricaturas que retrataram a vida e a obra do escritor. “Só temos a agradecer a Prefeitura e ao Instituto Oldemburg por lembrarem da nossa escola e da nossa comunidade”, disse a diretora da escola Pedro Amado, no Meio da Serra, Clarinda Reis. Já a diretora da escola Lúcia de Almeida Braga, Silvia Barros destacou que o espaço estará aberto à comunidade: “Tenho certeza que essa iniciativa irá marcar um novo tempo da vida cultural da nossa comunidade”.

A presidente da Fundação e Cultura e Turismo, Thaís Martins, também participou da inauguração e ressaltou a oportunidade de criar espaços de leituras. “É mais do que um presente quando criamos espaços como este onde há pessoas interessadas em ler”, destacou. Para aproximar o público da literatura brasileira, as salas de leitura homenageiam autores nacionais, tais como Dias Gomes, Graciliano Ramos e Rubem Braga, cujas obras estão presentes no acervo, e padrinhos como Antônio Torres, Guilherme Fiuza, Nélida Piñon, Augusto Boal, Heloisa Seixas, entre outros.

O projeto do Instituto Oldemburg de Desenvolvimento abrange todo o Brasil e as salas de leitura instaladas nas escolas Pedro Amado e Lúcia de Almeida Braga, foram, respectivamente, as de número 800 e 801. “Esperamos ver estes espaços repletos de alunos e que estes tragam sua família e a comunidade para dentro da escola”, ressalta Cristina Oldemburg, diretora executiva do Instituto Oldemburg de Desenvolvimento.

Além da montagem dos espaços, a Secretaria de Educação realizou a capacitação das diretoras e a preparação dos bibliotecários e de representantes da comunidade, que atuam como voluntários nas Salas de Leitura. As salas contam com acessibilidade e a proposta é que fiquem abertas em horário especial para atender a população.

Alunos participam do plantio de mudas

Alface, abobrinha italiana, alecrim, tomilho, salvia, quiabo, salsa e cebolinha. Essas foram algumas mudas que os alunos do Centro de Referência em Educação Inclusiva João Pedro de Souza Rosa – CREI ajudaram a plantar na horta sustentável que foi montada no espaço. A previsão é de que em aproximadamente dois meses a colheita seja feita. O Centro atende hoje a 260 alunos com necessidades especiais.

No Centro de Referência em Educação Inclusiva João Pedro de Souza Rosa, no contraturno, de atividades extracurriculares, os alunos têm atividades como dança, teatro, música, capoeira, esporte adaptado gastronomia e informática. O local funciona também como centro permanente de capacitação dos professores para a educação inclusiva.

O projeto é realizado com os alunos que participam das aulas de gastronomia. “Recomeçamos o plantio nesse ano. Agora vamos regar a horta e tomar conta até que possamos colher. Utilizamos materiais que seriam jogados fora para montar o espaço, incentivando a sustentabilidade. Queremos aumentar essa horta e plantar outras mudas”, disse o professor de gastronomia responsável pelo projeto, Vitor Pizzi.

O “Projeto Horta Sustentável” desenvolvido no CREI, na oficina de cozinha laboral, segue com o plantio de novas mudas, através de uma parceria com a Mudas Katsumoto. O projeto visa desenvolver hábitos alimentares saudáveis, técnicas básicas de plantio, conhecimento dos vegetais e a colheita”, disse Vanessa Siqueira, diretora do CREI.

Aulas de gastronomia: 80 alunos atendidos

Participam das aulas de gastronomia do CREI, 80 alunos da rede municipal de Educação, incluídos na educação especial. As aulas ocorrem duas vezes na semana. “Através da gastronomia conseguimos auxiliar o aprendizado de outras matérias. Mostramos o peso dos alimentos, o volume, a quantidade, quanto é meia xícara de um alimento, como por exemplo, e isso facilita a entender a matemática. Pegamos um produto e falamos sobre a história, origem e qual melhor clima para plantio, auxiliando a história e geografia. Preparamos os alimentos e fazemos uma moeda de mentirinha. Os alunos tentam vender para as professoras e aprendem, com a necessidade de dar troco, como lidar com o dinheiro”, explica Vitor.

A melhora no desenvolvimento é relatada pelos pais e percebida pelos orientadores envolvidos no projeto. “Alguns alunos nós ajudamos a manusear corretamente os utensílios de cozinha, ajudamos na sua emancipação, na medida do possível, e de acordo com a dificuldade motora de cada um. Para cada um deles é utilizada uma técnica diferente. Os pais dizem que a depois dessa experiência, é notável a melhora no rendimento escolar, nas relações com os outros alunos, o aumento da desenvoltura. Os pais nos relatam que outros passaram a conversar mais em casa e falar da rotina, do que aprenderam nas aulas”, conta o responsável pelo projeto.

Os experimentos culinários também ajudam a incluir legumes e verduras no cardápio das crianças. “Uma experiência bacana foi o preparo de um prato com quiabo, alimento que muitos rejeitam. Após provarem a receita, eles adoraram.Essa experiência mudou a minha vida e a cada dia aprendo uma lição nova com eles que, apesar das dificuldades, estão sempre sorrindo e animados com as aulas”, explicou Vitor.

Garantir a participação dos pais e responsáveis nas atividades e acompanhamentos que são realizados no Centro de Referência em Educação Inclusiva – CREI. Com esse objetivo, a direção do CREI organizou nessa sexta-feira (22.09) um encontro do projeto “Tecendo Vivências”.

O encontro contou com a participação de cerca de 20 responsáveis. Na ocasião, eles participaram de oficinas de música, capoeira, psicopedagogia, artes e reciclagem. No fim do evento, eles costuraram uma colcha de retalhos com palavras que representam o trabalho que é desenvolvido no CREI: união, harmonia, amizade e diálogo.

