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Terça, 14 Maio 2019 - 18:04

Evento que lembrou os 131 anos da Abolição recebeu mais de mil pessoas no Palácio de Cristal

Evento que lembrou os 131 anos da Abolição recebeu mais de mil pessoas no Palácio de Cristal
Palestras, reflexões, debates, artesanato e muita música afro foram alguns dos destaques do evento “131 anos de Abolição Inacabada”, que aconteceu durante três dias no Palácio de Cristal. O encerramento foi nesta segunda-feira (13.05), data em que marca a Abolição da Escravatura no Brasil. O evento, que recebeu mais de mil pessoas, é uma realização da Prefeitura de Petrópolis, através da Coordenadoria da Promoção da Igualdade Racial (Copir).

A programação foi aberta com a apresentação do hino da África do Sul, interpretado por uma estudante angolana, que está fazendo um intercâmbio na cidade. Em seguida o público contou com a palestra da psicóloga e coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial em Álcool e Drogas (CAPS AD III), Leandra Iglesias, sobre prevenção, consequência e estatísticas sobre o uso de drogas e entorpecentes.

“A população negra continua na base da pirâmide social, ainda marginalizada nas ruas. As pessoas são estigmatizadoras, rotulam principalmente a população negra e usuários de álcool e drogas. O negro é sempre visto como traficante e o branco como usuário, e aí eu pergunto: Aonde está seu preconceito?, precisamos refletir”, frisou a psicóloga, que terminou sua palestra com a frase “A vida Negra importa”.

“Nosso evento foi um sucesso! Conseguimos alcançar o público jovem e lotamos o Palácio de Cristal nos três dias de programação. A celebração foi rica em reflexões, debatemos muito sobre a real abolição e como isso ainda se dá nos dias de hoje. Acredito que todos gostaram e saíram daqui com um pouco mais de conhecimento sobre a história e cultura do negro”, destacou coordenador do Copir, Marco Antônio Cezar.

“Eventos como este são muito importantes para conscientizar a população da história real da abolição. É o tipo de evento que precisa atingir os jovens, precisamos falar sobre os negros nas escolas”, contou Fabiana Torquato, que estava acompanhada da filha de 16 anos, que fez uma apresentação de dança afro dance.

O último dia de celebração também foi marcado com apresentações de dança afro e capoeira, além da presença do Movimento Negro Unificado, que debateu sobre “Os negros na política”;  e de mestres de capoeira da cidade do Rio de Janeiro.

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