A 8ª edição da Festa do Aipim, tradicional evento da Comunidade Rural do Bonfim, começou na noite de sexta (21/06) e segue por todo o final de semana, com shows de forró, DJ sertanejo, teatro de fantoches e, claro, muitos pratos deliciosos feitos com macaxeira: vaca atolada, caldo, bolinho, doce, enfim, receitas onde não pode faltar o principal ingrediente da festa.

A programação começou na sexta, às 18h, na quadra próxima à Igreja Nossa Senhora do Bonfim, com o som do DJ Fabiano. Às 20h, a banda Forró Fogo no Céu subiu ao palco. No sábado, foi a vez de Caio Farias e Banda e, neste domingo, a Trupe do Parque Nacional da Serra dos Órgãos irá apresentar o seu teatro dos fantoches, às 19h, com a proposta de educação ambiental. Depois, a banda MM A Energia do Forró comandará a festa, que deverá ir até meia-noite.

“O nosso objetivo é resgatar a cultura das festas juninas tradicionais e valorizar a nossa cultura rural”, afirmou o coordenador da festa e vice-presidente da Associação dos Produtores Rurais do Bonfim, Robson Silva. Para o secretário de Agricultura, Abastecimento e Produção, Leonardo Faver, mais importante que o produto aipim, é a festa rural. “Essas festas nas comunidades são super importantes para preservar a cultura popular”, afirmou.

Segundo Robson Silva, ano passado não houve festa por causa do falecimento de José Joaquim da Costa e Silva, um dos fundadores da Associação dos Produtores Rurais do Bonfim.  O evento tem o apoio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Produção, da Fundação de Cultura e Turismo, do Sindicato Rural de Petrópolis, da Associação dos Produtores Rurais do Bonfim e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-RIO).

A rotina não é fácil: acordar muito cedo nos dias de venda direta para o consumidor e verificar diariamente a qualidade dos produtos. Mas isso não desanima Jadir Correa da Silva Júnior, de 36 anos, que trabalha desde a adolescência na feira do Centro e do Alto da Serra. A tradição é familiar: o avô e o pai de Jadir também trabalhavam na feira. Na sua barraca, frutas frescas são encontradas com qualidade e bom preço, ele garante. Jadir é apenas um num universo de mais de mil trabalhadores que atuam nas feiras petropolitanas. Ao todo, treze feiras são realizadas na cidade: no Centro e até em bairros mais distantes como Nogueira, São Sebastião e Duarte da Silveira.

Os feirantes têm uma data que é só deles: 25 de agosto. A homenagem é datada de 25 de agosto de 1914 e surgiu em comemoração à primeira feira livre ocorrida no país, no Largo General Osório, em São Paulo.

“A feira é uma tradição seguida pelas famílias há gerações. É um costume do petropolitano acordar cedo e fazer a compra semanal nas barracas que já são conhecidas. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, através do Departamento de Agricultura, mantém o diálogo frequente com essa categoria. Muitos dos feirantes são das regiões produtoras da cidade. São mais de 700 famílias que vivem da produção, ou seja, uma parcela significativa da população que movimenta a economia da cidade”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fiorini.

Para Jadir, o dia do feirante é todo dia. A rotina começa às 2h, na montagem da barraca e segue até o final do dia, 18h, com a arrumação do caminhão: “É cansativo, mas, vale a pena. Trabalhar com o público é muito bom, você cria laços. A feira é uma tradição em Petrópolis. Temos amigos, separamos as frutas preferidas deles, e o ambiente familiar aproxima as pessoas. Eu levo minha filha de dois anos para a feira e ela adora”.

De acordo com o Departamento de Agricultura, as maiores feiras são a do Centro, Alto da Serra e Corrêas. “A venda direta ao consumidor final tem vantagens como o preço mais acessível. No contato com o produtor, o comprador consegue ainda averiguar a qualidade do produto e tirar dúvidas sobre a forma de plantio”, contou o diretor do departamento, José Mauricio Soares.

