Programa vai atender 700 famílias nos oito CRAS do município

A segunda fase da capacitação de visitadores do Programa Criança Feliz foi iniciada nesta segunda-feira (09.04) pela Secretaria de Assistência Social. O programa visa estimular o desenvolvimento integral de crianças em situação de risco ou vulnerabilidade social na primeira infância – fase determinante para o desenvolvimento de habilidades de coordenação, memória e capacidade de aprendizado.

O programa vai orientar as famílias sobre a melhor maneira de estimular os filhos nos estudos, para diminuir a evasão escolar, prestando acompanhamento das gestantes desde o pré-natal e preparando as mães em toda linha de cuidado, além do fortalecimento do vínculo familiar. A iniciativa tem como ponto central a visitação domiciliar que será realizada pelos técnicos da Assistência Social. A Assistência, a Saúde e a Educação estarão envolvidas para mudar a realidade dessas crianças. É a integração entre as secretarias, uma das características da nossa gestão.

A expectativa é que sejam atendidas 700 famílias que tenham crianças de até 3 anos beneficiárias do Bolsa Família e as de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O programa tem previsão para início em junho e irá funcionar em todas as oito unidades do Centro de Referência a Assistência Social (CRAS) do município.

“As supervisoras passaram, durante uma semana, por um treinamento organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) na capital e agora estão multiplicando os conhecimentos para os 23 visitadores, que devem começar os trabalhos no início de junho. Esta capacitação vai seguir durante toda a semana no CRAS Corrêas, mas todas as oito unidades do município vão participar do programa”, explicou a secretária de Assistência Social, Denise Quintella.

A implantação do Programa em Petrópolis é graças a uma verba federal de R$ 45 mil mensais, liberada pelo Ministério do Desenvolvimento Social. Petrópolis foi umas das 50 cidades participantes do Seminário do programa realizado no Rio de Janeiro, no início do ano.

“Os visitadores estão sendo capacitados em diversas áreas de conhecimento, como saúde, educação, serviço social, direitos humanos, cultura etc. O contato com as famílias será constante e muito valoroso. Para participar do programa, é preciso manter os dados no Cadastro Único atualizados, principalmente quando há grávidas e crianças de até três anos na família. Por conta disso, foi montado um comitê estratégico para mapearmos essas famílias e criarmos o plano de implantação”, contou a secretária de Assistência Social, Denise Quintella.

A secretária explica sobre a importância dos estímulos e cuidados até os 6 anos de idade para o desenvolvimento social da criança por toda a vida.  “A formação inicial é determinante. O caráter, as competências e a inteligência de uma pessoa são definidos nos primeiros anos de vida. Por isso, é muito importante que a criança receba esse cuidado especial para que se torne um adulto mais preparado”, finalizou.

Em parceria com a Defesa Civil, a Secretaria vai promover a Operação Inverno

A Secretaria de Assistência Social deu início, nesta segunda-feira (11.06), à Operação Inverno: intensificando as abordagens sociais, para promover o acolhimento emergencial de pessoas em situação de rua. Uma parceria com a Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias permitiu a instalação de três barracas que vão possibilitar o acolhimento de mais pessoas no Núcleo de Inclusão Social (NIS), que já pode acolher, diariamente, até 54 pessoas.

É uma ação conjunta entre as secretarias de Assistência Social e de Defesa Civil que vai possibilitar o atendimento de dezenas de pessoas. Este é um período em que se deve dar total atenção, principalmente, a esta população. No ano passado, o município conseguiu acolher, em média, 15 pessoas a mais por dia durante a operação, ofertando ao usuário o pernoite, alimentação e banho. A ideia é intensificar o trabalho que já é feito pela Assistência ao longo do ano, realizando abordagens à noite e dar este apoio a quem precisa.

Para ampliar o atendimento a estas pessoas, foram instaladas três barracas cedidas pela Defesa Civil, que, juntas, vão permitir o acolhimento de até mais 18 pessoas. A Assistência vai intensificar, também, a abordagem das equipes à noite, quando o frio é mais intenso.

