Sexta, 18 Janeiro 2019 - 18:33

Serviço Família Acolhedora inicia turmas de capacitação

Serviço Família Acolhedora inicia turmas de capacitação
Oferecer um lar para crianças em risco social, esse é o principal objetivo da Família Acolhedora que já começa a realizar capacitações de pessoas interessadas em participar do serviço. A primeira turma de preparação dos candidatos está prevista para fevereiro, quando cerca de cinco famílias já estão programadas para participar do primeiro encontro. Na ocasião, os interessados vão receber informações de como funciona a iniciativa que garante a segurança e os cuidados essenciais para as crianças que foram retiradas temporariamente, por decisão judicial, do convívio de suas famílias biológicas.

Os interessados em participar podem fazer contato pelo telefone 2249-4319. O Serviço Família Acolhedora tem funcionado como uma alternativa aos abrigos. As crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisam ser afastadas de suas famílias, podem ser encaminhadas para o acolhimento de uma família substituta, de forma temporária. O objetivo é fazer com que os menores mantenham a referência da convivência em família.

A capacitação é o primeiro passo para as famílias que querem se tornar acolhedoras. Desde que o serviço foi retomado em 2016, foram formadas três turmas de preparação, a partir das quais, sete famílias se tornaram aptas a acolherem crianças e adolescentes. Em 2018, o serviço foi concretizado com a primeira família que recebeu um menor e segue sendo acompanhada, até que a situação do menor seja definida.

Os menores são direcionados para as Famílias Acolhedoras a partir da avaliação do perfil social de ambas as partes. O encaminhamento é feito pela Vara da Infância, Juventude e do Idoso, que ao receber uma criança em risco social e identifica a necessidade de afastamento do lar e origem, aciona o serviço para verificar a disponibilidade de família apta a acolher o menor. “O encaminhamento para as famílias acolhedoras é feito a partir de um estudo do perfil social das partes. A família que vai receber a criança, primeiro é informada do histórico do menor para então se colocar disponível a recebê-lo”, explica a diretora do Departamento de Proteção Social Especial, Kátia dos Prazeres.           

Durante o período de acolhimento, os menores mantém contato com a família biológica por meio de visitas realizadas na sede do serviço, em sala reservada. Todo o trabalho é acompanhado e orientado por psicólogas e assistentes sociais.  “As famílias, acolhedora e biológica, não fazem contato entre si. As identidades são preservadas”, explica Kátia, destacando que todo o trabalho é voltado para que as crianças sejam reintegradas aos seus lares de origem.

O direcionamento para a adoção é sempre a última opção. Um dos critérios para uma família se tornar acolhedora é não estar no cadastro de espera por adoção. “Qualquer pessoa solteira, casada, separada, com casamento homoafetivo, pode ser acolhedora, depois de passar por avaliação. A pessoa tem que estar ciente que não pode estar na fila de adoção, o serviço não permite que a criança seja adotada, não é essa finalidade. A criança vai ficar temporariamente, é uma transição, até que se resolva a questão com a família de origem”, enfatiza Kátia.

Capacitação discute temas variados sobre a saúde, educação e seguranças das crianças

A capacitação das famílias é feita durante nove encontros, quando são debatidos temas diversos, entre os quais, o desenvolvimento da criança e adolescente, traumas psicológicos que as crianças podem apresentar, política municipal de assistência social, abuso sexual, alienação parental, entre outros. “As famílias acolhedoras são preparadas para entender a importância do papel delas nessa perspectiva de intercâmbio das crianças entre os lares temporários até a reintegração delas aos seus lares de origem. O serviço contribui muito para o desenvolvimento das crianças”, destaca a coordenadora do Serviço Família Acolhedora, Graciele Vanzan.

Após passar pelos nove encontros, a família que não se identificar como sendo uma acolhedora, pode contribuir com o serviço se tornando uma multiplicadora da iniciativa. “É muito comum, a pessoa depois de passar pelos encontros, não conseguir se colocar como acolhedora, mas passa a contribuir para a divulgação do trabalho”, destaca a coordenadora, reforçando que o serviço conta com o acompanhamento de assistentes sociais e psicólogas que atuam no acompanhamento das famílias, acolhedoras e biológicas, até que a criança seja reintegrada.

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