As feiras ocorrem das 6h às 13h30. No domingo a venda ocorre no Alto da Serra, São Sebastião, Itamarati, Corrêas, Nogueira e Duarte da Silveira.

Na terça-feira tem a feira do Centro. Já na quinta-feira tem venda direta no Henrique Raffard (Bingen) e Praça Pasteur.

Nas sextas, a feira ocorre na Francisco Manoel e General Rondon (Quitandinha). No sábado, no Centro e Valparaíso.

Vigilância Sanitária promove orientações para feirantes

Com o objetivo de orientar sobre as boas práticas do comércio e manipulação de alimentos, a Coordenadoria de Vigilância Sanitária (Covisa) está realizando encontros com os profissionais das feiras livres de Petrópolis. A primeira reunião, que aconteceu na quarta-feira (22.08), teve a participação de 15 feirantes.

“Como o segmento nunca fez parte anteriormente das ações da Vigilância Sanitária, nessa gestão, resolvemos implantar uma forma inovadora de ações específicas para os feirantes. Eles têm peculiaridades diferenciadas do restante do comércio de alimentos que precisam ser trabalhadas e diagnosticadas”, destacou a coordenadora de Vigilância Sanitária, Dayse Carvalho.

Essas capacitações fazem parte de uma série voltada para as feiras livres, em uma proposta de trabalho feita pela Vigilância Sanitária. Elas, na forma de roda de conversa, terão a segunda etapa na próxima quarta (29.08). “Na próxima semana, a ação educativa será destinada para feirantes que comercializam produtos de origem animal, como carnes, frangos, ovos, leites e derivados, entre outros”, explicou Dayse.

O projeto prevê outras capacitações até o mês de outubro, contemplando profissionais dos demais segmentos desse tipo de comércio, como o de hortaliças, lanches e produção de conservas - doces, geleias e temperos.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, por intermédio do Departamento de Agricultura, promoverá na sexta-feira (14.07), às 14h, a 1ª Conferência Municipal de Política Agrícola e Fundiária (CMPAF), no auditório da Emater-Rio, em Itaipava. Petrópolis tem hoje 800 famílias de produtores rurais e o trabalho no campo envolve mais de cinco mil pessoas em áreas na Posse, Jacob, Caititu, Vale das Videiras, Brejal, Taquaril, Secretário, Bonfim e Caxambu, movimentando R$ 16 milhões por ano na cidade.

 

“É uma oportunidade dos agricultores debaterem as questões relativas à produção agrícola. Pedimos para que todos compareçam à conferência que vai contar com uma palestra sobre o fortalecimento do associativismo”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico.

 

Na ocasião, serão eleitos os novos membros do Compaf – Conselho Municipal de Políticas Agrícolas e Fundiárias.

 

“Os agricultores terão a oportunidade de votar nas associações de produtores, escolhendo quem os representará no Compaf, ou seja, quem defenderá o posicionamento deles no conselho que é deliberativo e influi diretamente nas políticas públicas para o setor agrícola”, disse o diretor do departamento de Agricultura, Celso Albuquerque.

 

O evento será promovido com apoio da Emater-Rio e Sindicato Rural de Petrópolis. Além da eleição dos novos conselheiros, será ministrada a palestra “Fortalecimento do associativismo nas comunidades rurais”, pelo técnico da Emater-Rio, André Luis da Costa Azevedo. Em seguida, serão definidos os eixos da política agrícola e fundiária do município de Petrópolis.

 

“Vamos conversar sobre os conceitos do associativismo, as vantagens e desvantagens e fazer um panorama do município, observando o que as associações já obtiveram de conquistas, como devem ser organizadas e como deve ser feita a gestão da associação”, explicou André.