“A Secretaria de Assistência Social faz de forma constante a abordagem à população em situação de rua, em diferentes pontos da cidade. Este trabalho é realizado por equipes, geralmente um educador e um técnico, todos os dias da semana, em horários diversos. A equipe oferece apoio para quem aceita ir para o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) ou para pernoite no Núcleo de Integração Social (NIS). Em 2017 houve grande adesão por parte dos usuários, por isso a necessidade de continuar esse acolhimento emergencial”, explica a secretária de Assistência Social, Denise Quintella.

No Centro Pop, os usuários podem tomar banho, se alimentar e passar o dia. De acordo com a situação de cada pessoa, ela pode ser encaminhada para o Núcleo de Integração Social (NIS) onde passará por todo um processo de ressocialização, recebendo tratamento médico e psicossocial. “O objetivo da Assistência Social é dar a oportunidade para que possam conseguir um emprego ou retornar para as suas cidades de origem”, completou Denise.

A Assistência Social presta auxílio, em média, a 25 pessoas por mês com embarques para suas cidades de origem. “Os registros do Centro Pop, apontam para uma média de 102 adultos em situação de rua. Cerca de 90% são homens. Em média, 48 usuários são migrantes - vindos de outras localidades. Todos que se dirigem ao equipamento recebem atendimento sem agendamento. O trabalho realizado visa a reinserção dos usuários às famílias e, quando não é possível, o objetivo é desenvolver sua autonomia”, reforçou a diretora do Departamento de Proteção Social Especial da Secretaria de Assistência Social, Katia dos Prazeres.

Para o acolhido J. B. F., de 58 anos, estar no NIS é como estar em família. Ele está sendo acolhido no Núcleo há quase três anos e conta que os trabalhos desenvolvidos no espaço têm colaborado muito com sua recuperação e ressocialização.

“Infelizmente, tive problemas em meu casamento que acabaram me custando a companhia da minha esposa e meus filhos. Há quase três anos, estou aqui, muito bem atendido. Me sinto em família. Senti muito na pele o sofrimento de passar noites de frio na rua. Com certeza, este serviço acrescenta e faz bem demais há muitas pessoas”, disse o ex-militar.

Acessuas atende público de 14 a 59 anos e auxilia na qualificação profissional

A formação profissional e ingresso ao mercado de trabalho é o foco da atuação do Programa Nacional de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho (Acessuas), desenvolvido na cidade pela Secretaria de Assistência Social. A iniciativa foi implantada há um ano e meio e tem auxiliado jovens a iniciarem a carreira profissional e adultos na reinserção ao mercado de trabalho. O estudante Wesley Oliveira de Vasconcelos, de 18 anos, é um dos 737 atendidos pelo serviço oferecido em todas as oito unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

O programa tem contribuído para a mudança de perspectivas dos usuários, com idade entre 14 e 59 anos, que participam de encontros mensais, programados semanalmente nas unidades CRAS. O estudante Wesley, mora na comunidade de Madame Machado e durante oito meses participou dos encontros com a psicóloga e orientadora do programa na unidade da região.

“Para mim foi muito bom, nunca tive experiência em entrevistas de emprego e recebi toda ajuda. Todo o trabalho me ajudou muito, hoje estou mais determinado a continuar estudando e fazer minha faculdade de Educação Física”, conta o estudante que hoje se prepara para atuar como jovem aprendiz, até iniciar a graduação que deseja. Assim como aconteceu com Wesley, o programa motiva os usuários a buscarem cursos de qualificação profissional. O propósito é que os atendidos se motivem até mesmo pela busca do empreendedorismo.

O programa conta com parceiras de empresas que apresentam as oportunidades de emprego e de instituições de ensino, como o Senai, que ofertam vagas em cursos profissionalizantes gratuitos. O programa já inseriu alunos nos cursos técnicos de padaria, confeitaria, elétrica, pedreiro de alvenaria, costura, marcenaria, entre outros. “Buscamos motivá-los para que busquem maior qualificação e assim consigam iniciar a vida profissional ou reinseridos no mercado de trabalho”, conta a psicóloga do programa Aline Ziziani.