 No CREI os alunos participam de oficinas no contraturno escolar. A equipe é formada por profissionais capacitados que atendem o público alvo com muito carinho. Esse projeto garante aos pais a oportunidade de conversar, tirar dúvidas e trocar informações. Esse contato é muito importante para as famílias.

 Responsável pela oficina de psicopedagogia e também pelo projeto Tecendo Vivências, Rosilene Ribeiro conta que os pais adoraram as atividades. “Eles puderam conhecer melhor o trabalho que é realizado no CREI, vivenciando as atividades junto com os filhos. Essa iniciativa fortalece os laços entre a instituição e a família”.

Outros encontros serão realizados. “A intenção é a de promover a aproximação entre as famílias e o CREI oportunizando espaço de reflexão e conscientização sobre a importância da participação dos responsáveis no processo de desenvolvimento e aprendizagem dos estudantes, sem perder de vista a própria identidade como sujeito de desejos e expectativas de vida”, afirma a diretora do CREI, Vanessa Siqueira.

O projeto foi bem recebido pelos pais. “Foi muito interessante esse encontro. Gostei de todas as atividades e minha filha também”, contou Alaíde Machado, mãe da aluna Vívian.

No Centro de Referência em Educação Inclusiva João Pedro de Souza Rosa, no contraturno, de atividades extracurriculares, os alunos da rede municipal de Educação têm atividades como dança, teatro, música, capoeira, esporte adaptado gastronomia e informática. O local funciona também como centro permanente de capacitação dos professores para a educação inclusiva. O CREI atende 250 alunos.

Terça, 19 Setembro 2017 - 18:29

Projeto “Um poema em cada árvore”

Em homenagem ao Dia da Árvore – comemorado em 21 de setembro – a Casa da Educação Visconde de Mauá colocará em pratica na quinta-feira (21.09) o projeto “Um poema em cada árvore”. Nesse dia, poemas serão fixados nas árvores que ficam no entorno do imóvel pelos alunos que participam de cursos e oficinas na Casa da Educação Visconde de Mauá.

Idealizado e implantado pelo poeta Marcelo Rocha, em Governador Valadares – MG, o projeto já foi desenvolvido em mais de 100 cidades de cinco diferentes estados entre os anos de 2010 a 2015. Em Petrópolis, o projeto já aconteceu nos anos de 2012 e 2013, através da articulação local da Confraria da Poesia Informal, grupo idealizado e dirigido por Catarina Maul, hoje diretora da Casa da Educação Visconde de Mauá.

Nesse ano, a ação está sendo abraçado por toda a equipe da Casa da Educação, que colocará 25 poemas nas árvores no dia 21 de setembro, a partir das 8h30. Segundo Catarina Maul, o local onde estão localizadas as árvores é o caminho feito diariamente por cerca de 300 pessoas, entre alunos, responsáveis, funcionários e profissionais da rede municipal de ensino.

Os poemas são de autores clássicos, contemporâneos, petropolitanos ou não, de todas as idades. O objetivo é colocar a poesia sob o olhar do máximo de pessoas, aproveitando a cenografia natural.

“Com certeza, depois de realizar o projeto durante dois anos em Petrópolis, não poderia deixar de incentivar sua realização esse ano, quando temos árvores tão bonitas, algumas com mais de décadas, enfeitando um espaço tão lindo, natural, e situado no centro da cidade. Novos olhares das mesmas pessoas vão  cair sobre nossas lindas árvores”, diz Catarina Maul.

A Casa da Educação fica na na Rua Barão do Rio Branco, nº 03.

 

Escola e família atuando juntos com as crianças

No dicionário, temperança significa a qualidade ou virtude de quem é moderado, comedido. Para que a temperança seja trabalhada nas escolas e na rotina diária, junto com a família, a Divisão de Ensino Religioso da Secretaria de Educação vai realizar, nesse mês, encontros com os orientadores escolares atuantes nos CEI's e escolas sobre o projeto “Virtudes”. As formações ocorrerão nos dias 17 e 18 de maio, no Liceu Municipal Prefeito Cordolino Ambrósio.

A iniciativa foi idealizada pelo Professor João Malheiro, doutor em educação, pesquisador e autor de livros na área educacional. O projeto auxilia os professores com relação as atividades que podem ser trabalhadas com os alunos levando em consideração a maturidade e seus estágios.

Pelo projeto, até os 18 anos, a criança e adolescente têm dificuldades em lidar com sentimentos e ações predominantes nas suas rotinas: até os 7 anos o desafio maior para a criança é o de trabalhar o controle dos impulsos; dos 7 até os 14, o domínio do medo; dos 15 aos 16 anos, pensar além de si mesmo e dos 17 aos 18 anos, a prudência, pensar antes de agir, refletir, julgar e decidir.

A ideia é que as escolas trabalhem durante os bimestres do ano valores importantes através de ações diárias que despertem a ordem temporal: tudo tem o seu tempo, a ordem espacial. Cada coisa tem seu lugar e a importância das atribuições diárias, boa convivência (respeito aos pais, professores, vizinhos e amigos), boa conduta (despertando para a beleza interior, modo de falar, agir e vestir) e sobriedade (moderação no comer, diversão e sono).

“As ações neste bimestre sistematizarão a ordem temporal e espacial, bem como os encargos de cada um para a boa convivência. A proposta do projeto também envolverá as famílias para que as crianças possam ter autonomia em escolhas positivas”, disse Cristiane Noel, integrante da Divisão de Ensino Religioso.

Ainda segundo o projeto, os pais poderão ajudar as crianças com a atribuição de pequenas tarefas diárias. Já a escola pode auxiliar através de pequenas ações como nomear o ajudante do dia.

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