 

A Emater-Rio fica na Estrada União & Indústria, nº 9700, ao lado do Hortomercado Municipal. As inscrições poderão ser feitas até o dia do evento no escritório local da Emater, das 8h às 17h30. Os participantes devem chegar com meia hora de antecedência.

 
 

 

Por determinação do prefeito Rubens Bomtempo, a Prefeitura Municipal criou um novo mecanismo para agilizar a vida dos produtores rurais do município. A ação denominada “Produtor Legal”, teve início nos dias 14 e 15 de agosto, por meio da Secretaria de Agricultura, em parceria com diferentes órgãos do município e do Estado, e já contemplou a comunidade do Brejal.

Nos dois dias da ação, que também tinha como objetivo esclarecer dúvidas e principalmente, auxiliar na legalização dos trabalhadores locais, foram realizados 61 atendimentos. De acordo com o secretário de Agricultura, Leonardo Faver, um total de 15 produtores deu o primeiro passo para obter a Inscrição Estadual de Produtor Rural. “Com o objetivo de incentivar essa legalização, o município irá arcar com a confecção do primeiro talão de notas fiscais. Foi um grande avanço", disse o secretário, destacando que a próxima ação já está sendo agendada para a segunda quinzena de setembro no Taquaril. “A ideia é realizar a ação em cada comunidade uma vez por ano”, completa.

Doze atendimentos referentes à aposentadoria também foram feitos. “Por conta da procura, já estamos agendando uma reunião com representantes do INSS, para explicar os caminhos que os produtores devem seguir para ter acesso ao benefício. Queremos ter essa definição já no próximo encontro com os trabalhadores rurais”, afirma o secretário.A ação contou ainda com o apoio da Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania, da Casa do Trabalhador, assim como da Emater e do sindicato da classe. “É importante destacar também que todas essas medidas ocorrem de forma continuada e podem ser solicitadas pelos produtores rurais a qualquer momento às instituições competentes”, frisou Leonardo Faver.  

 

Vinte produtores rurais do município estão participando do Programa Arranjo Produtivo Local – APL de Plantas Medicinais. O projeto é realizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde (em parceria com a Fiocruz) e a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Produção, com aulas realizadas semanalmente desde janeiro deste ano no Palácio Itaboraí, no Valparaíso.

Nas palestras, os agricultores são capacitados para desenvolver o cultivo orgânico de ervas medicinais, aperfeiçoando as técnicas de plantio.  “O curso oferece aos produtores a opção de uma nova atividade econômica, sem que estes abandonem as práticas que já desenvolvem, diversificando, assim, o que já produzem. Isso dará a eles mais uma opção de venda e um equilíbrio maior no mercado”, destaca o secretário de Agricultura, Leonardo Faver.

As vinte espécies estudadas pelos participantes são previamente selecionadas e contêm determinação botânica, análise química e perfil genético, o que garante sua eficácia. Dessas matrizes sairá a produção de 800 mudas, que serão multiplicadas nos hortos do Caetitu e Parque Municipal, em Itaipava, para serem distribuídas aos produtores participantes. “Há várias espécies de plantas medicinais que são muito parecidas umas com as outras. Aqui, o produtor rural aprende a diferenciá-las, sabendo o princípio ativo e nome científico, entre outras especificidades”, explica o coordenador do curso, Sérgio Monteiro.

Jorge Luiz Bernardo é um dos alunos do projeto. Para ele, que trabalha no Sítio Nossa Senhora das Graças, na Posse, o curso valoriza sua produção. Além disso, ele lembra, passa a poder contribuir mais para comunidade onde vive. “Trabalho com plantações há muito tempo e participo das aulas desde o início. Aprender sobre plantas medicinais e o cultivo orgânico delas está sendo muito importante”, contou. 

Nas aulas, os agricultores também aprendem sobre a legislação relacionada às plantas medicinais e sobre o processo de comercialização delas. Para que isso seja possível, a Prefeitura garante todo o apoio ao agricultor – por meio do programa Produtor Legal – permitindo que a venda desses produtos seja feita dentro das normas, oferecendo gratuitamente a legalização e o primeiro talonário de nota fiscal.