Todas as pessoas acompanhadas pelo Acessuas são registradas do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do Governo Federal. Além de serem acompanhados nos grupos de convivência, havendo necessidade e perfil social, os participantes do programa recebem auxílios de programas de assistência municipais, estaduais ou federais. A medida visa oferecer suporte até que o usuário consiga se restabelecer e conquistar sua autonomia.

Unidades do CRAS desenvolvem ações para públicos diversos e de todas as idades

Atualmente o município conta com oito unidades do CRAS. O serviço segue as normas do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e tem registrado maior celeridade nos atendimentos. As unidades do CRAS são referência para a inclusão dos usuários CadÚnico. Em Petrópolis, cerca de 29 mil pessoas possuem o registro e são direcionadas a programas como o Bolsa Família, destinado a aproximadamente 12 mil famílias na cidade; e o Benefício de Proteção Continuada (BPC), que está disponível para cerca de 3 mil famílias.

As unidades do CRAS também fornecem programas e ações voltadas para o idoso e adolescente. O ID Jovem possibilita a gratuidade de adolescentes ao transporte e à cultura e a carteira do idoso também disponibiliza benefícios para o público da terceira idade que se enquadra ao perfil de vulnerabilidade social.

Os Centros de Referências de Assistência Social estão localizados nos bairros:

CRAS Quitandinha

Horário de funcionamento: das 8h às 17h, de segunda-feira a sexta-feira, sem horário de almoço - Rua Alagoas, s/nº – Quitandinha.

CRAS Centro

Horário de funcionamento: das 8h às 17h, de segunda-feira a sexta-feira, sem horário de almoço – Rua Dr. Sá Earp, nº 39 – Centro.

CRAS Retiro

Horário de funcionamento: das 8h às 17h, de segunda-feira a sexta-feira, sem horário de almoço - Rua Hermogênio Silva, 238 - Retiro.

CRAS Posse

Horário de funcionamento: das 8h às 17h, de segunda-feira a sexta-feira, sem horário de almoço - Estrada União e Indústria, S/N, ao lado do CIEP Gabriela Mistral (CEU da Posse).

CRAS Corrêas

Horário de funcionamento: das 8h às 17h, de segunda-feira a sexta-feira, sem horário de almoço. Rua Vigário Correa, 443 – Corrêas.

CRAS Vale do Carangola

Horário de funcionamento: das 7h30 às 16h30, de segunda-feira a sexta-feira, sem horário de almoço. Rua Waldemar Vieira Afonso, 19 – Antiga ONG - Vale do Carangola.

CRAS Itaipava

Horário de funcionamento: das 8h às 17h, de segunda-feira a sexta-feira, sem horário de almoço. Estrada União e Indústria, 11.860 – Itaipava.

CRAS Madame Machado

Horário de funcionamento: das 8h às 17h, de segunda-feira a sexta-feira, sem horário de almoço.Rua Geraldo Lourenço Dias, s/nº (ponto final do ônibus 704) – Madame Machado

Entre os mantimentos, estão cestas básicas, água e produtos de limpeza que já faziam parte de estoque prévio da Secretaria

A Secretaria de Assistência Social já fez a entrega de 639 itens às famílias vítimas das chuvas que atingiram a cidade nas duas primeiras semanas de março. Desde o último dia 3, quando os atendimentos foram iniciados, 80 famílias efetuaram o cadastro e receberam mantimentos, que fazem parte de um estoque prévio, adquiridos pela prefeitura para distribuição para famílias.

Foram disponibilizados, ao todo 91 cestas básicas, 61 cobertores, 11 travesseiros, 65 roupas de cama (lençol e fronha);,8 pacotes de fraldas, 63 kits de limpeza, 17 kits de higiene pessoal, e 184 garrafas de água mineral, além de 139 colchões doados pela Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias.

