Sexta, 24 Maio 2019 - 17:52

Prefeitura vai fortalecer ensino pedagógico para alunos de áreas rurais

Técnicas agrícolas, ações sustentáveis e de preservação do meio ambiente. Esses são alguns dos temas que podem melhorar a produção agrícola, um dos setores de destaque na economia petropolitana: segundo dados do Censo Agro 2018 – o setor movimenta na cidade aproximadamente R$ 40 milhões por ano. E, pensando em fomentar a agricultura, fornecendo conhecimentos específicos para as famílias e incentivando a escolaridade, a Secretaria de Educação e o Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico estudam a programação de atividades específicas para estudantes da área rural. A ideia é que possam ser oferecidos para esses estudantes conteúdos que incentivem a criação de tecnologias que possam auxiliar a produção no campo, a elaboração de planos de negócios, o cooperativismo e técnicas agrícolas para diferentes produções.

A meta é fortalecer o ensino pedagógico dos alunos que acompanham as famílias na produção rural: atualmente, seis mil alunos estão matriculados nas 23 unidades escolares consideradas rurais na cidade.

Os estudos estão em andamento e a intenção é de formular uma política educacional que tenha continuidade.

Experiências em Nova Friburgo são inspiração

Como parte dos estudos acerca das comunidades escolares agrícolas, a secretaria de Educação realizou na última semana uma visita a duas escolas que mantém um atendimento diferenciado para estudantes da zona rural, em Nova Friburgo: são CEFFAS – Centros Familiares de Formação por Alternância – que utilizam a pedagogia da Alternância, sistema educativo surgido na França, em 1935 e que chegou no Brasil em 1968 – CEFFA Rei Alberto I e CEFFA CEA Rei Alberto I. A primeira é uma escola da rede municipal de Nova Friburgo que  atende 210 alunos no ensino fundamental e a segunda é uma escola da rede estadual que atende 150 alunos no ensino médio. As duas instituições contam com o auxilio administrativo e pedagógico do Ibelga – Instituto Bélgica.

Os CEFFAs funcionam em regime de alternância, ou seja, os alunos alternam períodos nas escolas e no meio sócio-profissional-familiar. “O trabalho é feito em conjunto e as famílias são participativas. Os alunos têm acesso a todas as matérias da grade curricular normalmente, ficam integralmente na escola e participam de atividades diferenciadas que abordam temas como formação familiar, zootecnia e técnicas de agricultura. É uma troca de saberes. Eles participam ativamente da rotina escolar, mas, também, aprendem técnicas que auxiliam as suas famílias”, explicou a diretora da CEFFA Rei Alberto I, Claudilene da Silva Scheles.

A escola, que foi criada há 25 anos, mudou a realidade da comunidade. “Observamos um campo mais desenvolvido, com o uso da tecnologia a favor da natureza e das famílias, diminuição do uso de agrotóxico, aumento na legalização dos agricultores porque na escola eles aprendem não só a respeitar o campo e como podem aumentar a sua produção, mas também que a área rural é muito rica e o trabalho tem o seu valor e deve ter continuidade”, explicou Nilson dos Santos, do Instituto Ibelga.

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