O objetivo final do projeto é produzir produtos fitoterápicos para serem utilizados no Programa Saúde da Família. “A longo prazo, as ervas produzidas pelos agricultores locais irão contribuir para a saúde do município, além de agregar valor a produção local”, conclui Faver.

Na última quinta-feira (16/10) a Prefeitura, por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Produção, em conjunto com a Emater-Rio, promoveu uma excursão técnica à Embrapa Agroindústria de Alimentos. O objetivo foi conhecer as diversas plantas de interesse dos agricultores petropolitanos. Durante a visita, eles viram mais de perto o processo de desidratação de frutas, a produção de conservas vegetais, a elaboração de massas e pães e o processamento mínimo de hortaliças.

Os produtos minimamente processados foram os que mais chamaram a atenção dos agricultores. São frutas ou hortaliças modificadas fisicamente, mas que mantém o seu estado fresco. Esses produtos também trazem inúmeras vantagens, como minimizar ao máximo o risco de contaminação microbiológica, garantindo uma maior segurança e qualidade dos produtos, além de reduzir as perdas.

Um alimento de qualidade é aquele que reúne atributos sensoriais (cor, sabor, aroma, textura, crocância, entre outros), nutricionais e de segurança (ausência de perigos químicos, microbiológicos e físicos), ou seja, garante a ausência de perigos químicos, físicos e microbiológicos no alimento destinado ao consumo humano.

Para o secretário de Agricultura, Abastecimento e Produção de Petrópolis, Leonardo Faver, a excursão foi uma ótima oportunidade para os produtores terem noções sobre as formas e tipos de processamento, além de aproximar e estreitar as relações da Prefeitura com a Embrapa Agroindústria. Para 2015, o município pretende instalar uma unidade que funcionará junto à Associação de Produtores de Hortaliças do Estado do Rio de Janeiro - Secção Petrópolis (Apherj), que tem como objetivo processar hortaliças para a merenda escolar.  

“Não tenho dúvida de que haverá um avanço na qualidade dos produtos distribuídos para a merenda escolar, aumentando a vida útil e diminuindo o trabalho no preparo dos produtos na escola. É uma oportunidade também para que os agricultores familiares busquem novos mercados para seus produtos”, ressaltou Faver.

Para o supervisor da Emater-Rio, Nelson Buarque, a excursão foi importante para que agricultores familiares enxergassem novas formas de atender aos consumidores e, ao mesmo tempo, agregar valor aos seus produtos, aumentando a renda familiar. Participaram da excursão agricultores familiares do Caxambú, do Brejal, do Bonfim, do Taquaril e do Vale das Videiras, além de nutricionista da Secretaria de Educação – Núcleo de Alimentação e de técnicos da secretaria e da Emater-Rio.

Segurança alimentar e nutricional, segurança hídrica e segurança social foram os temas abordados para a política pública da Agricultura.

Iniciativas do setor agrícola que podem ser desenvolvidas em conjunto pela Emater e Prefeitura começaram a ser debatidas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, responsável pela área. Gargalos ao desenvolvimento da agropecuária e as barreiras institucionais, além do detalhamento sobre as políticas públicas para a agricultura já começaram a ser elencadas. A partir daí são direcionadas as ações que podem ser seguidas para se garantir as seguranças alimentar e nutricional, social e hídrica para um melhor desenvolvimento do setor agrícola no município. O primeiro encontro foi realizado quinta-feira (25.01) na sede da Emater, em Itaipava, com a participação da Associação dos Produtores Hortifrutigranjeiros do Estado do Rio de Janeiro (APHERJ).