Dentre as famílias que receberam as doações, a maior parte está na Posse, onde 41 grupos familiares precisaram deixar suas casas. A prefeitura mantém o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do distrito aberto para atendimento destas famílias. No CRAS foram realizados o cadastro dos moradores que tiveram as casas atingidas e providências emergenciais com fornecimento de mantimentos. Por orientação da Secretaria de Assistência Social, as famílias foram deslocadas para casas de parentes ou amigos.

As equipes ainda estão de prontidão e a prefeitura vai manter a assistência nas regiões atingidas. A prefeitura agiu emergencialmente no dia seguinte às chuvas, já cadastrando as famílias e levando cestas básicas e água para elas. Geralmente, a Secretaria de Assistência é acionada pela Defesa Civil após o registro das ocorrências. Mas, nesta situação de desastres, todos trabalham junto para atender rapidamente a população.

A secretária de Assistência Social, Denise Quintella, reforça que todos os itens doados pela Secretaria fazem parte de um estoque que já é previamente montado, adquiridos pela prefeitura para distribuição para as famílias em caso de emergência, e fazem parte do Plano de Contingência do município no caso de desastres naturais.

“São itens que já estão em nossos estoques prontos para serem repassados para as famílias vítimas de acontecimentos atípicos, como os que ocorreram na semana passada, que envolveram perda de vidas e lares”, informa Denise Quintella.

Assistência foi, também, para famílias que não precisaram sair de casa

Além das famílias que precisaram sair de casa por conta da chuva deste mês, a Secretaria de Assistência Social prestou atendimento, também, às pessoas que tiveram outras perdas materiais, mas puderam retornar aos imóveis. Em Corrêas, 55 famílias tiveram as casas inundadas e foram atendidas com doações.

“É um trabalho que estamos fazendo desde o início dos registros das ocorrências e que ainda estamos consolidando baseado nas intervenções da Defesa Civil. Recebemos as famílias nos Centros de Referência e nossas equipes percorreram também os locais afetados. Muitas famílias puderam retornar para as suas casas, mas tiveram que conviver com perdas materiais importantes. Então, estivemos perto destas pessoas, dando o apoio que elas precisavam.Colaboramos também com a Igreja Católica, na doação de alimentos para a preparação de um almoço para a comunidade”, disse a secretária Denise Quintella.

Além de Corrêas, outras 13 famílias do bairro Caxambu também receberam este apoio, com a doação de mantimentos.

Projeto C3 é uma das instituições que contribui para combater a vulnerabilidade social

“Eu gosto muito porque aqui tem vários esportes para as crianças e fazemos campanha contra as drogas. Gosto muito das aulas de judô, jiu jitsu e futebol”, diz Vitor Hugo Gomes, de 11 anos de idade, uma das 80 crianças atendidas pelo Projeto C3. Em funcionamento há 11 no bairro Valparaíso, a instituição tem como foco o trabalho preventivo com crianças em vulnerabilidade social. O projeto é mantido, em parte, por incentivo da prefeitura, por meio de termo de colaboração com a Secretaria de Assistência Social e desenvolve atividades educativas e recreativas no contra turno escolar.

Na unidade, o incentivo repassado pela Secretaria de Assistência Social, é voltado para as aulas de informática para a promoção da inclusão digital. A estrutura contribui ainda para o reforço escolar dos alunos, para pesquisa e elaboração de projetos e o entretenimento. Mensalmente, a secretaria destina mais de R$ 100 mil reais para a manutenção de instituições como essa. Ao todo 13 entidades parceiras que atuam para o desenvolvimento de ações sociais são beneficiadas.

Esse é um investimento de grande importância. Ações como essas proporcionam um desenvolvimento saudável para as crianças e adolescentes em risco social na cidade. A prefeitura vai continuar trabalhando para continuar incentivando cada vez mais projetos como esse. Além das aulas de informática, os alunos participam atividades esportivas e culturais que complementam a educação.

