Domingo, 23 Junho 2019 - 12:04

Reconstrução de mamas no HAC soma mais de 350 intervenções por ano

Reconstrução de mamas no HAC soma mais de 350 intervenções por ano

Unidade hospitalar tem estrutura que oferece todo o suporte na rede pública

O processo de reconstrução de mama em pacientes diagnosticadas com câncer, que pode ser traumático na vida das mulheres, é acompanhado por especialistas no Hospital Alcides Carneiro (HAC). O cuidado da saúde física e mental é um dos focos do trabalho da equipe que atendeu esse ano, até o momento, cerca de 900 pacientes em consultas de início de tratamento, de pré e pós-operatório e de acompanhamento das pacientes. Somente nesse ano, 100 cirurgias de mastologia foram realizadas, em 2018, em todo o ano, foram 354 intervenções para devolver os seios a mulheres que passaram pelo tratamento. 

A média anual é importante estar em dia porque significa qualidade de vida a quem sofreu com a doença. As próximas cirurgias já estão sendo marcadas: serão 20 ao longo de uma semana, em regime de mutirão. Isso vai zerar a fila de reconstrução de mamas na cidade.

Um exemplo de sucesso do trabalho realizado no hospital é a recepcionista Rosilene Vital de Souza, que hoje aos 40 anos de idade, está refeita de todo o processo e conseguiu superar todo o transtorno do tratamento que teve início há 8 anos. Após ser diagnosticada com câncer, recebeu a notícia que deveria fazer a extração da mama direita. “Na época, ter tirado a mama não mexeu comigo, me preocupei em me recuperar, minha prioridade era estar bem, com saúde, mas depois repensei e fiz a plástica”, conta Rosilene.

Na época o que pode ter sido um trauma, hoje é história de vida, com resultado positivo. A paciente passou por todo o acompanhamento necessário e após retirar a mama, teve que ser submetida a sessões de radioterapia. Ao término, foi sugerida a reconstrução da mama. “Eu fiquei muito satisfeita, não esperava que a cirurgia fosse ficar como ficou. Fui acompanhada por ótimos médicos que me deram todo o suporte e hoje eu tenho o privilégio de trabalhar ajudando outras pessoas que passaram pela mesma situação”, relata a recepcionista.

Atualmente, ela trabalha na Associação Petropolitana de Pacientes Oncológicos (APPO), onde começou a atuar como voluntária quando ainda estava em tratamento. “Hoje eu sou funcionária, aqui consegui o suporte que precisava e tento fazer o mesmo pelas pessoas que passam por aqui”, destaca.

Histórias como essa são incentivadoras para a equipe de mastologia do HAC que conta com quatro especialistas para acompanhar todas as fases do tratamento das pacientes. O primeiro passo ocorre no atendimento ambulatorial do HAC, para onde as pacientes são encaminhadas pela Secretaria de Saúde após o atendimento em uma das unidades básicas de saúde. Esse ano, cerca de 900 pacientes foram encaminhadas para a especialidade, em 2018, em todo o ano, foram atendidas mais de duas mil pacientes. No ambulatório, a paciente recebe todo o acompanhamento e é encaminhada para os exames necessários. Em A partir daí, havendo confirmação do diagnóstico para câncer, será dado início a todo o tratamento.

A paciente é indicada para os exames adequados para a definição de todas as medidas necessárias, se haverá retirada da mama, se será parcial ou total e demais necessidades para a recuperação da paciente. A reconstrução da mama é estudada de acordo com cada paciente. Havendo condições, o procedimento pode ser feito na mesma cirurgia em que for feita a extração. “A reconstrução depende das condições clínicas, do estágio da doença, que tipo de tratamento vai ser necessário para a paciente após a extração da mama”, destaca uma das médicas da equipe de mastologia, a ginecologista Marilda Plácido.

Entre as situações que impossibilitam a reconstrução da mama imediatamente, durante a cirurgia de extração, é quando a paciente tem a indicação de tratamento com radioterapia. “Nesses casos a reconstrução é feita ao término das sessões de radioterapia, que pode causar alterações no resultado da cirurgia de reconstrução da mama”, destaca a médica, ressaltando que a equipe trabalha com técnica cirúrgica oncoplástica. A reconstrução da mama é planejada desde o momento da incisão, o que contribui para qualidade do resultado da cirurgia plástica, mesmo que feita posteriormente.

Para as cirurgias de reconstrução de mama, o HAC conta com parceria com a Faculdade de Medicina de Petrópolis/Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/FASE), que destaca cirurgião plástico para o atendimento das pacientes da rede pública. O especialista faz todo o acompanhamento da paciente para estudar o melhor método a ser aplicado. Mesmo quando a paciente não pode fazer a reconstrução da mama, na mesma cirurgia da extração, alguns métodos são adotados que irão contribuir para o bom resultado da plástica posteriormente.

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