Segundo Celso Albuquerque, Diretor do Departamento de Agricultura, Abastecimento e Produção, durante a reunião foram apresentados os pontos que são classificados como gargalo ao desenvolvimento da agropecuária e as barreiras institucionais, além do detalhamento sobre as políticas públicas para a agricultura e as ações que podem ser seguidas para se garantir as seguranças alimentar e nutricional, social e hídrica para um melhor desenvolvimento do setor agrícola no município.

“É fundamental que haja um maior desenvolvimento da cooperação e da integração como uma das alternativas para superar as deficiências. Criar eficiências coletivas, desenvolver os níveis de confiança, cooperação, reciprocidade, organização social e participação política da sociedade civil local. O departamento de agricultura está alinhado com a Emater e vamos convergir as ações para otimizar os recursos necessários para o pleno desenvolvimento do setor”, afirma Celso Albuquerque, Diretor do Departamento de Agricultura, Abastecimento e Produção da Secretaria.

Com relação à segurança hídrica, o departamento de agricultura pretende fortalecer o programa Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), com foco em proteção de nascentes. Para se promover a segurança alimentar serão incentivadas as compras institucionais da agricultura familiar para os hospitais, restaurante popular e pelas outras secretarias.

“Com relação à segurança social, está previsto um programa de incentivo à formalização dos produtores familiares”, explicou Celso.

No encontro também foi abordada a necessidade de se implantar projetos e programas para acesso a alimentação adequada e saudável. A elaboração de um cardápio saudável com produtos da agricultura familiar e capacitação das merendeiras foram colocadas como prioridade pelo Departamento de Agricultura. Também estão previstas capacitações para os agricultores, incentivo a agricultura urbana, com a distribuição de mudas, a criação de jardins comestíveis, um maior apoio administrativo para os pequenos produtores e a elaboração de palestras e oficinas.

Além do departamento de Agricultura e do representante dos agricultores, participaram da reunião os representantes da Emater-RJ, Leonardo Faver e José Kleber Rayol.

 

 

Garantir que famílias que trabalham com produtos artesanais de origem animal, como mel e queijo, por exemplo, possam vender seus produtos até mesmo fora do estado, em feiras específicas, além de receber o Selo Arte. Esta é a intenção do Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que está atento ao crescimento do setor. A comercialização de produtos artesanais de origem animal é uma vertente econômica que vem sendo cada vez mais explorada no país: microempreendedores são os que mais decidem investir no mercado, principalmente na comercialização direta. Em Petrópolis, o cenário não é diferente. O Censo Agro 2018 identificou a existência de 11 estabelecimentos produtores de mel e outros 23 que vendem queijos e requeijão.

Técnicos do departamento de Agricultura vem participando ativamente das discussões sobre Lei 13.680/18 que prevê uma fiscalização estadual e também a criação do Selo Arte, que identifica os produtos e permite a comercialização fora dos estados onde são produzidos. Na última semana o assunto foi discutido durante uma reunião da Câmara Setorial de Agronegócios da Alerj, ocorrida na Federação de Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Faerj).

Ter um selo de certificação do produto é importante para os produtores. A prefeitura busca garantir que essa lei beneficie os petropolitanos que dependem da venda desse tipo de produto. O município sabe que expandir a venda para as feiras fora da cidade vai garantir um aumento substancial na renda dessas famílias, pois a certificação dos produtos abrirá portas. A Secretaria de Desenvolvimento continuará acompanhando as etapas de implantação da lei.

Marcelo Fiorini, secretário de Desenvolvimento Econômico, avalia que a Lei pode estimular o crescimento do setor, já que os produtos poderão ter um selo de identificação.

“A preocupação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico é a de garantir que o selo possa garantir essa facilidade de vender o produto em outros locais. Queremos estimular o crescimento desse tipo de venda que é uma realidade e pode fortalecer ainda mais a cadeia econômica da cidade, levando o nome de Petrópolis para feiras em outros municípios”, explica Marcelo Fiorini.