Nos dois turnos, manhã e tarde, são oferecidas aulas de reforço escolar, de acordo com a necessidade de aprendizado de cada um; aulas de musicalização como piano, violão, flauta, bateria e percussão; atividades esportivas com a escolinha de futebol, jiu jitsu, judô, kung fu, yoga; oficina de artesanato e reciclagem, onde é trabalhada a conscientização ambiental; além das aulas de dança e teatro.

É um projeto admirável, eles atuam no contraturno e atendem até mesmo as crianças que ficam na Casa da Acolhida. É muito importante esse trabalho que contribui em muito na formação dos jovens, que estando assistidos, não ficam vulneráveis e saem da ociosidade.

E foi em atuar no cuidado de crianças em vulnerabilidade social que a ONG foi criada. De acordo com o coordenador do projeto, Hélito Couto, o trabalho começou há 20 anos com crianças que viviam e situação de rua. “Desde aquele momento percebi a importância de se desenvolver o trabalho de prevenção como essas crianças. De forma que elas não fiquem expostas a situações de violência, abuso e abandono”, destaca o coordenador, que explica que o nome do projeto foca na criança, no carinho e no cuidado.

A maior parte das crianças assistidas são das comunidades do entorno Oswaldo Cruz e Vila São José. A instituições dão suporte para as famílias com risco social e para a inclusão das crianças, segue como parâmetro a renda per capita, que deve ser menor que meio salário mínimo por integrante familiar. “Atuamos aqui com famílias que precisam desse suporte”, reforça Hélito. As crianças e adolescentes permanecem em média por cinco horas na instituição, onde participam de atividades em tempo integral. Para as crianças que permanecem na parte da manhã, em caso de necessidade, o projeto auxilia no transporte escolar.

Para serem inseridas no projeto as famílias fazem a pré-matrícula e incluem as crianças e adolescentes numa lista de espera. De acordo com a liberação das vagas as crianças são chamadas. Para a manutenção das ações o projeto recebe ainda apoio do TJ Tribunal de Justiça, do Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente, Fundação para a Infância e Adolescência, Instituto da Criança, entre outros.

150 famílias já aderiram ao programa em Petrópolis

As equipes de visitadores da Secretaria de Assistência Social iniciaram, nesta segunda-feira (11.06), o acompanhamento das famílias participantes do Programa Criança Feliz. Até o momento, 150 grupos familiares já aderiram ao programa, que é conduzido pela Secretaria e visa estimular o desenvolvimento integral de crianças em situação de risco ou vulnerabilidade social, na primeira infância – fase determinante para o desenvolvimento de habilidades de coordenação, memória e capacidade de aprendizado.

É um programa muito especial, porque trabalha o desenvolvimento de quem vai fazer o futuro. O Criança Feliz é mais um exemplo da integração, a marca da gestão. A Assistência Social estará junto com as secretarias de Saúde e Educação trabalhando pelo atendimento a estas famílias e a expectativa é que possamos colher belos frutos em breve.

A Assistência, a Saúde e a Educação estarão envolvidas para mudar a realidade desses jovens e buscando reduzir a evasão escolar. Serão atendidas famílias que tenham crianças de até 3 anos beneficiárias do Bolsa Família e as de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O programa vai funcionar em todas as oito unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município, com os 23 visitadores prestando atendimento em casa e promovendo atividades com as crianças.

“O objetivo é diminuir a evasão escolar, prestando acompanhamento das gestantes desde o pré-natal e preparando as mães em toda linha de cuidado, além do fortalecimento do vínculo familiar. A ideia do programa é de dar orientações para as famílias sobre a melhor maneira de estimular os filhos nos estudos”, explicou a secretária de Assistência Social, Denise Quintella, lembrando que a iniciativa tem como ponto central a visitação domiciliar que será realizada pelos técnicos da Assistência Social.

As duas orientadoras do Criança Feliz passaram por um treinamento organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) na capital e multiplicaram os conhecimentos para os 23 visitadores. Petrópolis é um dos primeiros municípios a aderir ao Programa. A implantação do Programa no município é graças a uma verba federal de R$ 52,5 mil mensais, liberada pelo Ministério do Desenvolvimento Social.

“As visitas aos lares serão semanais. Nesta primeira semana, estaremos nos apresentando a estas famílias e conhecendo caso a caso para darmos continuidade ao acompanhamento, com conversas com os pais e brincadeiras com as crianças. Nesta segunda-feira, estivemos com equipes no Quitandinha e Castelo São Manoel. Vamos durante a semana levando os visitadores a todas as casas”, disse a assistente social supervisora do Programa Criança Feliz, Catia Vasconcellos.

No bairro Quitandinha, um dos lares visitados foi o da dona de casa Ingrid Rocha, de 20 anos. Ela conta que ficou sabendo do Programa Criança Feliz após uma visita da mãe ao CRAS do bairro. Ingrid acha importante que a ideia do programa seja levada a outras famílias.

“Fiquei muito feliz quando soube do Criança Feliz e acho que outras famílias devem participar. Ele vai ser importante para o desenvolvimento da minha filha, que é muito esperta, na criatividade e estimular nos estudos”, destacou Ingrid, enquanto a pequena Emanuelly, de 2 anos, brincava com uma das visitadoras.

A Secretaria de Assistência Social segue realizando reuniões para apresentar o Programa Criança Feliz a beneficiários do Bolsa Família. O próximo encontro está previsto para quinta-feira (14.06), às 14h, na Escola Municipal Clemente Fernandes, na 24 de maio.

Em parceria com a Defesa Civil, a Secretaria vai promover a Operação Inverno

A Secretaria de Assistência Social está intensificando as abordagens sociais no período do inverno para promover o acolhimento emergencial de pessoas em situação de rua. A Assistência, em parceria com a Defesa Civil, vai dar início, na próxima segunda-feira (11.06), à Operação Inverno, reforçando o trabalho que já é desenvolvido pelas equipes. 

É um período em que se deve dar total atenção, principalmente, a esta população. No ano passado, a prefeitura conseguiu acolher, em média, 15 pessoas a mais por dia durante a operação, ofertando ao usuário o pernoite, alimentação e banho. A ideia é intensificar o trabalho que já é feito pela Assistência ao longo do ano, realizando abordagens à noite e dar este apoio a quem precisa.

Mesmo estando ainda no outono, Petrópolis já tem registrado temperaturas baixas, como na semana passada, quando no dia 30 de maio os termômetros marcaram 6°C. O Núcleo de Integração Social (NIS) teve 100% dos leitos ocupados neste dia. Para ampliar o atendimento a estas pessoas, foram instaladas três barracas cedidas pela Defesa Civil, que, juntas, vão permitir o acolhimento de até mais 18 pessoas. A Assistência vai intensificar, também, a abordagem das equipes à noite, quando o frio é mais intenso.

“A Secretaria de Assistência Social faz de forma constante a abordagem à população em situação de rua, em diferentes pontos da cidade. Este trabalho é realizado por equipes, geralmente um educador e um técnico, todos os dias da semana, em horários diversos. A equipe oferece apoio para quem aceita ir para o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) ou para pernoite no Núcleo de Integração Social (NIS). Em 2017 houve grande adesão por parte dos usuários, por isso a necessidade de continuar esse acolhimento emergencial ”, explica a secretária de Assistência Social, Denise Quintella.

No Centro Pop, os usuários podem tomar banho, se alimentar e passar o dia. De acordo com a situação de cada pessoa, ela pode ser encaminhada para o Núcleo de Integração Social (NIS) onde passará por todo um processo de ressocialização, recebendo tratamento médico e psicossocial. “O objetivo da Assistência Social é dar a oportunidade para que possam conseguir um emprego ou retornar para as suas cidades de origem”, completou a Denise.

A Assistência Social presta auxílio, em média, a 25 pessoas por mês com embarques para suas cidades de origem. “Os registros do Centro Pop, apontam para uma média de 102 adultos em situação de rua. Cerca de 90% são homens. Em média, 48 usuários são migrantes - vindos de outras localidades. Todos que se dirigem ao equipamento recebem atendimento sem agendamento. O trabalho realizado visa a reinserção dos usuários às famílias e, quando não é possível, o objetivo é desenvolver sua autonomia”, reforçou a diretora do Departamento de Proteção Social Especial da Secretaria de Assistência Social, Katia dos Prazeres.