Além do Selo Arte, a lei destaca a transferência da fiscalização da produção e comercialização desses produtos para os órgãos de saúde pública dos estados. Anteriormente, os alimentos artesanais com origem animal só podiam ser vendidos fora do estado em que foram produzidos se tivessem o selo do Serviço de Inspeção Federal.

“O selo ajudará em muito na divulgação dos produtos petropolitanos que se enquadram nessa regra, possibilitando ainda que os empresários participem de feiras. As discussões sobre a lei continuam porque no texto original ainda não está claro a definição de produto artesanal de origem animal, a forma e nem qual órgão ficaria responsável diretamente pela fiscalização. Ainda assim, a lei já representa um avanço”, explica José Maurício Soares, diretor do Departamento de Agricultura.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico acompanhará o trabalho do grupo criado – pela Câmara Setorial de Agronegócios da Alerj - e que atuará em duas frentes: a primeira, na definição do que é o produto artesanal, e a segunda para pensar formas de inovar nos processos e avançar na produção de produtos de maior valor agregado que ajudem a aumentar a renda do produtor rural, fixando-o no campo.

Mais de 14 mil pessoas prestigiaram os dois eventos.

O final de semana foi agitado com eventos voltados para a divulgação de produtos agrícolas e artesanais locais: Agroserra Imperial no Palácio de Cristal e Biofeira Cultural, em Nogueira, apoiadas pela prefeitura por meio da Turispetro da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Os eventos valorizaram a produção rural da região, movimentaram a economia e setor turístico da cidade.

Essa foi a primeira edição do Agroserra Imperial no Palácio de Cristal, que reuniu cerca de 12 mil pessoas, uma iniciativa da Print Comunicação. O evento já é um sucesso há três anos em Secretário. A edição no Centro Histórico contou com programação gratuita e 60 expositores com o melhor da produção local: conservas, doces, produtos orgânicos e artesanato, além das famosas cervejas e cachaças artesanais.

O secretário da TurisPetro, Marcelo Valente destaca o papel desses eventos no fomento ao Turismo. "São eventos que agregam valor a um setor já forte na nossa cidade, que é o Turismo, garantindo mais opções de lazer ao visitante e tornando a visita dele a Petrópolis ainda mais enriquecedora com a experiência do que a cidade tem de melhor, com seus produtos artesanais de alta qualidade. Eles vivenciam e ainda podem levar para casa um pouco dessa experiência degustativa que tiveram na Cidade Imperial", comenta.

Visitando a Cidade Imperial pela primeira vez, a turista australiana Monica Ridly desfrutou do evento que agitou o fim de semana em um dos cartões postais de Petrópolis. “Estou gostando muito do evento. Estou apreciando bastante”, afirma.

Mas os petropolitanos também aprovaram a edição do AgroSerra Imperial no Palácio de Cristal. “Nós já conhecíamos a edição de Secretário. Fomos lá. Mas essa aqui também ficou bem legal, com muita variedade. Isso é bom para a cidade e para o turista”, comentaram a autônoma Priscila Carneiro e a aposentada Edileuza de Castro.

Para os expositores, eventos como esse, com a parceria entre o poder público e privado, contribuem para o fomento na economia da cidade e geração de renda. “Acho essas iniciativas maravilhosas. A cidade precisa disso, de movimento para gerar renda, principalmente aqui, em um importante ponto turístico da cidade. Tenho feito eventos aqui e está sendo ótimo”, disse Sônia Regina Moreira, artesã há mais de 30 anos.

“Para nós foi um prazer realizar o AgroSerra Imperial no Palácio de Cristal. O retorno que recebemos durante os três dias de evento foi muito positivo, tanto dos expositores, que fizeram ótimas vendas, quanto do público, que por várias vezes nos parava para dizer que nunca havia visto o espaço tão bonito e bem decorado”, comemorou uma das organizadoras, Janice Caetano.