Próxima atividade vai ser no dia 25, no Duarte da Silveira 

A Secretaria de Assistência Social já definiu o calendário de ações sociais para este semestre. Serão cinco atividades, uma em cada mês. A próxima está marcada para o próximo dia 25 de agosto e a comunidade atendida vai ser a do bairro Duarte da Silveira. Posse, São Sebastião, Chapa 4 e Bonfim também vão receber a Ação Social da prefeitura até dezembro.

Já foram realizadas 11 edições da Ação Social. O evento é um sucesso, com mais de 11 mil pessoas que foram atendidas com os serviços disponibilizados por meio de parceria com empresas e órgãos públicos. O objetivo é fortalecer estas ações para que elas possam chegar a outras regiões do município, atendendo ainda mais pessoas.

As ações sociais são marcadas pela parceria entre as secretarias, órgãos públicos e as associações de moradores dos bairros. Graças à união, as mais de 11 mil pessoas puderam ser atendidas com emissão de 2ª via de RG, orientações sobre os trabalhos das secretarias e departamentos da prefeitura, corte de cabelo e atividades com danças e esportes.

“É fundamental a integração entre as secretarias na realização das ações sociais. Isso tem sido um diferencial para que as ações tenham este sucesso. Além disso, temos as parcerias com as associações de moradores, que nos permitem conhecer as demandas das comunidades e oferecer os serviços de acordo com o que elas realmente precisam", frisa a secretária de Assistência Social, Denise Quintella.

Além do Duarte da Silveira, no próximo dia 25, a Ação Social da prefeitura vai estar na Posse, no dia 29 de setembro; São Sebastião, no dia 20 de outubro; Chapa 4 (Valparaíso), no dia 10 de novembro; e Bonfim, no dia 8 de dezembro.

Ações práticas são traçadas para retirar crianças e adolescentes do trabalho infantil

A prefeitura lançou oficialmente, nesta terça-feira (17.04), as Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (AEPETI). O AEPETI, programa do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), reúne um conjunto de ações que tem o objetivo de retirar crianças e adolescentes menores de 16 anos do trabalho precoce, exceto na condição de aprendiz, que é a partir de 14. O programa, desenvolvido pela Secretaria de Assistência Social, exige frequência escolar das crianças e adolescentes, que passam a receber orientação e acompanhamento das equipes da pasta.

A prefeitura encontrou, no início da gestão, mais de R$ 200 mil em recursos, específicos para o programa vindos do governo federal, retidos em conta da Secretaria de Assistência Social que não foram utilizados pela gestão anterior devido à falta de planejamento de ações. Agora, será possível colocar o projeto em prática e a cidade vai receber R$ 9 mil por mês para a manutenção do programa, que vai unir secretarias e instituições para conscientizar a população e identificar situações de trabalho infantil, atuando para sanar estes riscos.

A Secretaria de Assistência Social tem promovido as ações estratégicas do programa, com equipes de trabalho fazendo visitas periódicas nos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e no Centro de Referência Especializado (CREAS), buscando informar, identificar, combater e responsabilizar as situações de trabalho infantil no município. Por conta disso, representantes do Conselho Tutelar, Ministério Público, Poder Judiciário e polícia estão inseridos na rede de trabalho do AEPETI.

“As famílias identificadas com crianças nesta situação serão inseridas no Cadastro Único (CadÚnico), para programas sociais e que possam receber o benefício do Bolsa Familía. Trabalhamos integrados, também, às secretarias de Saúde e Educação, para realizar estudos sobre os casos registrados e coletar estes dados. Além disso, os próprios serviços da Assistência vão interagir, inclusive, no intuito de levar as pessoas identificadas nos levantamentos ao mercado de trabalho por meio do Programa de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho (Acessuas Trabalho), que já é executado no município ”, diz a secretária de Assistência Social, Denise Quintella.