Biofeira Cultural de Nogueira reuniu mais de 2 mil visitantes

Já em Nogueira, artesanato, culinária e a produção orgânica ganharam ainda mais destaque com uma programação musical diversificada, na primeira edição da Biofeira Cultural de Nogueira, que ocorreu na Praça de Nogueira. A iniciativa foi da Associação Pró-turismo de Nogueira (PROTURNO). A feira contou com a venda de produtos como geleias, biscoitos, doces e sorvetes artesanais. A intenção dos organizadores é de que a feira tenha três edições. As seguintes ocorrerão no segundo fim de semana do mês - dias 10, 11 e 12 de novembro e 8, 9 e 10 de dezembro de 2017.

“A Prefeitura apoia esses eventos nas comunidades porque são importantes para fomentar os produtores e artesãos locais. Todos os setores são contemplados. Esse movimento vai ao encontro da nossa política que é a de promover o desenvolvimento da economia do município com todas as vertentes econômicas envolvidas, agrícolas e artesanais”, diz o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fiorini.

Carolina Xavier, da comissão organizadora, confirma o sucesso da feira. “Todos ficaram felizes, tanto os expositores quanto os comerciantes locais e moradores”, disse.

Os beneficiários do Programa Compra Saudável, antigo Cartão Imperial, ganharam esta semana mais dois pontos de compra: os Terminais Rodoviários de Corrêas e Itaipava. Os 13 produtores rurais e feirantes que atuam nesses dois locais já estão aceitando o cartão como forma de pagamento. A medida faz parte das ações do programa, que tem como objetivo estimular a compra de produtos saudáveis que contribuam para uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes e vitaminas. Na última quarta-feira (5/8), o prefeito Rubens Bomtempo esteve com os feirantes e acompanhou a utilização do cartão.

“A intenção é levar esta ação para outros pontos e estimular ainda mais as vendas de produtos mais frescos e saudáveis. A medida beneficia os feirantes e produtores, que terão a oportunidade de aumentar as vendas, e também as famílias que recebem o cartão, que poderão comprar alimentos mais baratos e frescos”, disse o prefeito acrescentando que o programa Compra Saudável não é apenas um programa de transferência de renda, mas sim um conceito de segurança alimentar. Atualmente mais de seis mil famílias são beneficiadas pelo programa.

“O programa começou no meu primeiro governo na comunidade do Vale do Carangola, com o nome de Cesta Cheia, Família Feliz. Foi o primeiro programa de segurança alimentar criado no país. As famílias beneficiadas podiam adquirir por um preço bem baixo frutas, legumes, verduras e ovos. Depois o programa passou a se chamar Cartão Imperial, onde as pessoas recebiam um cartão magnético com um crédito para compras em vários estabelecimentos. A partir daí houve uma mudança do conceito. Com a implantação do Compra Saudável estamos resgatando esse conceito de alimentação mais nutritiva”, ressaltou Bomtempo.

Para o feirante e produtor Nilson Ferreira da Silva, a iniciativa vai proporcionar um aumento nas vendas. “É uma ideia positiva que vai ajudar muito. Vale a pena experimentar”, disse o feirante, que atua no Terminal de Corrêas desde 2009, vendendo legumes e verduras. A aposentada Alcideia Seabra Goebel, de 80 anos, beneficiária do cartão, também aprovou a iniciativa. “É prático e rápido. Passo o cartão e faço minhas compras. Posso comprar alimentos mais frescos e baratos”, comemorou.

Na tarde da quarta-feira, o prefeito também se reuniu com os representantes das associações dos produtores rurais e feirantes. Em pauta, as melhorias nas estradas utilizadas para escoamentos da produção rural, a reforma e ampliação do armazém do produtor e reforço na sinalização nas vias próximas às feiras do Centro e do Alto da Serra. “Estamos mantendo um diálogo permanente com as categorias para atender as demandas desse setor, que é tão importante para o nosso município”, destacou o prefeito.

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