As denúncias de exploração infantil podem ser feitas anonimamente pelo Disque 100 ou no Conselho Tutelar, que encaminhará as notificações à Secretaria de Assistência Social. Para a conselheira Tutelar, Merilen Dias, o AEPETI vem a acrescentar no trabalho que é desenvolvido pelo Conselho, na busca por retirar as crianças e adolescentes da prática e os acompanhar.

“O Conselho tem o trabalho de tirar crianças destas possíveis situações de riscos, que acabam gerando, por exemplo,o abandono da escola. Estamos extremamente felizes com o lançamento deste programa, que vai ser mais uma ferramenta para trabalharmos em parceria com a Assistência Social do município. Queremos garantir, também, que estes jovens que deixam o trabalho não acabem indo para o mundo das drogas. A ideia é criar mecanismos para capacitá-los e mudar a vida deles”, disse Merilen.

O lançamento foi acompanhado pelo juiz titular da Vara da Infância, Juventude e do Idoso, Alexandre Teixeira de Souza, e do promotor de Justiça da Infância e Juventude, Vicente de Paula Mauro Junior.

“Acreditamos no programa. Sabemos que muitos dos jovens que vão para criminalidade não têm este destino simplesmente porque querem, mas sim por conta das condições financeiras desfavoráveis. Se trazemos estas pessoas para programas deste tipo e recuperamos estes jovens, podemos dizer que é um trabalho bem feito”, destaca o juiz Alexandre, ratificando a importância dos órgãos inseridos no AEPETI trabalharem juntos pela erradicação do trabalho infantil.

No Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, a Secretaria de Assistência Social promoveu nesta quarta-feira (12.06) uma ação de conscientização sobre o tema e divulgação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) desenvolvido pelo município. Durante o dia, as assistentes sociais distribuíram materiais informativos e incentivaram as pessoas que passaram pelo estande montado na Praça Dom Pedro a denunciarem casos de crianças e adolescentes trabalhando precocemente, ou seja, que não estão na condição de aprendiz.

O Peti tem o objetivo de retirar quem tem menos de 16 anos da condição de trabalho precoce e atua em conjunto com o Conselho Tutelar para informar, identificar, combater e responsabilizar as situações de trabalho infantil em Petrópolis. Para isso, também lança um olhar para o acolhimento das famílias em situação de risco social.

A assistente social e técnica de referência do Programa, Rosana Gomes Leal, lembra que o grande objetivo não é a punição, mas a proteção dessa criança ou adolescente.

“Nós monitoramos junto ao Conselho Tutelar as denúncias que chegam e ações que são feitas para aquelas famílias. Ao receber uma denúncia, a gente procura contato com essa família para entender a condição social e da casa onde essa criança vive, e vemos várias questões: se essa família pode ser atendida por algum programa social, se a criança está frequentando a escola e qual o comportamento dela, se é necessário algum tipo de atendimento médico”, explica.

Ela contou que um dos casos que atendeu recentemente era de uma criança que deixou de ir para a escola e a informação é de que ela ficava em casa cuidando dos irmãos – um trabalho doméstico com essas características, que priva a criança ou adolescente, por exemplo, de estudar e ter convívio social, é proibido pelo Estatuto da Criança de Adolescente. Junto com o Conselho Tutelar, a mãe foi chamada para uma conversa e disse que colocou a filha para cuidar dos irmãos para que ela pudesse trabalhar e que passava por uma gravidez de risco sem conseguir fazer os exames de pré-natal. Esse exemplo mostra um pouco do trabalho feito pelo Programa: além de buscar o retorno da criança para as aulas, as assistentes sociais também encaminharam para que ela fosse atendida no Hospital Alcides Carneiro.

O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil foi criado em 2017 e atualmente acompanha 10 casos. Entre os casos mais comuns, estão os que as crianças são obrigadas a trabalhar pela própria família, seja em vendas ambulantes pelas ruas, no tráfico de drogas e o trabalho doméstico imposto de forma abusiva.

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